Guia de Vigilância Epidemiológica
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Guia de Vigilância Epidemiológica


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frente à ocorrência de surtos de eventos adversos.
\u2022 Realizar supervisões sistemáticas aos estados.
\u2022 Promover e apoiar os estados na capacitação e atualização de recursos humanos.
\u2022 Incentivar e apoiar os estados na análise de dados.
\u2022 Consultar o Comitê Técnico Assessor de Imunizações (CTAI) e grupos técnicos de apoio 
para auxiliar na investigação, no esclarecimento e na discussão de todos os casos de EAPV 
graves e/ou inusitados não encerrados nos estados.
\u2022 Retroalimentar o nível estadual com informações atualizadas sobre o EAPV noti\ufb01cado.
83Secretaria de Vigilância em Saúde / MS
Anexo A
Descrição, tempo decorrente entre aplicação e evento, 
frequência, conduta e exames para cada vacina do 
Calendário Básico de Vacinação
Vacina contra difteria, tétano e pertussis combinada com a vacina contra Haemophilus in-
\ufb02uenzae tipo b \u2013 Tetravalente \u2013 a vacina DTP/Hib foi introduzida mais recentemente (a partir de 
2002) no calendário básico de vacinação de rotina no Brasil, sendo recomendada aos 2, 4 e 6 meses 
de idade. A vacina tríplice (DTP) continua a ser utilizada para os reforços e/ou complementação de 
esquema, em crianças a partir de 1 ano. O Quadro 1 apresenta os principais eventos adversos de-
correntes da DTP/Hib, comparados com aqueles decorrentes da aplicação da DTP isoladamente. 
Quadro 1. Frequência de eventos adversos após a vacinação DTP/HIB (Clemens, et. al) e 
DTP isolada (Cody, et. al) 
Sinais/Sintomas
Clemens
N=145 
%
Cody
N=15.752 
%
Dor 36,0 51,0
Dor grau 3 7,0 \u2013
Vermelhidão 34,0 37,4
Vermelhidão >20mm 2,0 \u2013
Edema 28,0 40,4
Edema >20mm 3,0 \u2013
Febre 39,0 47,0
Febre >39ºC 1,0 \u2013
Irritabilidade 34,0 53,0 
Irritabilidade grau 3 1,0 \u2013
Sonolência 21,0 32,0
Sonolência grau 3 0,0 \u2013
Choro persistente, 3 ou mais horas \u2013 1,0
Anorexia 9,0 21,0
Vômitos \u2013 6,0
N = Número de doses. 
Dor grau 3 = chora quando o membro é movido/espontaneamente doloroso. 
Febre = temperatura axilar \u226537,5ºC (Clemens) e \u226537,5ºC (Cody). 
Irritabilidade grau 3 = impede a atividade normal. 
Sonolência grau 3 = sonolência que impede atividade normal.
Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinais
Guia de Vigilância Epidemiológica
84 Secretaria de Vigilância em Saúde /MS
Quadro 2. Eventos adversos à vacinação BCG (I) \u2013 lesões locais e regionais
Evento adverso Descrição Tempo Evento Frequência Conduta Exame
Úlcera com 
diâmetro maior 
que 1cm
Úlcera grande 
e profunda que 
aparece no local da 
aplicação e que não 
está evoluindo para 
cicatrização após 12 
semanas
Ocorre com mais 
frequência nos seis 
primeiros meses
O risco médio 
descrito para 
efeitos locais 
e regionais 
(úlcera, abscesso 
e linfadenopatia 
regional supurada) 
é de 0,387 por mil 
vacinados
Noti\ufb01car, investigar 
e acompanhar
No caso da não 
cicatrização: 
isoniazida, na dose 
de 10mg/kg/dia-dose 
máxima de 400mg, até 
a regressão completa 
da lesão
Garantir limpeza local 
e não usar pomadas, 
antibióticos ou 
antissépticos
Abcessos 
subcutâneos 
frios
São frios, indolores e 
tardios e têm como 
causa a aplicação 
subcutânea, por 
erro na técnica de 
administração da 
vacina. Em torno do 
local da aplicação da 
vacina aparece uma 
área de \ufb02utuação ou 
não (dependendo do 
tempo de evolução)
Podem \ufb01stulizar
Nos 
primeiros três 
meses
Ídem
Noti\ufb01car, investigar 
e acompanhar
Isoniazida na dose 
de 10mg/kg/dia-dose 
máxima de 400mg/dia, 
até a regressão 
completa da lesão
Abscessos 
subcutâneos 
quentes
São quentes, 
vermelhos e 
dolorosos. Em torno 
do local da aplicação 
podem aparecer 
sinais de \ufb02utuação e 
\ufb01stulização
Neste caso, houve 
contaminação por 
germes piogênicos
Podem ocorrer 
precocemente, até 
o 15º dia
Ídem
Noti\ufb01car, investigar 
e acompanhar
Indicar antimicrobiano 
para processo 
infeccioso agudo, 
inespecí\ufb01co de pele
Linfadenopatia 
regional não 
supurada
Linfonodos 
hipertro\ufb01ados 
com mais de 3cm 
sem evidência de 
supuração (\ufb02utuação 
e/ou \ufb01stulização)
Em média nos três 
primeiros meses
Ídem
Noti\ufb01car e 
acompanhar
Orientar retorno, 
pois pode ocorrer 
supuração
Não puncionar e não 
administrar isoniazida
Observação: Em caso de aparecimento de gânglios em outras regiões, proceder a investigação criteriosa visando ao descarte de tuberculose 
ganglionar.
85Secretaria de Vigilância em Saúde / MS
Quadro 3. Eventos adversos à vacinação BCG (II) \u2013 lesões locais e regionais
Evento adverso Descrição
Tempo decorrente
Aplicação/ evento
Frequência Conduta Exame
Linfadenopatia 
regional 
supurada
Caracteriza-se 
por linfonodos 
hipertro\ufb01ados 
axilares, supra ou 
infraclaviculares, 
inicialmente 
endurecidos, podem 
atingir mais de 3cm de 
diâmetro, seguindo-
se a formação 
de abscesso com 
amolecimento central 
que poderá sofrer 
drenagem espontânea, 
podendo originar um 
trajeto sinusal residual 
(fístula)
Em média nos 3 
primeiros meses
Ídem
Noti\ufb01car, investigar 
e acompanhar
Isoniazida na dose 
de 10mg/kg dia-dose 
máxima de 400mg/dia, 
até o desaparecimento 
da supuração e 
diminuição signi\ufb01cativa 
do tamanho do 
gânglio. Esses gânglios 
não devem ser 
incisados; não fazer 
exerese
 
Reação 
quelóide
Trata-se de processo de 
cicatrização anormal, 
independente da 
presença de BCG no 
local
Após a 
cicatrização
Conduta expectante. 
Se necessário indicar 
avaliação com 
especialista
Reação 
lupóide
Seu aparecimento 
é muito raro. Surge 
após a cicatrização 
da úlcera, formando 
grandes placas com 
características lupóides
Tardia
Menos de 1 por 
10 milhões de 
vacinados
Noti\ufb01car,investigar 
e acompanhar.
Esquema tríplice com:
Isoniazida: 
10mg/kg/dia
Rifampicina: 
10mg/kg/dia
Etambutol: 
25mg/kg/dia.
Durante 2 meses 
Seguido de: 
Isoniazida: 
10mg/kg/dia
Rifampicina: 
10mg/kg/dia.
Durante 4 meses
Biópsia de 
fragmentos 
de pele:
Exame 
bacteriológico:
\u2022Direto
\u2022Cultura
\u2022Tipi\ufb01cação
\u2022Exame his-
topatológico
Observação: O BCG é naturalmente resistente à PIRAZINAMIDA.
Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinais
Guia de Vigilância Epidemiológica
86 Secretaria de Vigilância em Saúde /MS
Quadro 4. Eventos adversos à vacinação BCG (III) \u2013 lesões resultantes de disseminação
Evento adverso Descrição
Tempo decorrente
Aplicação/Evento
Frequência Conduta Exame
Pele
São semelhantes às da 
tuberculose cutânea
Varia de 3 meses 
a 30 anos
1,56 por milhão de 
vacinados
Noti\ufb01car,investigar 
e acompanhar
Esquema 
tríplice com:
Isoniazida: 
10mg/kg/dia
Rifampicina: 
10mg/kg/dia
Etambutol: 
25mg/kg/dia
Durante 2 meses
Seguido de:
\u2022Isoniazida: 
10mg/kg/dia
\u2022Rifampicina: 
10mg/kg/dia
\u2022Durante 4 meses
Biópsia de 
fragmentos 
de pelea
Hemocultura e/ou 
mieloculturab
Avaliação 
Imunológica 
do paciente
Osteoarticulares
Lesões de osso ou 
articulações que ao 
RX se descreve como 
lesão lacunar limitada 
ou cavidade grande, 
com ou sem reação 
periostal
Geralmente acomete 
membros inferiores, 
comprometendo 
metá\ufb01se ou epí\ufb01se. Os 
sinais e os sintomas 
mais frequentes 
são: dor local, 
edema e algumas 
vezes restrições à 
movimentação
Em geral, não há 
de\ufb01ciência imunitária 
associada
Devem-se excluir 
outras causas possíveis 
de osteomielite 
granulomatosa
Seu aparecimento 
varia de 6 a 36 
meses após 
a vacinação
0,39 por milhão de 
vacinados 
Idem
Exame 
radiológico
Biópsia 
do tecido 
acometidoa
Hemocultura e/ou 
mieloculturab
Avaliação 
imunológica 
do paciente
a) Realizar exame bacteriológico: baciloscopia, cultura, tipi\ufb01cação e antibiograma e exame histopatológico. 
b) Realizar exame bacteriológico: baciloscopia,