Guia de Vigilância Epidemiológica
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de dados o Boletim de Serviços Produzidos (BSP). O único produto resultante deste 
sistema era a publicação \u201cInamps em Dados\u201d.
Embora SIA/SUS venha sofrendo algumas alterações, particularmente no que se refere à tabela 
de procedimentos, na qual vêm sendo feitas inclusões frequentes, bem como às críticas informati-
zadas, com vistas a um melhor controle e consistência de dados, ele não mudou substancialmente, 
desde sua implantação. Por obedecer à lógica de pagamento por procedimento, não registra o CID 
do diagnóstico dos pacientes e, portanto, não pode ser utilizado como informação epidemiológica, 
ou seja, seus dados não permitem o delineamento dos per\ufb01s de morbidade da população, a não ser 
pelo que se pode inferir a partir dos serviços utilizados. 
Entretanto, como sua unidade de registro de informações é o procedimento ambulatorial rea-
lizado, desagregado em atos pro\ufb01ssionais, outros indicadores operacionais podem ser importantes, 
como complemento das análises epidemiológicas, a exemplo de: número de consultas médicas por 
habitante ao ano, número de consultas médicas por consultório, número de exames/terapias reali-
zados pelo quantitativo de consultas médicas.
As informações relacionadas a esse sistema estão hoje disponíveis no site do Datasus, pela 
Internet, cuja homepage é www.datasus.gov.br. Há dados desde julho de 1994.
Um importante módulo existente no SIA/SUS é o de unidades ambulatoriais contratadas, 
conveniadas e da rede pública própria dos estados e municípios, e informações sobre pro\ufb01ssionais 
por especialidade. Tal módulo pode ser utilizado pelos gestores municipais para acompanhamento 
das unidades que permanecem ou não ativas em suas áreas, possibilitando maior agilidade na ex-
clusão de unidades já desativadas do banco de dados do CNES.
Quando da análise dos dados oriundos deste sistema de informação, deve-se atentar para 
as questões relativas à sua cobertura, acesso, procedência e \ufb02uxo dos usuários dos serviços de 
saúde. 
Outras importantes fontes de dados
A depender das necessidades dos programas de controle de algumas doenças, outros sistemas 
de informação complementares são desenvolvidos pela Secretaria de Vigilância em Saúde, tais 
como o Sistema de Informação da Febre Amarela e Dengue (Sisfad), que registra dados de infesta-
ção pelo Aedes aegypti, em nível municipal, e outros dados operacionais dos programas. 
Outros sistemas de informação podem ser úteis à Vigilância Epidemiológica, embora sejam 
restritos a uma área de atuação muito especí\ufb01ca, quer por não terem uma abrangência nacional, ou 
ainda por não serem utilizados em todos os níveis de gestão.
Sistema de Informações de Atenção Básica (SIAB) \u2013 é um sistema de informação territoria-
lizado, que coleta dados que possibilitam a construção de indicadores populacionais, referentes a 
áreas de abrangência bem delimitadas, cobertas pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde 
e Programa de Saúde da Família. 
A base de dados do SIAB possui três blocos: o cadastramento familiar (indicadores socio-de-
mográ\ufb01cos dos indivíduos e de saneamento básico dos domicílios); o acompanhamento de grupos 
de risco (crianças menores de 2 anos, gestantes, hipertensos, diabéticos, pessoas com tuberculose 
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e pessoas com hanseníase); e o registro de atividades, procedimentos e noti\ufb01cações (produção e 
cobertura de ações e serviços básicos, noti\ufb01cação de agravos, óbitos e hospitalizações). 
Os níveis de agregação do SIAB são: microárea de atuação do agente comunitário de saúde, 
um território onde residem cerca de 150 famílias; área de abrangência da equipe de saúde da fa-
mília, correspondendo a um território onde residem aproximadamente 1.000 famílias; segmento; 
zona urbana e rural; município; estado; regiões; e país. Assim, o sistema possibilita a microlocali-
zação de problemas de saúde, como, por exemplo, a identi\ufb01cação de áreas com baixas coberturas 
vacinais, ou altas taxas de prevalência de doenças, como tuberculose e hipertensão, permitindo 
a espacialização das necessidades e respostas sociais, constituindo-se em importante ferramenta 
para o planejamento e avaliação de ações de vigilância da saúde.
Sistema de Informações de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) \u2013 tem como obje-
tivo fornecer informações sobre estado nutricional da população e de fatores que o in\ufb02uenciam. 
O módulo municipal encontra-se implantado em quase todos os municípios brasileiros. Disponi-
biliza informações para monitoramento do estado nutricional de diferentes grupos populacionais 
atendidos nos estabelecimentos de saúde e por pro\ufb01ssionais da Estratégia Saúde da Família e pelo 
Programa de Agentes Comunitários de Saúde. A partir de 2006, foi disponibilizada a possibilidade 
de inserção de dados de usuários do Programa Bolsa Família acompanhados pelo setor de saúde 
(mulheres em idade fértil e crianças menores de 7 anos). 
Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) \u2013 atualmente im-
plantado em todos os municípios brasileiros, fornece dados relativos à cobertura vacinal de roti-
na e em campanhas, taxa de abandono e controle do envio de boletins de imunização. Além do 
módulo de avaliação do PNI, este sistema dispõe de um subsistema de estoque e distribuição de 
imunobiológicos para \ufb01ns gerenciais.
Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano 
(Sisagua) \u2013 foi estruturado, visando fornecer informações sobre a qualidade da água para consumo 
humano, proveniente dos sistemas públicos e privados, e de soluções alternativas de abastecimento. 
Tem como objetivo geral coletar, transmitir e disseminar dados gerados rotineiramente, de forma 
a produzir informações necessárias à prática da vigilância da qualidade da água de consumo 
humano (avaliação da problemática da qualidade da água, de\ufb01nição de estratégias para prevenir e 
controlar os processos de sua deterioração e transmissão de enfermidades), por parte das secretarias 
municipais e estaduais de saúde, em cumprimento à Portaria GM/MS no. 36/90. Este sistema está 
sendo alimentado pelos técnicos das secretarias saúde, responsáveis pela vigilância da qualidade 
da água de consumo humano.
Além das informações decorrentes dos sistemas descritos, existem outras grandes bases de 
dados, de interesse para o setor saúde, que apresentam padronização e abrangência nacionais. En-
tre elas, estão os Cadernos de Saúde e Rede Interagencial de Informação para a Saúde (Ripsa), da 
qual um dos produtos é o IDB - Indicadores e Dados Básicos para a Saúde (acesso via www.data-
sus.gov.br ou www.saude.gov.br), além daquelas disponibilizadas pelo IBGE (particularmente no 
que se refere ao Censo Demográ\ufb01co, a Pesquisa Brasileira por Amostragem de Domicílios (PNAD) 
e Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000). São ainda importantes bancos de dados, que 
fornecem outras informações de interesse para a área de saúde, como os do Ministério do Tra-
balho (Relação Anual de Informações Sociais/RAIS), o Sistema Federal de Inspeção do Trabalho 
(informações sobre riscos ocupacionais por atividade econômica) e outros resultantes de estudos 
e pesquisas, realizados por algumas instituições, tais como o IPEA, além de relatórios e outras 
publicações de associações de empresas, que atuam no setor médico supletivo (medicina de grupo, 
seguradoras, autogestão e planos de administração).
Sistemas de Informação em Saúde e Vigilância Epidemiológica
Guia de Vigilância Epidemiológica
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A maioria dos sistemas de informação apresentados possui manuais instrucionais e modelos 
dos instrumentos de coleta (\ufb01chas e declarações) para implantação e utilização em computador. 
Os programas e seus manuais encontram-se na Secretaria de Vigilância em Saúde à disposição dos 
interessados. 
A utilização dos Sistemas de Informações em Saúde e de outras fontes, pelos