Quadro comparativo CPC 1973 x CPC 2015
300 pág.

Quadro comparativo CPC 1973 x CPC 2015


DisciplinaDireito Processual Civil I43.134 materiais748.699 seguidores
Pré-visualização50 páginas
litisconsorte ou terceiro interveniente, o prazo, que formará com o da 
prorrogação um só todo, dividir-se-á entre os do mesmo grupo, se não convencionarem de 
modo diverso. 
§ 2o No caso previsto no art. 56, o opoente sustentará as suas razões em 
primeiro lugar, seguindo-se-lhe os opostos, cada qual pelo prazo de 20 (vinte) 
minutos. 
 
§ 3o Quando a causa apresentar questões complexas de fato ou de direito, 
o debate oral poderá ser substituído por memoriais, caso em que o juiz 
designará dia e hora para o seu oferecimento. 
§ 2º Quando a causa apresentar questões complexas de fato ou de direito, o debate oral 
poderá ser substituído por razões finais escritas, que serão apresentadas pelo autor e pelo 
réu, bem como pelo Ministério Público, se for o caso de sua intervenção, em prazos 
sucessivos de 15 (quinze) dias, assegurada vista dos autos. 
Art. 455. A audiência é una e contínua. Não sendo possível concluir, num só 
dia, a instrução, o debate e o julgamento, o juiz marcará o seu 
prosseguimento para dia próximo. 
Art. 365. A audiência é una e contínua, podendo ser excepcional e justificadamente cindida 
na ausência de perito ou de testemunha, desde que haja concordância das partes. 
 Parágrafo único. Diante da impossibilidade de realização da instrução, do debate e do 
julgamento no mesmo dia, o juiz marcará seu prosseguimento para a data mais próxima 
possível, em pauta preferencial. 
Art. 456. Encerrado o debate ou oferecidos os memoriais, o juiz proferirá a 
sentença desde logo ou no prazo de 10 (dez) dias. 
Art. 366. Encerrado o debate ou oferecidas as razões finais, o juiz proferirá sentença em 
audiência ou no prazo de 30 (trinta) dias. 
Art. 457. O escrivão lavrará, sob ditado do juiz, termo que conterá, em 
resumo, o ocorrido na audiência, bem como, por extenso, os despachos e a 
sentença, se esta for proferida no ato. 
Art. 367. O servidor lavrará, sob ditado do juiz, termo que conterá, em resumo, o ocorrido na 
audiência, bem como, por extenso, os despachos, as decisões e a sentença, se proferida 
no ato. 
§ 1o Quando o termo for datilografado, o juiz Ihe rubricará as folhas, 
ordenando que sejam encadernadas em volume próprio. 
§ 1º Quando o termo não for registrado em meio eletrônico, o juiz rubricar-lhe-á as folhas, 
que serão encadernadas em volume próprio. 
§ 2o Subscreverão o termo o juiz, os advogados, o órgão do Ministério Público 
e o escrivão. 
§ 2º Subscreverão o termo o juiz, os advogados, o membro do Ministério Público e o escrivão 
ou chefe de secretaria, dispensadas as partes, exceto quando houver ato de disposição 
para cuja prática os advogados não tenham poderes. 
§ 3o O escrivão trasladará para os autos cópia autêntica do termo de 
audiência. 
§ 3º O escrivão ou chefe de secretaria trasladará para os autos cópia autêntica do termo 
de audiência. 
§ 4o Tratando-se de processo eletrônico, observar-se-á o disposto nos §§ 2o 
e 3o do art. 169 desta Lei. 
§ 4º Tratando-se de autos eletrônicos, observar-se-á o disposto neste Código, em legislação 
específica e nas normas internas dos tribunais. 
 § 5º A audiência poderá ser integralmente gravada em imagem e em áudio, em meio digital 
ou analógico, desde que assegure o rápido acesso das partes e dos órgãos julgadores, 
observada a legislação específica. 
 § 6º A gravação a que se refere o § 5º também pode ser realizada diretamente por qualquer 
das partes, independentemente de autorização judicial. 
Art. 444. A audiência será pública; nos casos de que trata o art. 155, realizar-
se-á a portas fechadas. 
Art. 368. A audiência será pública, ressalvadas as exceções legais. 
CAPÍTULO VI CAPÍTULO XII 
DAS PROVAS DAS PROVAS 
Seção I Seção I 
 
 
Quadro comparativo elaborado pela grupo de pesquisa do Prof. José Miguel Garcia Medina. 1.a versão (18.03.2015). É permitida a distribuição ou reprodução, total ou parcial, do presente 
trabalho, desde que a título gratuito e citada a fonte, sendo vedada sua comercialização. O quadro comparativo foi elaborado com base em informações colhidas nas versões dos projetos 
disponíveis no site do Senado Federal e nos textos das Leis 5.869/1973 e 13.105/2015 disponíveis no site da Presidência da República. Sugestões poderão ser enviadas 
para novocpc@medina.adv.br. 
97 
CPC/1973 CPC/2015 
Das Disposições Gerais Disposições Gerais 
Art. 332. Todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda 
que não especificados neste Código, são hábeis para provar a verdade dos 
fatos, em que se funda a ação ou a defesa. 
Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem como os 
moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, para provar a verdade 
dos fatos em que se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz. 
Art. 130. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as 
provas necessárias à instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis 
ou meramente protelatórias. 
Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas 
necessárias ao julgamento do mérito. 
 Parágrafo único. O juiz indeferirá, em decisão fundamentada, as diligências inúteis ou 
meramente protelatórias. 
Art. 131. O juiz apreciará livremente a prova, atendendo aos fatos e 
circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes; 
mas deverá indicar, na sentença, os motivos que Ihe formaram o 
convencimento. 
Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do sujeito que 
a tiver promovido, e indicará na decisão as razões da formação de seu convencimento. 
 Art. 372. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-
lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório. 
Art. 333. O ônus da prova incumbe: Art. 373. O ônus da prova incumbe: 
I - ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; I \u2013 ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; 
II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo 
do direito do autor. 
II \u2013 ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do 
autor. 
 § 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à 
impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à 
maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da 
prova de modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá 
dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído. 
 § 2º A decisão prevista no § 1º deste artigo não pode gerar situação em que a 
desincumbência do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil. 
 
Art. 333. 
Parágrafo único. É nula a convenção que distribui de maneira diversa o ônus 
da prova quando: 
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das 
partes, salvo quando: 
I - recair sobre direito indisponível da parte; I \u2013 recair sobre direito indisponível da parte; 
II - tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. II \u2013 tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. 
 
 § 4º A convenção de que trata o § 3º pode ser celebrada antes ou durante o processo. 
Art. 334. Não dependem de prova os fatos: Art. 374. Não dependem de prova os fatos: 
I - notórios; I \u2013 notórios; 
II - afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária; II \u2013 afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária; 
III - admitidos, no processo, como incontroversos; III \u2013 admitidos no processo como incontroversos; 
IV - em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade.