A Psicologia e as demandas atuais do Direito de Família

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A Psicologia e as demandas atuais do Direito de Família
Guarda Compartilhada
Síndrome de Alienação Parental (SAP)
Falsas Acusações de Abuso Sexual
Guarda compartilhada 
Segundo o Novo Código Civil (2002) nos casos de separação consensual, será observado o que os cônjuges acordarem sobre a guarda dos filhos. Em não havendo acordo, a guarda será atribuída àqueles que reunir melhores condições para exercê-la.  

A guarda compartilhada foi regulamentada no Brasil através do Projeto de Lei nº 6.350/2002, sancionado em 2008.      
Guarda compartilhada 
A guarda exclusiva ou simples é aquela em que ambos os genitores mantém o poder familiar, mas as decisões recaem sobre o pai guardião. Na guarda compartilhada, ambos os pais detêm o poder familiar e a tomada de decisões independentemente do tempo em que os filhos passam com cada um deles.    

No Brasil, segundo dados do IBGE (2005) em torno de 90% dos casos de separação/divórcio a guarda dos filhos fica sob responsabilidade da mãe.  
Guarda compartilhada 
Diferença entre guarda alternada e guarda compartilhada: a primeira implica a possibilidade de cada um dos pais deter a guarda do filho alternadamente, com divisões de tempo que podem variar de dias a anos alternados. A guarda compartilhada não implica alternância de lares, e sim uma co-responsabilidade de dever familiar entre os pais. 

Algumas pesquisas já revelam que, na maioria dos casos, a guarda compartilhada oferece um sistema de guarda satisfatório para pais e filhos.  
Guarda compartilhada 
Alguns aspectos a considerar para indicar a guarda compartilhada:

Baixos níveis de conflitos anteriores à separação;
Um exercício da maternidade/paternidade centrado na criança;
Concordância em relação à decisão do término da relação conjugal e à decisão da guarda compartilhada;
Motivação de ambos os pais para aceitar e superar as exigências e complicações do dia a dia provenientes desse modelo de guarda. 
Síndrome de Alienação Parental (SAP)
A Síndrome de Alienação Parental tem sido comumente vista no contexto de disputa de guarda.

Há um aumento significativo das situações em que um dos genitores “programa” o filho para alienar-se do outro, na esperança de que isto o favoreça na disputa judicial.

Definição da SAP: é um processo que consiste em “programar” uma criança para que odeie um dos seus genitores sem justificativa. (Gardner, 2002). 

A própria criança acaba participando ativamente do processo de alienação.    
Síndrome de Alienação Parental (SAP)
O que move o alienador a agir dessa forma é o espírito de vingança provocado pela inveja ou pela cólera.

O pai não-guardião passa a ser visto como um invasor, um intruso a ser afastado a qualquer preço. Esse conjunto de manobras confere prazer ao alienador em sua trajetória de promover a destruição do antigo parceiro.

A SAP pode ser considerada uma forma de abuso emocional, pois quando um genitor programa seu filho de forma a rejeitar um pai amoroso e devotado, privando-o da participação na educação de seu filho, causa  destruição total e muitas vezes irremediável desse vínculo.
Síndrome de Alienação Parental (SAP)
A SAP pode provocar efeitos nas suas vítimas como:

Depressão crônica, incapacidade de adaptação social, desespero, sentimento de isolamento, comportamento hostil, tendência ao uso de álcool e outras drogas no futuro, dentre outros.

Pode também provocar sentimentos de culpa na vida adulta.  


No Brasil: Lei nº 12.318 de 26/08/2010 
Falsas acusações de abuso sexual  
Podem acontecer situações em que no processo de disputa de guarda ocorram falsas acusações de abuso sexual. 

Essas acusações, tanto quanto a SAP, também podem ser motivadas por sentimentos de vingança ou desavenças entre os ex-cônjuges. 

Gardner (1987) acredita que 95% dos casos de acusações de abuso sexual no contexto da disputa de guarda sejam falsas.

A avaliação de acusações de abuso sexual em casos de disputa de guarda é uma tarefa complexa.    
Falsas acusações de abuso sexual 
É preciso distinguir entre os sintomas apresentados por crianças com conflitos decorrentes da situação de divórcio e crianças que foram abusadas sexualmente, uma vez que há muita sobreposição entre os tipos de sintomas apresentados por essas crianças.  

Não se deve iniciar uma avaliação de abuso sexual considerando que a denúncia seja válida ou levando-se apenas em consideração o relato da criança. 

Na entrevista com a possível vítima deve-se ater a fatores como: falsas memórias, sugestionabilidade, habilidade para distinguir entre realidade e fantasia e veracidade das informações.

As falsa acusações de abuso sexual também podem configurar uma forma de SAP.     
Referência Bibliográfica
LAGO, V. M.; BANDEIRA, D. R. A Psicologia e as Demandas atuais do Direito de Família. Psicologia Ciência e Profissão. Brasília. 29 (2): p. 290-305. 2009. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/pcp/v29n2/v29n2a07.pdf>. Acesso em: 14 agosto 2013.

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