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cartolina, tendendo a afastar-se do canudo atritado.
Pode-se fazer um movimento alternado para frente e para tra´s com o canudo,
aproximando-o e afastando-o da tirinha, que ela faz um movimento coordenado
com este, indo no sentido da cartolina e afastando-se dela. Para que se observe
este movimento alternado, e´ necessa´rio que o movimento do canudo seja de baixa
amplitude. Isto e´, com pequenos deslocamentos espaciais, sem se aproximar
demais da tirinha, Figura 6.7.
Isto mostra que o eletrosco´pio foi carregado com carga de mesmo sinal que
o canudo atritado na Experie\u2c6ncia 6.2, ja´ que ha´ uma repulsa\u2dco entre ambos.
Podemos enta\u2dco representar as cargas no eletrosco´pio como tendo o mesmo sinal
que as cargas do canudo atritado que foi raspado na cartolina, Figura 6.8.
Experie\u2c6ncia 6.6
Repete-se a Experie\u2c6ncia 6.2 carregando um eletrosco´pio negativamente ao
raspa´-lo com um canudo que havia sido atritado contra o cabelo. Afasta-se
este canudo e a tirinha \ufb01ca levantada da cartolina. Carrega-se agora um outro
canudo pla´stico positivamente, ao puxa´-lo rapidamente entre duas borrachas
duras, como na Experie\u2c6ncia 5.15. Aproxima-se agora este canudo lentamente
do eletrosco´pio carregado, sem deixar que a tirinha toque no canudo. Neste caso
observa-se uma atrac¸a\u2dco entre eles. A atrac¸a\u2dco e´ ta\u2dco intensa que e´ poss´\u131vel levar
a tirinha para cima do eletrosco´pio, acompanhando o canudo atritado, Figura
6.9!
Experie\u2c6ncia 6.7
Carregam-se dois eletrosco´pios raspando-os com canudos atritados no cabelo,
como na Experie\u2c6ncia 6.2. Afastam-se os canudos e as duas tirinhas \ufb01cam levan-
tadas. Colocam-se os dois eletrosco´pios de frente um para o outro, em planos
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(a)
(b)
(c).
Figura 6.7: Repulsa\u2dco entre o pla´stico carregado e o eletrosco´pio carregado com
este pla´stico. (b) Quando se aproxima o pla´stico do eletrosco´pio, a tirinha
abaixa. Quando se afasta o pla´stico, a tirinha levanta, (a) e (c).
paralelos, com as tirinhas voltadas uma para a outra. Aproximam-se lenta-
mente os dois eletrosco´pios, sem deixar que as tirinhas se toquem. Observa-se
que elas tendem a se afastar uma da outra, com cada uma se aproximando da
sua cartolina.
Isto mostra mais uma vez a repulsa\u2dco entre cargas de mesmo sinal.
Experie\u2c6ncia 6.8
Carrega-se um eletrosco´pio negativamente raspando nele um canudo de pla´s-
tico atritado no cabelo. Carrega-se um outro eletrosco´pio positivamente ras-
pando nele um outro canudo de pla´stico atritado entre duas borrachas duras.
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Figura 6.8: Cargas sobre um eletrosco´pio carregado com um canudo negativo.
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Figura 6.9: Atrac¸a\u2dco entre um pla´stico positivo e um eletrosco´pio negativo.
Afastam-se os canudos e as duas tirinhas \ufb01cam levantadas. Colocam-se os dois
eletrosco´pios de frente um para o outro, em planos paralelos, com as tirinhas
voltadas uma para a outra. Aproximam-se lentamente os dois eletrosco´pios, sem
deixar que as tirinhas se toquem. Observa-se que elas se atraem e se aproximam
uma da outra, com cada uma se afastando da sua cartolina, Figura 6.10.
(a)
(b)
Figura 6.10: Atrac¸a\u2dco entre as tirinhas de dois eletrosco´pios eletrizados com
cargas opostas.
Experie\u2c6ncia 6.9
Comec¸a-se a experie\u2c6ncia com um eletrosco´pio inicialmente descarregado.
Atrita-se um canudo no cabelo e toca-se com uma pequena parte do canudo
no eletrosco´pio, talvez deslizando-o um pouco sobre a cartolina, como na Ex-
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perie\u2c6ncia 6.2. Observa-se que a tirinha levanta-se em relac¸a\u2dco a` cartolina de um
a\u2c6ngulo \ud7031.
Sem tocar com a ma\u2dco na cartolina nem na tirinha, desliza-se mais um pouco
o canudo negativamente atritado sobre a cartolina. Ao se afastar o canudo, vem
que a tirinha estara´ levantada de um a\u2c6ngulo \ud7032 maior do que \ud7031, isto e´, \ud7032 > \ud7031.
Isto esta´ ilustrado na Figura 6.11.
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(a) (b)
Figura 6.11: O a\u2c6ngulo de afastamento da tirinha em relac¸a\u2dco a` cartolina pode
ser usado como um indicador da quantidade de carga no eletrosco´pio.
Este procedimento pode ser repetido algumas vezes. Durante o processo
pode-se atritar uma ou mais vezes o canudo no cabelo.
Esta experie\u2c6ncia ilustra que o eletrosco´pio pode ser utilizado como um indi-
cador qualitativo da quantidade de carga ele´trica. Isto e´, quanto mais carga ele
tiver armazenado, maior sera´ o a\u2c6ngulo indicado pela tirinha, de acordo com as
de\ufb01nic¸o\u2dces da Sec¸a\u2dco 5.7.
Outra maneira de ilustrar isto e´ com o eletrosco´pio cla´ssico. Quanto mais
carregado ele estiver, mais afastadas entre si estara\u2dco as duas tirinhas de papel
de \u201cseda,\u201d Figura 6.12.
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(a) (b)
Figura 6.12: O a\u2c6ngulo de afastamento das tirinhas entre si pode ser usado como
um indicador da quantidade de carga no eletrosco´pio.
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6.3 Quais Corpos Descarregam um Eletrosco´pio
por Contato?
Experie\u2c6ncia 6.10
Vimos na Experie\u2c6ncia 6.4 que ao tocarmos com o dedo em um eletrosco´pio
carregado ele e´ imediatamente descarregado. Carregamos enta\u2dco novamente o
eletrosco´pio como na Experie\u2c6ncia 6.2. Agora seguramos com a ma\u2dco a ponta de
um canudo pla´stico neutro e tocamos com a outra ponta do canudo na parte
superior da cartolina de um eletrosco´pio carregado. O canudo deve apenas tocar
na parte superior da cartolina, na\u2dco e´ necessa´rio raspa´-lo na cartolina. Observa-
se que nada acontece com a tirinha, ou seja, ela continua levantada, Figura
6.13! Ao retirar o canudo ela permanece levantada. Conclu´\u131mos que um canudo
pla´stico neutro na\u2dco remove a carga de um eletrosco´pio eletrizado.
(a) (c).(b)
Figura 6.13: (a) Eletrosco´pio inicialmente carregado. (b) Toca-se em sua car-
tolina com a ponta de um canudo pla´stico neutro preso a` ma\u2dco. Nada ocorre
com a tirinha. (c) Afasta-se o canudo e a tirinha continua levantada. Ou seja,
o eletrosco´pio na\u2dco e´ descarregado ao toca´-lo com um pla´stico preso a` ma\u2dco.
Experie\u2c6ncia 6.11
Carregamos mais uma vez o eletrosco´pio. Desta vez seguramos com a ma\u2dco a
ponta de um palito de madeira e tocamos com a outra ponta do palito na parte
superior do eletrosco´pio carregado. Observa-se que a tirinha abaixa imediata-
mente, Figura 6.14! Ao retirar o palito, ela permanece abaixada. Conclu´\u131mos
que o palito de madeira descarregou o eletrosco´pio.
6.3.1 De\ufb01nic¸o\u2dces de Condutores e Isolantes
As Experie\u2c6ncias 6.10 e 6.11, Figuras 6.13 e 6.14, apresentam uma distinc¸a\u2dco
fundamental entre os corpos. Devido a` importa\u2c6ncia destas caracter´\u131sticas, foram
criados nomes especiais para classi\ufb01car os corpos em dois grupos.
De\ufb01nic¸o\u2dces: Chama-se de condutores aos corpos que descarregam um ele-
trosco´pio carregado simplesmente quando entram em contato com ele. Ja´ os
corpos que na\u2dco descarregam um eletrosco´pio eletrizado quando entram em con-
tato com ele sa\u2dco chamados de isolantes, de na\u2dco-condutores, ou de diele´tricos.
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(a) (c).(b)
Figura 6.14: (a) Eletrosco´pio inicialmente carregado. (b) Toca-se em sua car-
tolina com a ponta de um palito de madeira preso a` ma\u2dco. A tirinha abaixa
imediatamente. (c) Afasta-se o palito e a tirinha continua abaixada. Ou seja, o
eletrosco´pio e´ descarregado ao toca´-lo com uma madeira presa a` ma\u2dco.
A descoberta extremamente importante destes dois tipos de corpos foi feita
por Gray em 1729. Ele tambe´m descobriu algumas das principais propriedades
destes materiais e publicou seus resultados em um trabalho fundamental de 1731
que discutiremos no Ape\u2c6ndice B.2 As expresso\u2dces condutores e isolantes parecem
ser devidas a Jean The´ophile Desaguliers (1683-1744).3 Em um de seus artigos
Desaguliers expressou-se da seguinte maneira:4
No seguinte relato, que e´ uma seque\u2c6ncia das experie\u2c6ncias anteriores,
chamo de condutoras a`s cordas nas quais