EXPERIMENTOS Mecânica mecatronica aeronautica
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EXPERIMENTOS Mecânica mecatronica aeronautica


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pipeta pode ser 
esvaziada, pressionando-se a válvula E. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Engenharia Mecânica, Mecatrônical e Aeronáutica/Laboratório de Química 15
Experimento No 3 
Determinação da densidade de substâncias sólidas e líquidas 
 
1 - OBJETIVO: Este experimento tem como objetivo determinar a densidade de substâncias sólidas e 
líquidas. Verificar que é possível reconhecer algumas substâncias sólidas através de suas densidades. 
 
2 \u2013 INTRODUÇÃO 
 
 As propriedades físicas da matéria agrupam-se em duas principais categorias: intensivas e 
extensivas. Existem propriedades que independem da quantidade de matéria, por exemplo, a temperatura 
de uma amostra não depende de seu tamanho e sim, do meio onde ela se encontra; já a massa depende 
da quantidade de matéria. Desta forma, a temperatura é uma propriedade intensiva assim como o ponto de 
fusão e a densidade. A temperatura também é uma propriedade que pode ser utilizada para determinar a 
pureza de uma substância. O ponto de fusão e o de ebulição permanecem constantes durante a mudança 
de estado físico de uma substância. A massa é uma propriedade extensiva, assim como o volume. É 
importante lembrar que, relações entre propriedades extensivas, tem como resultado uma propriedade 
intensiva. Exemplos destas relações são a densidade e a concentração. 
 Para entender o que é densidade, sabemos que toda amostra de matéria tem massa e ocupa um 
espaço (volume) ao mesmo tempo. Assim, porções de matéria de um mesmo tipo, que tem volumes 
diferentes, necessariamente tem massas diferentes. Tais massas são diretamente proporcionais aos 
volumes e esta relação é representada por: 
 
 m = d . V (1) 
 
onde m = massa ; d = densidade e V = volume ocupado pela substância. 
 
 Rearranjando a relação facilmente vemos que: 
 
 
V
md \uf03d (2) 
 
 Portanto, densidade é tão somente a grandeza que expressa quanto há de massa por unidade de 
volume de uma dada porção de matéria. 
 Quando se dispõe de diversas amostras, de tamanhos diferentes, de um mesmo material, é 
possível determinar a densidade do material através de um gráfico de m em função de V. A equação (1) 
corresponde à equação de uma reta, sendo a densidade o coeficiente angular dessa reta. Outra maneira de 
se determinar a densidade é pela utilização da equação (2). A determinação gráfica do valor da densidade 
do material, a partir de valores de m e V de amostras de tamanhos distintos, é mais recomendável do que o 
simples uso da equação (2) para uma única amostra. Isto se dá pelo fato de que, na construção da reta, 
leva-se em conta várias medidas, minimizando assim eventuais erros. 
 A densidade é uma propriedade física de extrema importância na caracterização, identificação e 
utilização de substâncias e materiais. Muitos processos químicos são controlados através da medida de 
densidade. Valores de d em função da temperatura, podem ser encontrados em manuais técnicos como \u201c 
Handbook of Chemistry and Physics (CRC Press)\u201d (ver referência na página 17). 
Engenharia Mecânica, Mecatrônical e Aeronáutica/Laboratório de Química 16
 
3 \u2013 Procedimento Experimental 
3.1 \u2013 Material necessário 
\uf0b7 Amostras de diferentes metais; 
\uf0b7 Pisseta com água destilada; 
\uf0b7 Soluções aquosas de sal de diferentes concentrações (H2O destilada + NaCl); 
\uf0b7 Balança digital; 
\uf0b7 Provetas de diferentes capacidades; 
\uf0b7 Densímetro. 
 
3.2 \u2013 Metodologia 
1a Parte: Amostras sólidas 
 
1) As amostras sólidas deverão ser pesadas. 
 ** ANTES DE UTILIZAR A BALANÇA INDICADA, ACOMPANHAR ATENTATAMENTE AS INSTRUÇÕES 
DADAS PELO PROFESSOR. 
 
2) Faça uma medida com cada metal, anotando os valores obtidos. 
 
3) Determinação do volume de cada amostra. ** Esta determinação deve ser feita escolhendo-se a proveta 
de capacidade máxima mais adequada e, lembre-se, quanto mais o volume medido se aproximar da 
capacidade máxima da proveta, MENOR será o erro associado à medida. 
COMO FAZER A LEITURA: Com auxílio da pisseta, coloque água na proveta até aproximadamente metade 
da capacidade total. Anotar esse volume de água. Introduzir na proveta, a amostra sólida previamente 
pesada. Fazer isso inclinando a proveta de modo que se evite que a amostra desça bruscamente ao fundo, 
espirrando água para fora ou mesmo danificando a proveta. Através de leves batidas na lateral da proveta, 
fazer com que quaisquer bolhas de ar, eventualmente retidas na superfície da amostra, desprendam-se. Só 
então, anotar o volume total (água + amostra). 
 
4) Repetir o procedimento acima por mais duas vezes para a minimização de erros. 
 
5) Anotar os dados na tabela abaixo. 
 
Tabela 1 \u2013 Dados obtidos para as amostras sólidas 
Amostra Massa (g) mmédio 
(g) 
Volume (mL) Vmédio (mL) 
 m1 m2 m3 V1 V2 V3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Engenharia Mecânica, Mecatrônical e Aeronáutica/Laboratório de Química 17
Tabela 2 \u2013 Cálculo da densidade das amostras sólidas 
Amostra mmédio (g) Vmédio (mL) d = m/V 
 
 
 
 
 
 
Ao final do procedimento experimental comparar os resultados obtidos com os resultados dos 
outros grupos. 
 
 
2a Parte: Determinação da densidade de amostras líquidas (H2O destilada e soluções aquosas de 
sal). 
 
1) Pesagem do líquido 
COMO FAZER : Para determinar a massa de um volume conhecido, de cada amostra líquida, pesar 
inicialmente uma proveta adequada. A seguir, pesar novamente a proveta contendo líquido até seu 
volume máximo. Repetir o procedimento acima, três vezes para cada amostra, tomando sempre o 
MESMO VOLUME da amostra. 
** NÃO SE ESQUEÇA de medir todas as temperaturas das amostras. 
 
2) Anotar os valores obtidos na tabela. 
 
 
Tabela 3 \u2013 Dados obtidos para as amostras líquidas. 
Amostra Massa (g) mmédio 
(g) 
Volume (mL) Vmédio (mL) 
 m1 m2 m3 V1 V2 V3 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 4 \u2013 Cálculo da densidade das amostras líquidas. 
Amostra mmédio (g) Vmédio (mL) d = m/V 
 
 
 
 
 
 
 
3a Parte: Medição Direta 
 
1) Medir a densidade de cada amostra líquida, usando um densímetro (instruções específicas serão 
fornecidas pelo professor). 
 
Confrontar as medidas observadas no laboratório com a literatura e discutir possíveis erros. 
 
 
4 \u2013 BIBLIOGRAFIA 
 
\uf0b7 SILVA, R.R.; BOCCHI, N; ROCHA-FILHO, R.C.; Introdução à Química Experimental, São Paulo, 
McGraw-Hill, 1990. 
\uf0b7 WEAST, R.C; Handbook of Chemistry and Physics, 57a ed., Cleveland, CRC Press, 1976. 
 
 
 
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EXPERIMENTO No 4 
REAÇÕES DE OXI-REDUÇÃO 
 
Objetivo O problema a ser resolvido nesta experiência é o da verificação e comparação da reatividade de 
diferentes metais, decorrentes da tendência de cada espécie em se oxidar ou se reduzir. 
 
Introdução 
 As substâncias, pela sua própria natureza, sempre apresentam uma tendência finita a receber ou 
doar elétrons. Essa força propulsora dirige um grande número de reações químicas. 
 Uma classe de reações químicas, que merece destaque pela sua grande e importante aplicação 
prática é a das reações de oxi-redução. Podemos defini-las como sendo reações onde ocorrem perdas de 
elétrons por uma espécie e conseqüentemente, ganho de elétrons por outra. A espécie que perde elétrons 
sofre oxidação, enquanto que a espécie que ganha elétrons sofre redução. A substância capaz de promover 
a redução de outra é chamada de agente redutor, enquanto que a substância capaz de oxidar outra espécie 
chamada de agente oxidante. 
 Por exemplo, quando uma barra de zinco metálico é colocada em contato com uma solução aquosa 
de sulfato de cobre (CuSO4), conforme mostra a Figura 1, observa-se imediatamente a formação de um 
depósito escuro de cobre metálico sobre a superfície do zinco e o desaparecimento da cor azul 
característica da solução de CuSO4, indicando que