Debate Windows Versus Linux
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Debate Windows Versus Linux


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como a maioria dos usuários de computador utiliza o Windows, as 
empresas se preocupam em lançar programas que sejam compatíveis com o sistema. Isso é ainda mais 
perceptível com relação aos jogos, muitos deles sequer oferecem versões para serem executados em 
outras plataformas. 
Dizer que o Linux não tem compatibilidade com programas é o maior argumento dos defensores ferrenhos 
do SO da Microsoft, porém a realidade já é outra. Como o Linux tem uma grande comunidade de 
desenvolvedores envolvidos, atualmente há sempre alguém disposto a atualizar ou desenvolver versões 
de programas para ele. 
 
Não se pode mais dizer que faltam programas ou variedade deles para o Linux, embora alguns 
permaneçam apenas com versões inferiores às existentes para o Windows. Entretanto, o grande 
calcanhar de Aquiles do SO são os jogos, os quais se possuem pouco ou nenhum suporte e alguns sequer 
contam com uma versão para o Linux. 
Round 7: Personalização 
 
Absolutamente qualquer coisa pode ser alterada na interface do Linux. De um mero papel de parede ao 
lugar nos quais os botões são mostrados em uma janela. Se você gosta de efeitos, o Linux também dá um 
show à parte com suas janelas \u201cmaleáveis\u201d, múltiplas Áreas de trabalho que podem ser abertas lado a 
lado, em cubo, estilo \u201ccoverflow\u201d, entre várias outras possibilidades. 
Nesse aspecto, o Windows é mais engessado. Até o Vista, mesmo trocar seu tema para um que não fosse 
oficial era um processo penoso. E, além disso, não havia qualquer certeza de que realmente fosse dar 
tudo certo no final. 
 
O Windows 7 trouxe uma grande inovação neste aspecto, com temas que podem ser instalados a partir de 
poucos cliques e sem sofrimentos. Além disso, eles são automaticamente configurados, dispensando 
processos manuais de troca. Mesmo temas de terceiros estão apresentando mais compatibilidade e 
processos menos frustrantes de configuração. 
Round 8: segurança e infecções 
Você já ouviu alguém falando que pegou vírus no Linux? Após tentar puxar pelas lembranças, deve ter 
constatado que isso quase nunca ocorre. Existe uma quantidade ínfima de vírus para o SO e, ainda assim, 
não haveria um que fosse capaz de infectar tanto o Linux quanto acontece com o Windows. Isso ocorre 
por vários motivos, um deles é o fato de o Linux ter código aberto e várias pessoas arrumando problemas. 
 
Isso contribui para que ele apresente um número muito menor de falhas de segurança, o que significa 
menos brechas a ser exploradas. Outro fato é que o grande alvo de quem desenvolve softwares 
maliciosos são os usuários e, como o Linux tem menos usuários, torna-se menos atrativo para os 
criminosos virtuais. 
Além dos fatores citados acima, a política de segurança do Linux é um grande 
diferencial: os programas são executados em modo de usuário e não de administrador. Assim, se 
acontecesse de um usuário pegar vírus, este não se espalharia pelo sistema, afetando apenas os 
programas que o próprio usuário instalou na pasta \u201cHome\u201d (na pior das hipóteses), enquanto o sistema 
permanece intacto. 
Uma infecção assim é muito mais fácil de ser eliminada e os danos são irrelevantes. Isso levado em conta, 
não é difícil imaginar por que a criação de vírus para o sistema é difícil e desinteressante. 
 
O Windows é um sistema fechado e com um tempo de resposta para atualizações de segurança menor do 
que o Linux. Para existir algo nesse sentido, primeiro alguém precisa detectar a brecha no sistema e 
resolver enviar o problema para a Microsoft. Após receber mais do que uma queixa o suporte procura 
verificar o que está ocorrendo. 
Após a constatação da falha, finalmente se começa a trabalhar na solução. Parando por um momento para 
pensar, imagine quanto tempo pessoas mal-intencionadas tiveram para agir enquanto todo esse processo 
é desenrolado. Além disso, o sistema de permissões e segurança do Windows está longe daquele 
existente no Linux. 
Praticamente todo usuário utiliza o Windows como administrador, pois de outra forma 
seria quase impossível aproveitar os recursos do sistema. Adicionalmente, o controle de usuário é 
desativado pela maioria das pessoas por ser incômodo e pouco eficiente. Ainda assim, a Microsoft 
reconhece que o problema existe e não deixa por menos. 
A própria empresa disponibiliza uma série de ferramentas de proteção (antivírus, firewall, etc.) e, várias 
outras companhias desenvolvem e atualizam bases de dados de programas para garantir a segurança do 
SO, inclusive com versões gratuitas para tal. 
Round 9 : suporte 
 
Se você é um usuário do Windows e tiver problemas técnicos é possível contar com a central de suporte 
online, por telefone ou guias rápidos de ajuda disponíveis a partir do próprio SO. As versões mais recentes 
(Vista e Windows 7) também possuem um sistema de verificação do problema. Ao acessar esse recurso, 
ele automaticamente busca as possíveis causas do problema e apresenta algumas soluções a fim de 
tentar resolvê-lo. 
 
O suporte formal para Linux existe, porém normalmente é cobrado, pois é feito por empresas terceirizadas 
ou donas de distribuições pagas do sistema. Entretanto, por ser um software de código aberto e adotar tal 
filosofia, como já foi citado em outros tópicos, o que não faltam são programadores e usuários envolvidos 
no projeto. 
Portanto, sempre que você estiver com problemas ou dúvidas, é possível recorrer a um dos milhares de 
fóruns de discussão do sistema e procurar ajuda de técnicos e outros usuários. Além disso, há pessoas 
que fazem guias e tutoriais e os disponibilizam para ajudar a resolver dúvidas, fazer configurações, entre 
outras finalidades. 
Round 10: multiusuários 
 
O Linux foi desenvolvido para conseguir lidar com acesso concorrente. Ou seja, ele permite que mais do 
que um usuário esteja conectado no sistema ao mesmo tempo, sem que um deles seja desconectado. 
 
O Windows, por outro lado, oferece suporte para operar com um usuário por vez. Embora você possa ter 
acesso concorrente à base de dados, o sistema em si não consegue suportar acesso simultâneo. Você 
pode ter mais do que um usuário, mas não em acesso concorrente. Entretanto, se você precisa dessa 
ferramenta utilizando Windows, é só instalar o Windows Server. 
A versão para servidores do Windows oferece suporte completo para multiusuários, embora não seja 
aquela que costuma ser utilizada em computadores pessoais. 
Round 11: preço 
O Linux, assim como os softwares do Projeto GNU, foi desenvolvido para oferecer uma alternativa aos 
softwares proprietários. Ele é um sistema de código aberto e distribuído sob a GPL, ou seja, qualquer um 
pode obtê-lo, fazer alterações e redistribuir, desde que disponibilize o código. 
 
Embora existam versões pagas do Linux, a grande maioria da distribuições é completamente gratuita e 
oferece diversas formas para sua aquisição. Você pode efetuar download das imagens muitas vezes na 
própria página do responsável por ela sem qualquer custo. Adicionalmente, é possível efetuar alterações 
para adaptá-lo conforme suas necessidades. 
Acima de tudo, você tem a liberdade de repassar uma distribuição de Linux gratuita para seus amigos sem 
cometer pirataria de software. 
O Windows é um software de código fechado e proprietário. O preço para aquisição de uma versão do SO 
já foi algo que se pudesse considerar muito caro e complicado para um usuário de computador pessoal. 
Embora a Microsoft tivesse criado algumas versões mais básicas do XP, por exemplo, o preço continuava 
elevado. 
 
A partir do Vista, a Microsoft começou a lançar versões com preços mais próximos à realidade de um 
usuário final brasileiro. Como característica principal, elas possuíam menos recursos avançados e de 
efeitos (como o Glass, que