INSPEÇÃO EM TUBULAÇÃO
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INSPEÇÃO EM TUBULAÇÃO


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INSPEÇÃO EM TUBULAÇÃO - UMA ABORDAGEM PRÁTICA
Por: Engº. Mauro Duque de Araújo E Engº. Mário José Teixeira Soares 
Sinopse 
Introdução 
Fases de Implementação 
Caso Prático
Vantagens Observadas 
Conclusão 
Referências Bibliográficas
	1. SINOPSE
As tubulações representam a maior quantidade de equipamentos estáticos nas unidades industriais, sendo responsáveis por grande parte dos prejuízos relativos às paradas operacionais, problemas ambientais e de segurança industrial os quais têm apresentado cada vez mais relevância na competitividade das empresas.
 
A inspeção destes equipamentos têm sido colocada em segundo plano pela maioria das empresas em comparação a outros equipamentos estáticos como caldeiras e vasos de pressão, por serem tratados por normas regulamentadoras ou pelas próprias características construtivas das tubulações que dificultam o planejamento de inspeções (grandes extensões, dificuldade de acesso, etc.).
 
Apresentamos a metodologia utilizada no planejamento de inspeções em sistemas de tubulações de uma unidade industrial, visando disponibilidade e confiabilidade destes equipamentos e redução de custos de manutenção, otimizando estas atividades com foco em análise de riscos: condições de operação e mecanismos de deterioração das mesmas.Nas atuais condições da economia globalizada, liderança de custo e qualidade de produto são aspectos fundamentais para o sucesso das empresas diante da concorrência, principalmente no mercado de "commodities petroquímicas". Neste cenário, o papel da manutenção deixa de ser o de "consertar equipamentos ao menor custo possível" para agregar valor, não só em redução de seus próprios custos fixos, mas também reduzir custos de produção através do aumento da disponibilidade e confiabilidade das instalações e diminuição de produtos não-conformes, além da prevenção de acidentes e conservação do meio-ambiente.
 
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	2 - INTRODUÇÃO
A função manutenção deve assumir uma posição de pró-atividade, buscando eliminar falhas ou se antecipar à ocorrência das mesmas, utilizando-se de ferramentas preditivas e de análise das causas raízes destas falhas. É neste contexto que a inspeção de equipamentos deve atuar, com a utilização de modernas técnicas de análise e métodos de gerenciamento de informações que permitam rapidez na tomada de decisões com o melhor embasamento técnico possível.
 
Infelizmente, muitas empresas têm direcionado seus esforços apenas em "atender" à legislação concernente à inspeção de equipamentos estáticos, perdendo a oportunidade de melhorar a confiabilidade e segurança destes equipamentos. Isto ainda é mais preocupante no caso de tubulações, que ainda não possuem normas que regulamentem a inspeção das mesmas e que, muitas vezes, em função de grandes extensões de linhas, grande número de acessórios e dificuldades de acesso não estão incluídas no plano de inspeção da planta ou, em muitos casos, só estão neste plano linhas e pontos críticos em função de alguns históricos, o que muitas vezes demandam em análises redundantes e não abrangentes.
 
Porém, as tubulações também estão submetidas às mesmas condições operacionais dos demais equipamentos estáticos - pressão, temperatura, fluidos corrosivos ou inflamáveis \u2013 e, portanto, sujeitos aos mesmos mecanismos de deterioração de modo que apresentam a mesma criticidade ou até superior aos demais equipamentos estáticos em relação a perdas operacionais e problemas em relação à segurança industrial e ao meio ambiente (grande parte dos acidentes e perdas operacionais estão associados à falhas em tubulações).
 
Preocupada com este cenário, a UNIPAR Div. Química, demandou à sua parceira de manutenção, a GERMAN Eng. de Manutenção, a necessidade de se estabelecer um novo plano de inspeção das linhas de tubulações, de modo que se pudesse ter o conhecimento da criticidade e mecanismos de deterioração em todas as linhas de sua unidade industrial, bem como estabelecer prioridades de manutenção e do plano de pintura das mesmas.
 
Este trabalho apresenta a metodologia utilizada para a execução de inspeções em sistemas de tubulações em uma unidade industrial visando disponibilidade e confiabilidade destes equipamentos e redução de custos de manutenção, otimizando estas atividades com foco em adequação ao uso e análise de riscos das mesmas.
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	3 - FASES DE IMPLEMENTAÇÃO
3.1. Determinação inicial de todos os sistemas existentes na fábrica
Devem ser verificadas, pela documentação do arquivo técnico da empresa (fluxogramas, P&I´s, isométricos, etc.) e em campo, os diversos sistemas de tubulações de equipamentos utilizando como critérios iniciais: fluidos de processo, condições operacionais, limites físicos, etc.
3.2. Determinação dos modos e conseqüências de falhas
Uma vez identificados os sistemas de tubulações, em função de suas condições operacionais, identificar os principais mecanismos de deterioração inerentes à cada sistema, os DDAs associados e os modos de falha correspondentes, bem como também analisar as conseqüências de eventuais falhas em relação à perdas operacionais, segurança e meio ambiente e custos de reparos.
3.3. Definição de criticidade e priorização do detalhamento de cada sistema
           Em função da análise de riscos, com os dados levantados no item anterior, priorizar os sistemas e as ações, dentro de cada sistema a ser inspecionados.
3.4. Detalhamento dos sistemas
dentificação do sistema: determinação dos limites do sistema e seus equipamentos e tubulação componentes bem como os detalhes relevantes para inspeção e elaboração dos croquis isométricos e levantamento dos dados operacionais reais relevantes e históricos de variação dos mesmos
3.5. Análise de histórico
Pesquisa dos exames e testes executados, manutenções e substituições realizadas, DDAs e falhas registradas, para que seja considerado no planejamento das inspeções do sistema.
3.6. Elaboração do plano de inspeção
Definição dos exames e testes, os locais de aplicação , os procedimentos de execução e as necessidades de apoio para sua execução.
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	4 - CASO PRÁTICO
Analisamos o sistema de preparação de carga da área de produção de noneno (fluido de processo: noneno \u2013 pressão de projeto : 22,4 kgf/cm2 \u2013 Temperatura de projeto: 95 C) detalhando melhor o processo de implementação do plano de inspeção de sistema de tubulações. Foram executadas as seguintes etapas para execução de todo o trabalho:
  Listagem inicial de todos os sistemas existentes na fábrica; 
  Estudo de causas possíveis em função das características de projeto,   operação e histórico de inspeção e manutenção, e DDAs correspondentes 
  Determinação dos modos e conseqüências de falha de cada um dos DDAs possíveis 
  Priorização do detalhamento do sistema em função da conseqüência de falha 
  Detalhamento de cada um dos sistemas: 
  Identificação do sistema: Determinação dos limites do sistema, seus equipamentos e componentes, bem como os detalhes relevantes para inspeção 
  Levantamento de campo de todo o encaminhamento do sistema delimitado, contendo todos os detalhes relevantes para inspeção, inclusive drenos, vent\u2019s, tubulações de pequeno diâmetro, identificação de soldas, etc.. 
  Elaboração do "croqui isométrico", conforme figura 1. 
  Levantamento dos dados operacionais reais relevantes e seu histórico de variação (em função da determinação das causas de deterioração possíveis, foram isoladas as variáveis de processo relevantes para ocorrência e evolução dos DDAs correspondentes, e analisada sua evolução ao longo do tempo) 
  Levantamento do histórico existente 
  Elaboração de plano de inspeção, conforme tabela 1 
  
Tabela 1 - Pré-Planejamento de Inspeção 
  
CAUSA / TIPO DE DETERIORAÇÃO
TÉCNICA DE INSPEÇÃO / PROCEDIMENTO
LOCAIS
OBS
PROJETO / CÁLCULO ESTRUTURAL
PROJETO / MATERIAL INADEQUADO
 
Verificação
 
Geral
Verificação da especificação de tubulação em relação ao exigido pelo código de projeto
MONTAGEM / SOLDAGEM