Curso Básico de Astrologia vol. II   Marion D. March & Joan McEvers
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Curso Básico de Astrologia vol. II Marion D. March & Joan McEvers


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usa essa habilidade de forma positiva. Esse padrão é o terceiro mais 
comum. 
É importante determinar o "motor" desse padrão, o planeta que põe a 
locomotiva em movimento. No mapa de Lenny Bruce, o motor é Plutão. Através 
dos anos, os planetas avançam (Urano progride através de Peixes, Júpiter através 
de Capricórnio, e assim por diante); entretanto, quando todo o mapa avança em 
sentido horário, Capricórnio passa para o Ascendente, seguido de Aquário; e 
assim Plutão puxa todos os planetas, como o motor puxa o trem. 
Padrão feixe. (Veja o horóscopo do esquiador Jean-Claude Killy.) Esse 
padrão, que Jansky chama cunha, é quase o oposto do espalhado. Os dez planetas 
se concentram nos estreitos limites de um trígono; assim, o foco é muito 
unilateral, as energias são tremendamente concentradas e limitadas. Contudo, o 
indivíduo é capaz de fazer muito com muito pouco e freqüentemente obtém 
resultados inesperados. Positivamente, pode começar de modo modesto e, depois 
de vencer as fronteiras do padrão, construir sobre bases sólidas. Negativamente, 
pode ser um pouco inibido ou tentar impor aos outros seus pontos de vista 
limitados. 
Padrão salpicado. (Veja o horóscopo da ex-primeira dama Rosalynn Carter.) 
Esse padrão, denominado tripé por Jansky, tem três pontos diferentes no mapa; 
quando é perfeito, alguns dos planetas nesses três pontos formam um grande 
trígono. Esse padrão tem enorme vigor e pode produzir gênios. Entretanto, 
mesmo o indivíduo médio é capaz de construir seu ancoradouro na vida que, com 
uma natureza razoavelmente intensa e ígnea raramente vai se limitar a apenas um 
dos pontos. O fluxo harmonioso criado pelos três pontos, um atingindo o outro, 
sempre constitui uma ajuda. 
 
Padrão ventilador. (Veja o horóscopo do psiquiatra Sigmund Freud.) Esse 
padrão, por Jansky, é semelhante ao padrão balde; porém, em lugar de uma 
tigela, temos um estreito feixe e um planeta solitário como canal de salda para 
todas as energias. Mas existe mais uma diferença entre os dois padrões. No 
balde, o solitário parece efetivamente funcionar como canal de saída para os 
nove planetas contidos na tigela. No padrão ventilador, parece funcionar mais 
como alimentador da tigela, como se ocupasse o assento do motorista, 
direcionando a ação da tigela. Jansky acredita que a alca do feixe é o efeito, 
enquanto a alça da tigela é a causa. Assim, a interpretação resultante é quase 
oposta e o ímpeto gerado é ainda maior. 
 
Recapitulação: Interprete o padrão feixe do mapa de Jean-Claude Killy. A nossa 
interpretação está no Apêndice, à página 255. Para um melhor aprendizado, tente 
delinear os outros mapas deste capítulo. 
 
 
 
 
Lição 11 
 
A Visão Geral do Mapa 
Já falamos repetidas vezes em observar o mapa como um todo e examinar a visão 
geral básica do horóscopo. No Volume I, antes de pedir que você delineasse o 
horóscopo de Judy Garland conosco, demos uma sucinta visão geral com base no 
conhecimento que você tinha àquela altura. Naquela ocasião, enfatizamos \u2014 e 
tomamos a fazê-lo \u2014 que cada pessoa é única; portanto, primeiro precisamos 
olhar o quadro como um todo e depois dissecá-lo. Esse quadro, que chamamos de 
visão geral, precisa estar sempre em mente quando se delineia planeta por planeta 
e aspecto por aspecto. É esse apanhado que lhe dá discriminação e discernimento 
na escolha das palavras e frases-chave. 
Para efetivamente ver a pessoa como um todo, começamos como mais óbvio: a 
aparência visual do horóscopo. Quantos planetas há acima e abaixo do horizonte? 
Quantos planetas há a leste e a oeste do meridiano? O horóscopo tem um padrão 
planetário? (Veja a Lição 10.) Como estão distribuídos os elementos e as 
qualidades? Existe compensação por posicionamentos por Casa? Existe uma 
marca? (Veja Lição 6.) Existe dispositor final e recepção mútua? Qual é o planeta 
regente do mapa, ou existe um planeta em alto foco? (Veja Lição 9.) Existem 
interceptações? Existem muitos planetas retrógrados, ou nenhum? (Veja Lições 7 
e 8.) Quantos planetas estão dignificados, exaltados, em detrimento ou em queda? 
Esses planetas são muito importantes no mapa? Existem configurações no mapa 
e, em caso positivo, quantas Casas estão envolvidas? (Veja Lição 6.) Se não 
houver configurações, quais são os aspectos mais exatos, que vão gerar a maior 
energia e que têm muito a ver com o caráter básico do indivíduo? 
Depois de determinar todos esses fatos, você já deve ter uma idéia 
razoavelmente boa do tipo de pessoa com que está lidando. NUNCA SE 
ESQUEÇA DISSO! Se a visão geral mostra uma pessoa um tanto mutável, 
versátil, com um mapa tipo espalhado, mesmo o Sol mais fixo vai ter de ser 
delineado de acordo com esse fato- O Sol fixo pode ajudar a controlar a 
tendência à dispersão, mas não vai ser tão obstinado quanto um Sol fixo num 
mapa muito fixo. 
É mais fácil aprender através de exemplos. Vamos considerar o apanhado 
do mapa de Hermann Hesse (veja página 43). Há quatro planetas acima e seis 
planetas abaixo do horizonte, uma divisão mais ou menos igual, mostrando 
integração entre objetividade e subjetividade, capacidade de exame interior e 
de ação exterior. Há quatro planetas a leste e seis planetas a oeste do 
meridiano. Novamente, uma divisão não muito importante, indicando que, 
embora às vezes seja dependente dos outros ou precise deles, também é capaz 
de ser ele mesmo, com liberdade para escolher seu destino. 
0 horóscopo de Hesse tem um padrão planetário definido: um balde, cuja 
alça é Júpiter. Júpiter já é importante nesse mapa, porque é angular (está na 
primeira Casa) e é o regente do mapa, dignificado em Sagitário. Agora vemos 
que Júpiter recebe ainda maior ênfase por servir de canal de vazão para as 
energias armazenadas do resto do mapa. Esta alça, ou solitário, inclina-se 
para a esquerda; embora aparentemente Hesse soubesse o que queria, é 
possível que às vezes tenha tido dificuldades em ir até o fim, o que é 
confirmado pela grande mutabilidade do mapa. 
Como o solitário pode indicar talento ou capacidade especial através dos 
quais Hesse poderia expressar-se, notamos também que Júpiter está 
retrógrado (veja nosso delineamento na Lição 7 \u2014 "Retrógrados") e 
envolvido em duas configurações \u2014 uma cruz T e um yod. As enormes 
energias geradas pela cruz T podem ser usadas positivamente através do 
trígono com Urano (o despertador) no dramático signo de Leão, na sempre 
profunda e muitas vezes oculta oitava Casa. Urano forma um sextil com 
Mercúrio, que faz parte da cruz T, confirmando a capacidade de utilizar 
Urano. O yod, composto de um quincúncio de Júpiter com Plutão e com 
Vênus (Plutão e Vênus estão em sextil), faz de Júpiter o dedo, ou planeta 
focal, ao qual Plutão e Vênus precisam se ajustar. 
Isso indica expansão pessoal (Júpiter na primeira Casa) através de 
assuntos de oitava Casa, de uma maneira sensível (Câncer) através da 
criatividade (quinta Casa) e da regeneração (Plutão), porém de forma tangível 
(Touro). Assim, esse talento especial precisava ser desenvolvido a partir do 
interior (Júpiter retrógrado), com todo o idealismo e inclinação filosófica 
inerentes a Sagitário, na expansão da personalidade, à medida que Hesse 
crescia e amadurecia, com o desafio de Saturno na terceira Casa da 
comunicação no sensível signo de Peixes, dando-lhe também a disciplina 
necessária para se manter no rumo. 
A quadratura com a Lua é menos produtiva, às vezes até auto-indulgente, 
mas dá uma certa generosidade de espírito e muita energia nervosa. Como 
esses dois planetas estão num signo interceptado, a emoção e a sensibilidade 
são intensificadas c dirigidas para o interior. As incertezas e o desequilíbrio 
entre o pensamento de Júpiter, colorido pelo otimismo e pelo desejo, e o 
pensamento racional de Mercúrio (em Gêmeos) e sua vontade de 
aprender e comunicar o que aprendeu, entram em ação quando