Aula de Revisão para a AV1

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DisciplinaEducação e Economia Política720 materiais4.872 seguidores
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revoluciona e flexibiliza os antigos processos industriais e viabiliza as seguintes mudanças: maior integração entre as empresas; maior vínculo com a demanda dos consumidores e com os processos de comercialização 
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TOYOTISMO
A principal referência do padrão de acumulação flexível é o toyotismo (termo originário da experiência da fábrica automobilística japonesa Toyota), cujas características centrais são:
A diversidade e heterogeneidade da produção, 
O direcionamento desta a uma demanda prevista do consumo,
O estoque mínimo, 
A terceirização de parte da produção, 
A organização do trabalho em equipe e 
A flexibilidade nas funções do trabalhador 
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IMPACTOS DO NOVO PARADIGMA SOBRE A QUALIFICAÇÃO DOS TRABALHADORES
O trabalhador é chamado a participar e tomar decisões relativas ao controle e qualidade dos produtos, passando a responsabilizar-se pela introdução de aperfeiçoamentos e correções no processo de produção. Nessa perspectiva, diluem-se as fronteiras entre os papéis desempenhados pela gerência, pela supervisão e pelas funções operacionais. 
Ao lado da intelectualização de uma parcela da classe trabalhadora vinculada à indústria automatizada, é possível identificar a presença de inúmeros setores operários desqualificados. Constata a presença dos operários desespecializados do fordismo, dos operários parciais, temporários, subcontratados, terceirizados, dos trabalhadores da economia informal, dos desempregados. 
Verifica-se, então uma segmentação na classe trabalhadora. Enquanto que para um pequeno contingente de trabalhadores se exige uma elevada qualificação (que inclui a capacidade de abstração e de resolução de problemas), para os demais (trabalhadores precarizados ou excedentes) a questão da qualificação não se coloca 
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IMPACTOS DO NOVO PARADIGMA SOBRE O MERCADO DE TRABALHO 
As transformações de ordem econômica acarretam mudanças no mercado de trabalho. A primeira, diz respeito à desproletarização do operário fabril, industrial, manual, em virtude da automação, da robótica e da microeletrônica. Trata-se do desemprego estrutural.
Em segundo lugar ocorre o fenômeno da subproletarização do trabalho, relativo às formas de trabalho precário, parcial, temporário, subcontratado, vinculados à economia informal. Trata-se de trabalhadores que têm em comum a precariedade do emprego e da remuneração, a desregulamentação das condições de trabalho e a ausência de proteção sindical, configurando uma forte tendência à individualização da relação salarial. 
Assiste-se assim à contração do emprego, à expansão do mercado informal, à desregulamentação dos contratos de trabalho, à precarização das condições de trabalho, à eliminação de postos de trabalho, ao desemprego estrutural e crônico, enfim, à exclusão social.
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AS DUAS VISÕES QUE MARCAM O PENSAMENTO ECONÔMICO - HOMEM E SOCIEDADE
VISÃO LIBERAL: 
O homem tem um comportamento egoísta. A sociedade é vista como harmônica, uma associação de indivíduos que têm liberdade para dar vazão a seus interesses egoístas e desenvolver seus talentos naturais. Nesse processo se chegaria ao bem-estar geral da sociedade e cada um alcançaria a posição social compatível com seu talento.
VISÃO MARXISTA:
Os homens são seres sociais, condicionados pelas relações que estabelecem para produzir a sua existência. O comportamento individual é um produto histórico, determinado pelas condições materiais de existência. A sociedade capitalista é uma sociedade mercantil, de classes, definidas pelas relações de produção, que estabelecem uma separação entre os proprietários e os não-proprietários dos meios de produção. As duas classes sociais fundamentais são antagônicas, possuem interesses irreconciliáveis, em função da exploração do trabalho pelo capital (mais-valia). 
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AS DUAS VISÕES QUE MARCAM O PENSAMENTO ECONÔMICO - ESTADO
VISÃO LIBERAL 
O Estado é visto como um árbitro neutro, acima dos interesses particulares. Busca o bem comum. Ele é o guardião dos direitos individuais; garante a todos o desenvolvimento dos talentos pessoais. Tem como funções a proteção e a segurança, além de fazer e conservar obras e instituições que não sejam do interesse de particulares. 
VISÃO MARXISTA:
O Estado é um órgão de dominação de classe, o componente jurídico-político da dominação de classe. Constitui uma \u2018ordem\u2019 que legaliza a submissão do trabalho ao capital, amortecendo a luta de classes. O Estado é visto como o fiador das relações de dominação econômicas, através do controle dos recursos de dominação política e ideológica.
Gramsci não vê o Estado apenas como um órgão de submissão de uma classe sobre a outra. Acredita que, com o desenvolvimento do capitalismo, o Estado foi se ampliando, pois a burguesia precisava conquistar o consenso em torno da ordem instituída. Assim o Estado é visto como \u201csociedade política + sociedade civil\u201d, como coerção e consenso, isto, é hegemonia revestida de coerção\u201d. A busca pelo consenso na sociedade é essencial para a manutenção do status quo . Para Gramsci, o Estado é um espaço de disputa de hegemonia. 
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AS DUAS VISÕES QUE ILUMINAM A TEORIA ECONÔMICA: ESCOLA
A VISÃO LIBERAL
A escola é vista como o veículo de construção de uma sociedade com mobilidade social. Está a serviço do indivíduo. Oferece iguais oportunidades a todos. É uma escada que permite que cada um atinja a posição social compatível com seus talentos. Assim, a escola tem como função fundar uma sociedade aberta, através dos processos de socialização e diferenciação dos indivíduos de acordo com seus talentos.
VISÃO MARXISTA
A escola capitalista contribui para manter a ordem econômica e social desigual. Difunde a ideologia (constrói o consenso em torno da ordem burguesa) e assegura a reprodução das classes sociais. Ela reforça a posição social de origem dos indivíduos. Os sujeitos das diferentes classes sociais chegam à escola em condições distintas. A escola, em trajetórias escolares diferenciadas, forma os profissionais que ficarão a cargo das funções intelectuais e instrumentais da sociedade, reproduzindo a desigualdade social.
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O PENSAMENTO ECONÔMICO TRADICIONAL
A teoria econômica funda-se em dois importantes pressupostos:
a) A racionalidade da conduta humana 
b) Os consumidores é que dirigem a economia. São os indivíduos que vão resolver livremente que quantidade e quais os bens ou serviços que vão adquirir, o que vão poupar de sua renda. Os fenômenos econômicos são então deduzidos dos gostos e preferências individuais. 
Estes agentes econômicos são indivíduos e firmas. Ambos perseguem um objetivo - o máximo de satisfação (utilidade ou lucro) - e conseguem realizá-lo da maneira mais eficiente possível. Para a teoria econômica, as únicas características humanas que interessam são: a racionalidade do comportamento humano e o egoísmo, pois são aquelas que os teóricos julgam necessárias para explicar o funcionamento do sistema. A racionalidade e o egoísmo do homem lhe permitem escolher sempre o melhor. Ele vai empreender atividades econômicas para satisfazer seus desejos. Assim, o homem é visto, em essência, como tendo uma capacidade ilimitada para consumir. Esta noção é fundamental porque justifica a apropriação infinita dos capitalistas. É preciso explicar a necessidade incessante de lucro através de uma necessidade infinita de consumo. E esse desejo passa a ser criado pela propaganda. 
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VALOR DE USO e VALOR DE TROCA
Toda mercadoria é um objeto que tem uma utilidade, um valor de uso. Pode-se mesmo afirmar que as mercadorias diferenciam-se umas das outras por seu valor de uso, uma vez que cada necessidade corresponde a uma mercadoria com características específicas. 
Entretanto, para que os objetos possam ser mercadorias eles devem ter também valor de troca, ou simplesmente valor. Valor é o que permite que uma mercadoria seja trocada de mãos no mercado. 
No capitalismo, todas as mercadorias não possuem valor de uso para seus proprietários e têm valor de uso para seus consumidores.