INSPEÇÃO EM TUBULAÇÃO
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INSPEÇÃO EM TUBULAÇÃO


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mais adequadas. 
  
  as inspeções realizadas, basicamente compostas por exame visual e medição de espessuras, não foram adequadas à detecção de todos os DDAs possíveis, tais como defeitos de soldagem oriundos da fabricação e montagem e trincas de fadiga numa determinada região do sistema 
  
  critério de análise da relevância dos danos aplicado no caso exemplificado foi determinante para identificação das regiões realmente críticas e as conseqüentes necessidades de manutenção. 
  
  foi possível planejar a próxima inspeção prevendo os exames adequados nos locais representativos, o que permitirá o acompanhamento seguro da evolução dos danos internos (alvéolos agrupados) ao mínimo custo de inspeção e obtendo-se um "retrato" fiel do estado físico do sistema (parte correspondente à tubulação 6" P 20003). Este raciocínio, abordado para todas as demais partes componentes do sistema, considerando todas as causas de deterioração possíveis e seus DDAs correspondentes, permite que se obtenha um planejamento de inspeção dinâmico (reavaliado a cada inspeção) e mínimo em termos de custo que permite garantir a uma maior confiabilidade de todo o sistema. 
  
  houve ganho significativo no registro das inspeções, o que gerou uma significativa economia de tempo, pois é elaborado apenas um relatório por sistema ao invés de um para cada isométrico. 
 
TABELA 2 \u2013 COMPARAÇÃO ENTRE MÉTODOS DE 
PLANEJAMENTO DE INSPEÇÕES  
ABORDAGEM TRADICIONAL X ABORDAGEM POR SISTEMAS
  
FASE
TRAD
SIST
VANTAGEM
DESVANTAGEM
Identificação do sistema
 
X
Permite tratar como um equipamento único incluindo tubulações de pequeno diâmetro, as quais normalmente não possuem identificação e nem isométrico, sendo porém responsáveis por grande parte das falhas
Permite visualizar todas as tubulações e equipamentos contidos no sistema e os detalhes relevantes para inspeção ,identificando regiões com "pouca inspeção"
Permite a extrapolação dos resultados da análise dos DDAs e suas causas para outras regiões e/ou equipamentos
Facilita o registro e rastreamento de manutenções realizadas
É necessário um trabalho inicial de identificação do sistema nos documentos existentes e no campo o que representa um custo inicial adicional.
Determinação de possíveis causas
X
X
A abordagem por sistemas facilita muito esta fase já que permite uma visão global dos equipamentos sujeitos as mesmas causas de deterioração provocadas pelos mesmos agentes
A abordagem tradicional, por isométricos, além de muito trabalhosa devido à quantidade de documentos tende a desconsiderar tubulações de pequeno diâmetro e características importantes para avaliação do equipamento tais como drenos, vent\u2019s, suportes. A ausência de visão do sistema impossibilita análises globais sobre as causas de deterioração com a conseqüente perda de eficiência dos planos de inspeção
Estudo que deve ser realizado com a necessária profundidade, e naturalmente com mão de obra especializada (equipe multidiciplinar). Em alguns casos pode representar custo inicial significativo
DDAs possíveis locais prováveis
X
X
Modos de falha
 
X
Definição das técnicas e procedimentos de inspeção aplicáveis (Plano de inspeção)
X
X
Análise de riscos
 
X
Abordagem fundamental para ponderar as necessidades de inspeção, "projetos de alterações e reparos" e planejamento da próxima inspeção, com conseqüente otimização de custos de inspeção e manutenção ,priorização das ações necessárias para atingimento das metas de risco especificadas
Estudo que deve ser realizado com a necessária profundidade, e naturalmente com mão de obra especializada (equipe multidiciplinar). Em alguns casos pode representar custo inicial significativo
Projeto de reparos e modificações para minimização de riscos
 
X
Só é possível quando se conhece os modos de falha e suas conseqüências. Impossível no método tradicional
 
Planejamento da próxima inspeção
X
X
A abordagem baseada em "sistemas" permite o planejamento otimizado e racional, a abordagem tradicional tende a repetir tarefas pré-estabelecidas e não necessariamente efetivas em períodos regulares
 
Relatório
X
X
A abordagem tradicional gera a necessidade de um grande número de relatórios (um para cada tubulação)
Na abordagem por sistemas será gerado um único relatório para todo o sistema, o que permite visões claras sobre o estado físico dos equipamentos e tubulações componentes do sistema e dos riscos associados a cada um deles
 
 
\ufffdTopo\ufffd
 
6 - CONCLUSÕES
 
A metodologia de tratativa da inspeção de tubulação através de abordagem por sistemas mostrou possibilidade de ganhos significativos (tanto econômicos como em confiabilidade e segurança operacional), permitindo um direcionamento dos exames e análises nos pontos críticos das tubulações do sistema em questão e, ao mesmo tempo, uma avaliação representativa do sistema como um todo.
Obviamente, este tipo de trabalho exige esforços no levantamento do maior número de informações possível e no planejamento das ações inerentes ocorrendo que, muitas vezes, em função de uma documentação técnica pobre existente, haja um certo espaço de tempo entre o início da estruturação do plano de inspeção e as inspeções propriamente ditas.
Entretanto, essa metodologia tem comprovado ser extremamente eficaz quando comparada ao planejamento tradicional de inspeções em tubulações, tanto do ponto de vista de confiabilidade operacional de tubulações como também de produtividade das equipes de inspeção e da otimização de recursos de ensaios e análises.
A tabela 2 , permite, de maneira objetiva, comparar as diferentes abordagens, levando-se em conta cada um dos passos básicos do planejamento de inspeções.
 
\ufffdTopo\ufffd
 
	7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Norma API 570 \u2013 "Piping Inspection Code" - 1998
Procedimento Internos - "Inspeção de Equipamentos" - German /2001 
American Society for Metals Handbook \u2013 "Corrosion" - Vol. 13 \u2013\u2013 1987
American Society for Metals Handbook \u2013 "Failure Analysis" - Vol. 11 \u2013\u2013 1986
FONTANA, Mars G. - "Corrosion Engineering" \u2013 Ed. Mc Graw-Hill \u2013 1986 WOLPY, Donald J. \u2013 "How Components Fail" \u2013  American Society for Metals - 1996