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Antes reservado as expressões artísticas e publicitárias, sobre tudo pelo 
custo, o áudio visual é hoje uma forma de comunicação acessível e, cada vez 
mais, tão importante quanto a escrita. É indispensável ao jornalista atual ter 
domínio dessa linguagem, tanto para produzir quanto para consumir notícias. 
 
Tendo a disposição ferramentas como câmeras digitais, celulares com 
câmeras e o YouTube, tornou-se possível realizar trabalhos de qualidade de 
maneira independente. Isso pode ser uma vantagem e uma desvantagem, 
dependendo da maneira que se deseja enxergar a situação. 
 
Obviamente, o simples fato de se conseguir criar e disponibilizar vídeos é um 
ponto positivo. Porém, certamente a concorrência aumentou, o número de 
trabalhos disponíveis é muito maior e é preciso se destacar para conquistar 
seu espaço. 
 
Existem diversos saites com dicas e instruções para a realização de vídeos, 
assim como hoje existem TVs como a Current.TV que remuneram 
colaboradores por suas histórias. Com os baixos custos é possível também 
realizar projetos sem fins comerciais. Esses podem ser os mais importantes, 
pois é experimentando as próprias idéias que conhecemos melhor nossas 
capacidades. 
 
Na maior parte dos casos, certamente no jornalismo, a qualidade do 
conteúdo tem mais importância que o apuro técnico. Embora conjugar as 
duas coisas seja mais que desejável, já que um vídeo bem acabado é 
também mais atraente, isso não deve servir de obstáculo e sim de motivação. 
 
 
 
 
Através da prática, da troca de experiências, desenvolve-se a técnica para se 
comunicar nessa era multimídia. 
 
 
 
O autor: 
Bruno Natal é jornalista e produtor áudio-visual. Diretor do documentário 
"Dub Echoes" e colaborador do jornal O Globo. 
Blog: www.oesquema.com.br/urbe 
Twitter: @urbe 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RRREEEDDDEEESSS SSSOOOCCCIIIAAAIIISSS 
 EEE JJJOOORRRNNNAAALLLIIISSSMMMOOO 
 
 
 Por Pedro Penido 
 
 
 
 
 
 
 
 
 tags: novas mídias, social media 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A audiência está cada vez mais perto, mais ativa, mais exigente. Cada vez 
mais em harmonia com o ambiente da informação quando se fala em 
Internet. 
 
A possibilidade de varrer a rede para se inteirar dos fatos força a 
transparência maior de quem produz informação em relação a quem a 
consome, mesmo que ainda se possa ver um grupo de grandes empresas e 
corporações de mídia tentando nadar contra a maré. 
 
As redes sociais potencializaram uma característica sempre presente na rede 
mundial de computadores: a participação, ou, ao menos, a possibilidade de 
participação. 
 
Os fóruns e listas de discussão, desde os primórdios da Internet, já 
trabalhavam com novos modelos de disseminação de informação. Um dos 
pilares destes modelos é o alinhamento dos pontos emissores de discursos 
de maneira horizontal, ou seja, todos falam a partir dos mesmos parâmetros, 
estando subordinados às mesmas regras, exceto para fins de organização e 
moderação. Não há patamares que estipulem que tal grupo tem mais força e 
tal grupo menos força no desenvolver de suas mensagens. 
 
Obviamente a estrutura dos fóruns e das listas oferece muitas opções para 
quem quer dar o seu recado, mas a organização deste conteúdo acaba 
criando a necessidade de níveis variados de moderação e controle. Novas 
propostas pulverizaram a moderação entre os participantes da conversa (os 
elementos componentes da estrutura informacional), descentralizando-a, 
 
 
 
 
como o faz o site SlashDot.net. 
 
As redes sociais aproveitam este ambiente muito bem. Cabe aos seus 
desenvolvedores imaginar novas maneiras de dar voz ao público que buscam 
atingir. A gerência dos canais de comunicação, dos pontos de personalização, 
das opções de identificação (comunidades do Orkut, páginas do Facebook) e 
a estrutura de fazer a voz de um alcançar tantos outros. 
 
Neste ambiente de novos falantes, novos emissores de conteúdo, novos 
agentes participantes na produção, moderação ou verificação da informação 
estão as grandes vigas que sustentam o sucesso das redes sociais. 
 
Tal qual explicita seu nome, as redes sociais se multiplicam à medida que 
criam novas opções para o exercício de uma socialização mediada por 
computadores, mediada por aparatos tecnológicos que hoje tem um alcance 
até então inimaginável. 
 
A necessidade de falar emana de quem se conecta à rede. As novas redes 
sociais abrangem esse universo quando oferecem os recursos para que cada 
um possa deixar seu recado, seja na velocidade da timeline, como no Twitter 
ou na integração de plataformas, como no Facebook. 
 
E o jornalismo? 
Antes estrategicamente localizado entre as fontes e a audiência, o Jornalismo 
agora encara novos desafios ao se inserir em um ambiente onde ele não tem 
mais peso na estrutura. Não existem patamares que o dêem um destaque 
natural. 
 
 
 
O movimento dos blogs independentes, os “anônimos” que reúnem centenas 
de milhares de seguidores no Twitter, pessoas que exercem a comunicação 
em novos modelos, com novos métodos. Todos se misturam no ambiente 
onde o Jornalismo do século XXI precisa se inserir. E essa inserção demanda a 
compreensão da complexidade das relações em ambientes hipermidiáticos. 
Essa inserção exige a assimilação e a aplicação das novas tecnologias em 
desenvolvimento. Mas, muito além destas questões técnicas, precisa-se 
entender que a audiência tornou-se também produtora de conteúdo e 
começa a exercer o peso de sua influência na polarização dos discursos, na 
disseminação de informações e na reorganização das narrativas jornalísticas. 
 
Nos moldes da Cartografia da Informação, o jornalista precisa também 
pensar e trabalhar a organização de múltiplas narrativas em linhas de leitura, 
trabalhando em conjunto com seu público prosumidor (produtor e 
consumidor de informações), na tarefa de dar sentido e forma ao caos 
informacional em explosão na Internet dos dias de hoje. 
 
Veículos jornalísticos e jornalistas que se sustentarem nas velhas práticas do 
jornalismo pré-Hipermídia e pré-Social Media estão fadados a perder força 
em seus discursos e em sua própria presença online. 
 
O autor: 
Pedro Penido é jornalista e owner do Meio Digital 
Twitter: @pedropenido 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 TTTAAABBBLLLEEETTTSSS::: 
 SEU JORNAL AINDA SERÁ LIDO NELES* 
 
 
 
 
 Por Sérgio Vilas Boas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 tags: e-readers; jornalismo digital, mídias móveis 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os e-readers e tablets prometem mudar a maneira de produzir, comercializar e adquirir 
conteúdos jornalísticos. Revolução? Se sim, ela ocorre antes mesmo de os jornais se 
sentirem confortáveis com as outras notáveis mudanças dos últimos anos. Salvação? Se 
sim, não se sabe ao certo (ainda) a forma e o valor. O fato indubitável é que essas devices 
– do Kindle ao iPad – abrem possibilidades extras para o negócio jornal. 
 
O iPad da Apple é um marco no design de mídias digitais portáteis, leves, amigáveis, 
nítidas e conectivas. Em pouco mais de um mês (o produto foi lançado no início de abril), 
vendeu-se um milhão de unidades nos Estados Unidos. Milhares de early adopters 
europeus e australianos também acorreram às lojas Apple no dia do lançamento 
mundial, no final de maio. 
 
Até o fechamento desta edição não havia previsão para a comercialização