Novo CPC Comentado
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DisciplinaIntrodução ao Direito I88.321 materiais534.393 seguidores
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passivo, a autoridade central o encaminhará à 
Advocacia- Geral da União, que requererá em juízo 
a medida solicitada. 
Sem correspondente
Art. 38. A competência das autoridades 
internas para o inicio do procedimento de auxilio 
direto será definida pela lei do Estado requerido, 
salvo previsão diversa em tratado.
Sem correspondente
Art. 39. Compete ao juiz federal, do lugar 
em que deva ser executada a medida, apreciar os 
pedidos de auxilio direto passivo que demandem 
prestação jurisdicional. 
Sem correspondente
Art. 40. Se houver parte interessada, será 
ela citada, para no prazo de quinze dias, manifestar 
sobre o auxilio direto solicitado.
Parágrafo único. Não se aplica o disposto no 
caput se o pedido de auxilio direto demandar ação 
em que haja procedimento especifico. 
Sem correspondente
47Artigos 25 a 41
Art. 41. A cooperação jurídica internacional 
para o reconhecimento e execução de decisões 
estrangeiras será cumprida por meio de carta rogatória 
ou ação de homologação de sentença estrangeira.
§ 1º. A carta rogatória e a ação de 
homologação de sentença estrangeira seguirão o 
regime previsto neste Código.
§ 2º. O procedimento de homologação de 
sentença estrangeira obedecerá ao disposto no 
regimento interno do tribunal competente.
Sem correspondente
ARTIGOS 42 A 46
José Maria Rosa Tesheiner
Disposições gerais sobre competência - competência em razão do valor 
e da matéria - competência funcional 
O Substitutivo repete a regra de que as causas cíveis serão processadas e julgadas 
pelos órgãos jurisdicionais (princípio do monopólio da jurisdição), com ressalva do juízo arbitral, 
voluntariamente instituído.
Também repete a regra de que se determina a competência no momento em que proposta a 
ação, isto é, no dia em que protocolada a petição inicial (art. 287 do Substitutivo).
Como é da tradição de nosso Direito, a determinação da competência em razão da matéria ou 
do valor da causa é estabelecida pelas normas de organização judiciária, se omissa a lei processual.
O Anteprojeto não ressalva os processos de insolvência e as ações concernentes ao estado 
e à capacidade da pessoa, o que permitirá a outorga de competência aos remanescentes pretores 
para julgar ações como a de alimentos, que é considerada ação relativa ao estado da pessoa.
Diz-se funcional a competência que diz respeito a certa fase do processo. Supõe-se, por 
isso, que dois ou mais órgãos judiciários possam atuar no mesmo processo. É o que ocorre nos 
processos em geral, no sistema do duplo grau de jurisdição, em que um órgão é competente para 
processar e julgar a ação no primeiro grau de jurisdição e outro para atuar em grau de recurso. 
A competência funcional é absoluta, mas competência funcional não é sinônimo de competência 
absoluta. Corretamente, o Anteprojeto qualifica como funcional a competência do plenário ou do 
órgão especial do tribunal, na resolução de demandas repetitivas, porque lhe compete apenas 
julgar o incidente, ou seja, a questão comum de direito; as demais questões serão resolvidas pelo 
juiz de cada ação.
Como nos demais casos de decretação da própria incompetência, a remessa dos autos à 
Justiça Federal, em decorrência da intervenção da União ou suas autarquias, empresas públicas e 
fundações de direito público não constitui hipótese de competência funcional, mas de deslocamento 
da competência de um para outro juízo. Não há mais de um órgão competente, em função da fase 
em que se encontra o processo, mas substituição do juiz incompetente pelo competente.
Excetuam-se da competência da Justiça Federal a recuperação judicial, as causas de falência 
e acidente de trabalho; as causas sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho; os casos 
previstos em lei.
Nos termos do art. 46, parágrafo único, o juízo federal não deve suscitar conflito de competência, 
mas simplesmente devolver os autos ao juízo estadual, sendo excluído do processo o ente federal 
cuja intervenção levara este juízo a declinar da competência.
 
49Artigos 42 a 46
 CÓDIGO VIGENTE PROJETO
TÍTULO III
DA COMPETÊNCIA INTERNA
CAPÍTULO I
DA COMPETÊNCIA
Seção I
Disposições gerais
Art. 42 As causas cíveis serão processadas 
e decididas pelos órgãos jurisdicionais nos limites de 
sua competência, ressalvada às partes a faculdade de 
instituir juízo arbitral, na forma da lei.
Art. 86. As causas cíveis serão 
processadas e decididas, ou simplesmente 
decididas, pelos órgãos jurisdicionais, nos limites 
de sua competência, ressalvada às partes a 
faculdade de instituírem juízo arbitral.
 Art. 43. Determina-se a competência no 
momento em que a ação é proposta, sendo irrelevantes 
as modificações do estado de fato ou de direito 
ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem o 
órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
Art. 87. Determina-se a competência 
no momento em que a ação é proposta. São 
irrelevantes as modificações do estado de 
fato ou de direito ocorridas posteriormente, 
salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou 
alterarem a competência em razão da matéria ou 
da hierarquia.
Seção II
Da competência em razão do valor e 
da matéria
Art. 44. A competência em razão do valor e da 
matéria é regida pelas normas de organização judiciária, 
ressalvados os casos expressos neste Código ou em 
legislação especial. 
 
 Art. 91. Regem a competência em razão 
do valor e da matéria as normas de organização 
judiciária, ressalvados os casos expressos 
neste Código.
Art. 92. Compete, porém, exclusivamente 
ao juiz de direito processar e julgar:
I - o processo de insolvência;
II - as ações concernentes ao estado e à 
capacidade da pessoa.
50 José Maria Rosa Tesheiner
Seção III
Da competência funcional
Art. 45. A competência funcional dos juízos 
e tribunais é regida pelas normas da Constituição da 
República e de organização judiciária, assim como, no 
que couber, pelas normas das Constituições dos Estados.
Parágrafo único. É do órgão especial, onde 
houver, ou do tribunal pleno a competência para decidir 
incidente de resolução de demandas repetitivas.
 Da Competência Funcional
Art. 93. Regem a competência dos 
tribunais as normas da Constituição da República 
e de organização judiciária. A competência 
funcional dos juízes de primeiro grau é 
disciplinada neste Código.
 
 
Art. 46. Tramitando o processo perante outro 
juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal 
competente, se nele intervier a União ou suas 
autarquias, agências, empresas públicas e fundações 
de direito público, além dos conselhos de fiscalização 
profissional, na condição de parte ou de terceiro 
interveniente, exceto:
I \u2013 a recuperação judicial, as causas de 
falência e acidente de trabalho; II \u2013 as causas sujeitas 
à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho; III \u2013 os 
casos previstos em lei.
Parágrafo único. Excluído do processo o ente 
federal, cuja presença levara o juízo estadual a declinar 
a competência, deve o juízo federal restituir os autos 
sem suscitar o conflito. 
Art. 99. O foro da Capital do Estado ou 
do Território é competente:
I - para as União for autora, ré ou 
interveniente;
II - para as causas em que o Território for 
autor, réu ou causas em que a interveniente.
Parágrafo único. Correndo o processo 
perante outro juiz, serão os autos remetidos 
ao juiz competente da Capital do Estado ou 
Território, tanto que neles intervenha uma das 
entidades mencionadas neste artigo.
Excetuam-se:
I - o processo de insolvência;
II - os casos previstos em lei.
ARTIGOS 47 A 53
 José Maria Rosa Tesheiner
Da competência territorial
Não há alteração no que diz respeito à regra geral do foro do domicílio do réu como competente 
para as ações pessoais, nem quanto às relativas à pluralidade de domicílios de um réu