Sistema Respiratório
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Sistema Respiratório


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muito maior que o O2, 
conseqüentemente a pressão do CO2 será também bem menor que a do O2. 
\uf0b7 Já a concentração de CO2 é muito maior que a de O2 (por isso sua concentração é mais 
importante que a de O2). 
 
As hemácias possuem a enzima anidrase carbônica que catalisa a reação H2O + CO2, que 
formara acido carbônico que por sua vês se dissociara em íons bicarbonato e H+ (todo este 
processo ocorre dentro da hemácia). 
 
 
 
 
Na circulação parte de todo CO2 é transportado na forma de bicarbonato dentro da hemácia 
(maior parte), também na forma liquida no sangue e por ultimo ligado a hemoglobina Hb-CO2 
(carboxiemoglobina). 
 
\uf0b7 70% na forma de bicarbonato dentro da hemácia. 
\uf0b7 23% Hb-CO2. 
\uf0b7 07% CO2 dissolvido na plasma. 
 
Uma hiperventilação não aumenta a concentração de O2 no sangue, a não ser que se aumente 
o numero de Hb, pois a uma pressão de 100mmHg 97% de todo O2 e transportado pela 
hemoglobina. 
 
\uf0d8 Acidose deprime o sistema nervoso podendo causar coma. 
\uf0d8 Alcalose excita o sistema nervoso podendo causar convulsão. 
\uf0d8 Hiperventilação aumenta a excreção de CO2. 
\uf0d8 Hipoventilação aumenta a captação de CO2. 
\uf0d8 O maior problema não é a falta de O2, mas sim o acumulo de CO2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 
RESUMO \u2013 Alberto Galdino LoL 
 
 
Quando o sangue fica ligeiramente ácido, com a queda do pH do valor normal de 7,4 para 7,2 
a curva de dissociação de oxigênio-hemoglobina se desloca em média por cerca de 15% para a 
direita (Efeito Bohr). Por outro lado, o aumento do pH do normal de 7,4 para 7,6 desloca a 
curva de maneira semelhante para a esquerda. 
 
Deslocam a curva para a direita: 
\uf0b7 Maior concentração de Dióxido de Carbono (PCO2) 
\uf0b7 \u2191 do pH 
\uf0b7 \u2191 da Temperatura corporal 
\uf0b7 \u2191 do 2,3 Bifosfoglicerato (BPG) 
O BPG é um composto fosfatídico metabolicamente importante presente no sangue em 
diferentes concentrações, sob diferentes condições metabólicas. (Outra explicação: é um 
produto intermediário formado durante a glicólise anaeróbia, via energética da hemácia). 
 
 Alterações nas trocas Resposta Compensatória 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 
RESUMO \u2013 Alberto Galdino LoL 
 
ESPOMETRIA: VOLUMES E CAPACIDADES PULMONARES 
Os volumes e as capacidades pulmonares são medidos por meio da Espirometria, que consiste 
em medir a entrada e a saída de ar nos pulmões, ou seja, afere as capacidades e volumes 
pulmonares. O espirômetro é um equipamento composto por uma escala indicadora de 
volume, uma campânula flutuante, um tanque com água e um bocal. 
Na espirometria, podem ser medidos 4 volumes (volume 
corrente, de reserva inspiratório, de reserva expiratório 
e residual) e 4 capacidades ( capacidades inspiratória, 
funcional, vital e capacidade pulmonar total). 
 
\uf0e0VOLUMES PULMONARES: são as medidas individuais 
da quantidade de ar que o indivíduo é capaz de inspirar 
ou de expirar de acordo com a espirometria. 
 
\uf0b7 corresponde ao volume de ar inspirado e expirado em Volume Corrente (VC=500ml): 
cada ciclo respiratório em condições basais (o ciclo respiratório em repouso). O 
volume corrente pode ser designado ainda como VT ( Tidal Volume). 
\uf0b7 é o volume de ar extra que ainda se Volume de Reserva Inspiratória (VRI=3000ml): 
consegue inspirar depois de já ter inspirado o volume corrente, não incluindo-o então. 
\uf0b7 volume de ar que, por meio de uma Volume de Reserva Expiratória (VRE=1100ml): 
expiração forçada, ainda pode ser exalado no final a expiração do volume corrente 
normal. 
\uf0b7 volume do ar que permanece nos pulmões mesmo no Volume Residual (VR=1200ml): 
final da mais vigorosa das expirações (mesmo assim é constantemente renovado). 
Não pode ser demonstrado no gráfico da espirometria uma vez que o espirograma só 
demonstra volumes inspirados ou expirados. Caso fosse registrado, estaria abaixo da 
reserva expiratória. 
 
\uf0e0CAPACIDADES PULMONARES: São as somas de dois ou mais volumes pulmonares. 
 
\uf0b7 é a quantidade de ar que um indivíduo Capacidade Inspiratória (CI= VC+VRI =3500ml): 
pode inspirar, partindo do nivel expiratório basal e enchendo ao máximo os pulmões. 
\uf0b7 consiste em uma quantidade Capacidade Residual Funcional ( CRF= VRE+VR =2300ml): 
de ar que, em condições normais, permanece nos pulmões ao final da expiração 
normal. Não pode ser calculada por espirometria. 
\uf0b7 é a amplitude total de uma inspiração Capacidade Vital (CV= VRI+VC+VRE =4600ml): 
máxima e uma expiração máxima, passando pelo volume corrente (incluindo-o). 
Consiste, portanto, na maior quantidade de ar que uma pessoa pode expelir dos 
pulmões após tê-los enchido ao máximo e, em seguida, expirado completamente. 
\uf0b7 Capacidade Pulmonar Total (CPT= VC+VRI+VRE+VR =5800ml ou CPT=CV+VR): 
representa o somatório de todos os volumes pulmonares, ou seja, todo o volume de 
ar existente no pulmão. Não pode ser medida na expirometria por ter volume residual 
como um de seus componentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 
RESUMO \u2013 Alberto Galdino LoL 
 
Volume Respiratório Minuto (VRM): Corresponde à quantidade total de ar que se movimenta 
pelas vias respiratórias a cada minuto. 
 
VRM= Volume Corrente (VC) x Frequência Respiratória (FR) 
VRM= 500ml x 12 ciclos.min-1 ou 6 litros.min-1 
 
Volume do Espaço Morto (VEM=150ml): 6 litros de sangue percorrem as vias aéreas por 
minuto. Porém, nem todo ar inspirado participa das trocas gasosas (aproximadamente 150ml). 
Este volume corresponde ao Volume do Espaço Morto, que ocupa apenas a zona que não 
participa da difusão aérea, isto é, a zona de condução. 
 
Em outras palavras, é o volume de ar que entra nos pulmões, porém não atinge os alvéolos. 
Consiste no ar que se encontra no nariz, laringe, faringe, traquéia e brônquios terminais e que 
será expirado sem ter entrado nos alvéolos. Compreende cerca de 150 ml de ar, ainda 
oxigenado, o que mostra a importância das insuflações (respirações boca a boca) como forma 
de fornecer ar oxigenado para o socorrido. 
 
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Diversos fatores modificam a ventilação, seja por alterações na frequência, no volume 
corrente ou no ritmo. As emoções, a do, o sono, o choro, a fonação, a tosse, as necessidades 
metabólicas, bem como várias entidades mórbidas, podem modificar o padrão ventilatório, 
recebendo denominações especiais: 
 
\uf0b7 : é a respiração normal, sem qualquer sensação subjetiva de desconforto. EUPNÉIA
\uf0b7 : aumento da frequência respiratória. TAQUIPNÉIA
\uf0b7 : diminuição da frequência respiratória. BRADIPNÉIA
\uf0b7 : aumento do volume corrente. HIPERPNÉIA
\uf0b7 : diminuição do volume corrente. HIPOPNÉIA
\uf0b7 : aumento da ventilação global. Mais acertadamente, aumento da HIPERVENTILAÇÃO
ventilação alveolar além das necessidades metabólicas. 
\uf0b7 : diminuição da ventilação global. Com maior precisão, diminuição HIPOVENTILAÇÃO
da ventilação dos alvéolos aquém das necessidades metabólicas. 
\uf0b7 : parada dos movimentos respiratórios ao final de uma expiração basal. APNÉIA
\uf0b7 : interrupção dos movimentos respiratórios ao final da inspiração. APNEUSE
\uf0b7 : respiração laboriosa, sensação subjetiva de dificuldade respiratória. DISPNÉIA
 
\uf0e0MANOBRAS EXPIRATÓRIAS FORÇADAS 
Solicita-se ao indivíduo que, após inspirar até a capacidade pulmonar total (CPT), expire tão 
rápida e intensamente quanto possível em um espirógrafo, sendo o volume expirado lido em 
um traçado volume-tempo. Com base nesse traçado, é possível computar a Capacidade Vital 
Forçada (CVF) e o Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo (VEF1,0). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 
RESUMO \u2013 Alberto Galdino