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na\u2dco \ufb01que muito frouxo dentro do canudo, pode ser u´til dobra´-lo
uma ou mais vezes antes que ele penetre no canudo.
O tipo de eletrosco´pio descrito na Figura 6.2 e´ composto de uma u´nica tira
mo´vel, sendo que a cartolina \ufb01ca \ufb01xa. Um outro modelo comum de eletrosco´pio
e´ o que possui duas tiras mo´veis, ou duas folhas mo´veis. O modelo mais simples
e´ quando colamos duas tirinhas de papel de \u201cseda\u201d na borda de algum corpo,
ou quando simplesmente dobramos uma longa tira de papel de \u201cseda\u201d em duas
metades e a dependuramos em algum corpo \ufb01no. Na Figura 6.3 apresentamos
um eletrosco´pio deste tipo visto de frente, de costas e de per\ufb01l. A cartolina
e´ novamente presa a um canudo pla´stico com duas \ufb01tas adesivas na parte de
tra´s do eletrosco´pio. Na ponta inferior esquerda do eletrosco´pio sa\u2dco presas
com gotas de cola as extremidades superiores de duas tirinhas de papel de
\u201cseda\u201d (ou tirinhas de papel de alum\u131´nio), uma de frente para a outra, com
suas extremidades inferiores livres para se afastarem entre si. Vamos chamar
este modelo de eletrosco´pio cla´ssico, ja´ que e´ o mais comum de ser representado
nos livros dida´ticos. Caso se queira, e´ poss´\u131vel colocar mais pares de tirinhas de
frente uma para a outra ao longo da extremidade inferior da cartolina retangular.
Tambe´m pode-se construir um eletrosco´pio cla´ssico dobrando ao meio uma
u´nica tirinha de papel de \u201cseda.\u201d Apoiamos enta\u2dco esta tirinha por sua parte
1[Ferb], [Ferc] e [Gas03, pa´gs. 221-243].
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(a) (b) (c).
Figura 6.3: (a) Eletrosco´pio cla´ssico visto de frente. (b) De costas. (c) De per\ufb01l,
mostrando apenas a cartolina e as duas tirinhas.
central atrave´s de um suporte r´\u131gido, como um \ufb01o meta´lico. As duas metades
da tirinha \ufb01cam lado a lado verticalmente, com suas extremidades inferiores
livres para se afastar uma da outra. O \ufb01o meta´lico deve enta\u2dco ser apoiado por
canudos pla´sticos ou dependurado por \ufb01os de seda.
O modelo cla´ssico mais re\ufb01nado e´ o eletrosco´pio de folhas de ouro. Em geral
ele e´ coberto por um recipiente de vidro para evitar perturbac¸o\u2dces devidas a
correntes de ar.
6.2 Experie\u2c6ncias com o Eletrosco´pio
Experie\u2c6ncia 6.1
Atrita-se um canudo de pla´stico no cabelo e ele e´ aproximado lentamente da
parte superior do eletrosco´pio, sem toca´-lo. Observa-se que a tirinha se afasta
do eletrosco´pio, levantando-se um pouco. Ao se afastar o canudo, a tira volta a`
sua posic¸a\u2dco vertical original junto a` cartolina, Figura 6.4.
Experie\u2c6ncia 6.2
Repete-se a Experie\u2c6ncia 6.1, mas agora raspando o canudo atritado na borda
superior do eletrosco´pio. O ideal e´ encostar na cartolina com uma parte do
canudo atritado que esteja perto do dedo que segura o canudo, raspando enta\u2dco
o canudo no sentido de sua extremidade livre. O canudo deve ser raspado
movendo-o da parte dianteira para a parte traseira da cartolina. Ou seja, na\u2dco
deve ser raspado no sentido da tirinha. Isto pode ser feito uma ou mais vezes,
se poss´\u131vel girando o canudo enquanto ele e´ raspado. Para facilitar a raspagem
pode-se segurar o eletrosco´pio pelo seu canudo de suporte, mas sem tocar com
a ma\u2dco na cartolina. A tirinha se afasta do eletrosco´pio durante a raspagem.
Observa-se agora que ao afastar o canudo do eletrosco´pio a tirinha permanece
levantada, Figura 6.5!
Experie\u2c6ncia 6.3
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(a) (b) (c).
Figura 6.4: (a) e (b): Ao aproximar um pla´stico carregado do eletrosco´pio, sem
toca´-lo, a tirinha levanta. (c) Ao afastar o pla´stico eletrizado, a tirinha abaixa.
Depois que foi realizada a Experie\u2c6ncia 6.2 e que se afastou o canudo atritado,
vem que a tirinha \ufb01ca levantada. Ao se aproximar lentamente um dedo esticado
horizontalmente da extremidade inferior da tirinha, sem deixar que se toquem,
observa-se que ela se orienta apontando para o dedo, indo em sua direc¸a\u2dco. Ao
afastarmos o dedo vem que a tirinha continua afastada do eletrosco´pio.
Pelo que foi visto na Sec¸a\u2dco 3.5, isto signi\ufb01ca que o eletrosco´pio \ufb01cou car-
regado eletricamente na Experie\u2c6ncia 6.2. Ele foi carregado por um processo
de raspagem do pla´stico atritado. Esta experie\u2c6ncia e´ de certa forma ana´loga a`
Experie\u2c6ncia 4.7.
(a) (c).(b)
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Figura 6.5: (a) Eletrosco´pio com a tirinha inicialmente abaixada. (b) Raspa-se
a parte superior da cartolina com um pla´stico atritado. (c) Ao afastar o pla´stico
observa-se que a tirinha \ufb01ca levantada.
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So´ que agora temos um aspecto novo. Quando carrega´vamos um pe\u2c6ndulo
ele´trico por contato pelo me´todo ACR, o pe\u2c6ndulo era repelido pelo canudo
atritado quando este canudo se aproximava do pe\u2c6ndulo. Ao afastar o canudo
atritado, o pe\u2c6ndulo voltava a` posic¸a\u2dco vertical. Se algue´m que na\u2dco tivesse visto a
experie\u2c6ncia observasse este pe\u2c6ndulo na vertical, na\u2dco saberia se ele estava ou na\u2dco
carregado. Para testar isto teria inicialmente de aproximar o dedo do pe\u2c6ndulo,
sem que se tocassem. Caso o pe\u2c6ndulo na\u2dco se movesse, isto signi\ufb01caria que estava
neutro. Caso o pe\u2c6ndulo se orientasse no sentido do dedo, a pessoa saberia que
o pe\u2c6ndulo estava carregado. Para saber o sinal desta carga deveria aproximar
enta\u2dco um corpo carregado com uma carga de sinal conhecido, por exemplo, com
uma carga positiva. Se observasse uma repulsa\u2dco, saberia que o pe\u2c6ndulo estaria
carregado positivamente. Se observasse uma atrac¸a\u2dco, concluiria que ele estaria
carregado negativamente.
Ja´ o eletrosco´pio apresenta um comportamento diferente. Depois que ele
foi carregado ao ser raspado com um canudo eletrizado, vem que a tirinha \ufb01ca
afastada da cartolina mesmo quando o canudo atritado foi levado para longe do
eletrosco´pio. Ou seja, simplesmente olhando para a tirinha de um eletrosco´pio
que esta´ afastado de outros corpos, ja´ podemos saber se ele esta´ ou na\u2dco car-
regado. Quando o eletrosco´pio esta´ neutro esta tirinha \ufb01ca abaixada junto a`
cartolina, ja´ quando o eletrosco´pio esta´ carregado esta tirinha \ufb01ca levantada.
E´ a repulsa\u2dco ele´trica entre a carga que esta´ na cartolina e a carga que esta´ na
tirinha que impede a tirinha de encostar na cartolina, como deveria fazer se
apenas a forc¸a da gravidade terrestre estivesse atuando sobre ela.
Experie\u2c6ncia 6.4
Inicialmente carrega-se o eletrosco´pio como na Experie\u2c6ncia 6.2. Afasta-se
o canudo atritado e a tirinha \ufb01ca levantada da cartolina. Aproxima-se o dedo
lentamente do eletrosco´pio e se toca na cartolina ou na tirinha. Observa-se que
a tirinha cai imediatamente, voltando a` posic¸a\u2dco vertical. Ao se afastar o dedo,
a tirinha continua abaixada, Figura 6.6.
Ao aproximar novamente um dedo esticado horizontalmente da extremidade
inferior da tirinha, vem que a tirinha na\u2dco mais se movimenta nem se orienta
em relac¸a\u2dco ao dedo, como fazia na Experie\u2c6ncia 6.3. Conclu´\u131mos enta\u2dco que o
eletrosco´pio \ufb01cou descarregado quando o dedo toca na tirinha ou na cartolina.
O dedo esta´ descarregando o eletrosco´pio, como fazia na Experie\u2c6ncia 4.9. Este
e´ o efeito do aterramento ele´trico, Sec¸a\u2dco 4.5.
Experie\u2c6ncia 6.5
Depois que o eletrosco´pio foi carregado raspando-o com um canudo eletrizado
como na Experie\u2c6ncia 6.2, aproxima-se lentamente da tirinha levantada o mesmo
canudo atritado que carregou o eletrosco´pio. De prefere\u2c6ncia o canudo deve estar
na horizontal, na mesma altura que a ponta inferior da tirinha. A aproximac¸a\u2dco
deve ser lenta e o canudo na\u2dco deve aproximar-se demais da tirinha, evitando
que se toquem. Deve-se observar atentamente em que sentido a tirinha tende
a se mover, isto e´, se no sentido do canudo ou se no sentido da cartolina. Ao
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(a) (b) (c).
Figura 6.6: Descarregando um eletrosco´pio pelo contato com o dedo. (a) Ele-
trosco´pio inicialmente carregado. (b) Toca-se na cartolina com o dedo e a tirinha
abaixa. (c) Afasta-se o dedo e a tirinha permanece abaixada.
fazer a experie\u2c6ncia com cuidado, observa-se que a tirinha se desloca no sentido
da