Guia de Vigilância Epidemiológica
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etárias; e holoendemia, um nível elevado de infecção que começa a partir de uma idade precoce e afe-
ta a maior parte da população jovem, como, por exemplo, a malária em algumas regiões do globo.
ENDOTOXINA: toxina encontrada no interior da célula bacteriana, mas não em filtrados livres de 
células de bactéria. As endotoxinas são liberadas pela bactéria quando sua célula se rompe.
ENZOOTIA: presença constante, ou prevalência usual da doença ou agente infeccioso, na popula-
ção animal de dada área geográfica.
EPIDEMIA: manifestação, em uma coletividade ou região, de um corpo de casos de alguma enfer-
midade que excede claramente a incidência prevista. O número de casos, que indica a existência de 
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uma epidemia, varia com o agente infeccioso, o tamanho e as características da população exposta, 
sua experiência prévia ou falta de exposição à enfermidade e local e época do ano em que ocorre. 
Por decorrência, a epidemia guarda relação com a frequência comum da enfermidade na mesma 
região, na população especificada e na mesma estação do ano. O aparecimento de um único caso 
de doença transmissível, que durante um lapso de tempo prolongado não havia afetado uma po-
pulação ou que invade pela primeira vez uma região, requer notificação imediata e uma completa 
investigação de campo; dois casos dessa doença, associados no tempo ou espaço, podem ser evi-
dência suficiente de uma epidemia. 
EPIDEMIA POR FONTE COMUM (epidemia maciça ou epidemia por veículo comum): epidemia 
em que aparecem muitos casos clínicos, dentro de um intervalo igual ao período de incubação 
clínica da doença, o que sugere a exposição simultânea (ou quase simultânea) de muitas pessoas ao 
agente etiológico. O exemplo típico é o das epidemias de origem hídrica.
EPIDEMIA PROGRESSIVA (epidemia por fonte propagada): epidemia na qual as infecções são 
transmitidas de pessoa a pessoa ou de animal, de modo que os casos identificados não podem ser 
atribuídos a agentes transmitidos a partir de uma única fonte.
EPIGASTRALGIA: dor na região do epigástrio (abdome), que corresponde à localização do 
estômago.
EPIZOOTIA: ocorrência de casos, de natureza similar, em população animal de uma área geográ-
fica particular, que se apresenta claramente em excesso em relação à incidência normal.
EQUIVALÊNCIA TERAPÊUTICA: característica de diferentes produtos farmacêuticos que, quan-
do administrados em um mesmo regime, apresentam resultados com o mesmo grau de eficácia 
e/ou toxicidade.
ERRADICAÇÃO: cessação de toda a transmissão da infecção, pela extinção artificial da espécie 
do agente em questão. A erradicação pressupõe a ausência completa de risco de reintrodução da 
doença, de forma a permitir a suspensão de toda e qualquer medida de prevenção ou controle. A 
erradicação regional ou eliminação é a cessação da transmissão de determinada infecção, em am-
pla região geográfica ou jurisdição política.
ESPLENOMEGALIA: aumento do volume do baço.
ESTRUTURA EPIDEMIOLÓGICA: conjunto de fatores relativos ao agente etiológico, hospedeiro 
e meio ambiente, que influi sobre a ocorrência natural de uma doença em uma comunidade.
EXOTOXINA: toxina produzida por uma bactéria e por ela liberada, no meio de cultura ou no hospe-
deiro, consequentemente encontrada em filtrados livres de célula e em culturas de bactéria intacta.
FAGÓCITO: célula que engloba e destrói partículas estranhas ou microrganismos, por digestão.
FAGOTIPAGEM: caracterização de uma bactéria, pela identificação de sua suscetibilidade a deter-
minados bacteriófagos. É uma técnica de caracterização de uma cepa.
FALÊNCIA: persistência da positividade do escarro ao final do tratamento. Os doentes que, no 
início do tratamento, são fortemente positivos (++ ou +++) e mantêm essa situação até o 4º mês 
são também classificados como caso de falência.
FARMACODINÂMICA: estudo da variação individual e coletiva, isto é, étnica, relacionada com 
fatores genéticos, da absorção e metabolismo dos medicamentos e resposta do organismo aos 
mesmos.
FARMACOTÉCNICA: ramo da ciência que estuda a absorção, distribuição, metabolismo e excre-
ção dos medicamentos.
FEBRE HEMOGLOBINÚRICA: síndrome caracterizada por hemólise intravascular aguda e he-
moglobinúrica, muitas vezes acompanhada de insuficiência renal. A febre é uma das características 
do processo relacionado à infecção por Plasmodium falciparum.
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FENÔMENO DE INTERFERÊNCIA: estado de resistência temporária a infecções por vírus. Re-
sistência induzida por uma infecção viral existente atribuída, em parte, ao Interferon.
FIBROSE HEPÁTICA: crescimento do tecido conjuntivo em nível hepático, decorrente de lesões 
ocasionadas pela presença de ovos ou outros antígenos do Schistosoma, na vascularização do fíga-
do. É a lesão hepática característica da forma crônica de esquistossomose.
FITONOSE: infecção transmissível ao homem, cujo agente tem vegetais como reservatórios.
FOCO NATURAL: pequeno território, compreendendo uma ou várias paisagens, onde a circula-
ção do agente causal estabeleceu-se numa biogecenose, por um tempo indefinidamente longo, sem 
sua importação de outra região. O foco natural é uma entidade natural, cujos limites podem ser 
demarcados em um mapa.
FOCO ARTIFICIAL: doença transmissível que se instala em condições propiciadas pela atividade 
antrópica.
FÔMITES: objetos de uso pessoal do caso clínico ou portador, que podem estar contaminados e 
transmitir agentes infecciosos e cujo controle é feito por meio da desinfecção.
FONTE DE INFECÇÃO: pessoa, animal, objeto ou substância a partir do qual o agente é transmi-
tido para o hospedeiro.
FONTE PRIMÁRIA DE INFECÇÃO (reservatório): homem ou animal e, raramente, o solo ou 
vegetais, responsáveis pela sobrevivência de determinada espécie de agente etiológico na nature-
za. No caso dos parasitas heteroxenos, o hospedeiro mais evoluído (que geralmente é também o 
definitivo) é denominado fonte primária de infecção; e o hospedeiro menos evoluído (em geral 
hospedeiro intermediário) é chamado vetor biológico.
FONTE SECUNDÁRIA DE INFECÇÃO: ser animado ou inanimado que transporta determinado 
agente etiológico, não sendo o principal responsável pela sobrevivência desse como espécie. Esta 
expressão é substituída, com vantagem, pelo termo \u201cveículo\u201d.
FREQuÊNCIA (ocorrência): termo genérico, utilizado em epidemiologia para descrever a frequ-
ência de uma doença ou de outro atributo ou evento identificado na população, sem fazer distinção 
entre incidência ou prevalência.
FUMIGAÇÃO: aplicação de substâncias gasosas capazes de destruir a vida animal, especialmente 
insetos e roedores.
GAMETÓFARO: refere-se ao indivíduo portador das formas sexuadas do parasita (gametas).
GOTÍCULAS DE FLÜGGE: secreções oronasais de mais de 100 micras de diâmetro, que transmi-
tem agentes infecciosos de maneira direta mediata.
HEMATÊMESE: vômito no sangue.
HEPATOMEGALIA: aumento de volume do fígado.
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA: descrição que inclui as características das funções de in-
fecção, distribuição da doença segundo os atributos de pessoas, tempo e espaço, distribuição e ca-
racterísticas ecológicas do reservatório do agente; mecanismos de transmissão e efeitos da doença 
sobre o homem.
HOLOMETABÓLICO: animais que apresentam metamorfose completa (ex: ovo, larva, pulpa, 
adulto).
HOSPEDEIRO: organismo simples ou complexo, incluindo o homem, capaz de ser infectado por 
um agente específico.
HOSPEDEIRO DEFINITIVO: apresenta o parasita em fase de maturidade ou de atividade sexual.
HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: apresenta o parasita em fase larvária ou assexuada.
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IMUNIDADE: resistência, usualmente associada à presença de