Novo CPC Comentado
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nos §§ 1o a 4o, 
devendo sua responsabilização ser apurada pelos 
órgãos de classe respectivos, aos quais o juiz oficiará.
Art. 81. É vedado às partes, aos advogados 
públicos e privados, aos juízes, aos membros do 
Ministério Público e da Defensoria Pública e a 
qualquer pessoa que participe do processo empregar 
expressões injuriosas nos escritos apresentados, 
cabendo ao juiz ou ao tribunal, de ofício ou a 
requerimento do ofendido, mandar riscá-las.
Art. 15. É defeso às partes e seus advogados 
empregar expressões injuriosas nos escritos 
apresentados no processo, cabendo ao juiz, de ofício 
ou a requerimento do ofendido, mandar riscá-las.
Parágrafo único. Quando expressões 
injuriosas forem manifestadas oralmente, o juiz 
advertirá o ofensor de que não as deve usar, sob 
pena de lhe ser cassada a palavra.
Parágrafo único. Quando as expressões 
injuriosas forem proferidas em defesa oral, o juiz 
advertirá o advogado que não as use, sob pena de 
Ihe ser cassada a palavra.
Seção II 
Da responsabilidade das partes 
por dano processual
Seção II
 
Da Responsabilidade das Partes 
por Dano Processual
Art. 82. Responde por perdas e danos 
aquele que pleitear de má-fé como autor, réu ou 
interveniente.
Art. 16. Responde por perdas e danos aquele 
que pleitear de má-fé como autor, réu ou interveniente.
Art. 83. Considera-se litigante de má-fé 
aquele que:
Art. 17. Reputa-se litigante de má-fé aquele que:
I \u2013 deduzir pretensão ou defesa contra texto 
expresso de lei ou fato incontroverso;
I - deduzir pretensão ou defesa contra texto 
expresso de lei ou fato incontroverso;
II \u2013 alterar a verdade dos fatos; II - alterar a verdade dos fatos;
III \u2013 usar do processo para conseguir 
objetivo ilegal;
III - usar do processo para conseguir 
objetivo ilegal;
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IV \u2013 opuser resistência injustificada ao 
andamento do processo;
IV - opuser resistência injustificada ao 
andamento do processo;
V \u2013 proceder de modo temerário em qualquer 
incidente ou ato do processo;
V - proceder de modo temerário em qualquer 
incidente ou ato do processo;
VI \u2013 provocar incidentes manifestamente 
infundados;
Vl - provocar incidentes manifestamente 
infundados.
VII \u2013 interpuser recurso com intuito 
manifestamente protelatório.
VII - interpuser recurso com intuito 
manifestamente protelatório.
Art. 84. O juiz ou tribunal, de ofício ou a 
requerimento, condenará o litigante de má-fé a pagar 
multa que não deverá ser inferior a dois por cento, 
nem superior a dez por cento, do valor corrigido da 
causa e a indenizar a parte contrária dos prejuízos 
que esta sofreu, além de honorários advocatícios e 
de todas as despesas que efetuou.
Art. 18. O juiz ou tribunal, de ofício ou a 
requerimento, condenará o litigante de má-fé a pagar 
multa não excedente a um por cento sobre o valor da 
causa e a indenizar a parte contrária dos prejuízos 
que esta sofreu, mais os honorários advocatícios e 
todas as despesas que efetuou.
§ 1o Quando forem dois ou mais os litigantes 
de má-fé, o juiz condenará cada um na proporção do 
seu respectivo interesse na causa ou solidariamente 
aqueles que se coligaram para lesar a parte contrária.
§ 1o Quando forem dois ou mais os litigantes 
de má-fé, o juiz condenará cada um na proporção do 
seu respectivo interesse na causa, ou solidariamente 
aqueles que se coligaram para lesar a parte contrária.
§ 2o O valor da indenização será desde 
logo fixado pelo juiz, em quantia sobre o valor 
da causa, ou, caso não seja possível mensurá-
la desde logo, liquidada por arbitramento ou pelo 
procedimento comum.
§ 2o O valor da indenização será desde logo 
fixado pelo juiz, em quantia não superior a 20% (vinte 
por cento) sobre o valor da causa, ou liquidado por 
arbitramento.
§ 3o Quando o valor da causa for irrisório 
ou inestimável, a multa referida no caput poderá ser 
fixada em até dez vezes o valor do salário mínimo.
Seção III 
Das despesas, dos honorários 
advocatícios e das multas
Seção III
Das Despesas e das Multas
Art. 85. Salvo as disposições concernentes 
à gratuidade de justiça, cabe às partes prover as 
despesas dos atos que realizarem ou requererem no 
processo, antecipando-lhes o pagamento, desde o 
início até sentença final ou, na execução, até a plena 
satisfação do direito reconhecido no título.
Art. 19. Salvo as disposições concernentes à 
justiça gratuita, cabe às partes prover as despesas 
dos atos que realizam ou requerem no processo, 
antecipando-lhes o pagamento desde o início até 
sentença final; e bem ainda, na execução, até a plena 
satisfação do direito declarado pela sentença.
73Artigos 70 a 111
§ 1o O pagamento de que trata este artigo 
será feito por ocasião de cada ato processual.
Parágrafo único. Incumbe ao autor adiantar 
as despesas relativas a atos cuja realização o juiz 
determinar de ofício ou a requerimento do Ministério 
Público, quando sua intervenção ocorrer como fiscal 
da ordem jurídica.
§ 2o Compete ao autor adiantar as despesas 
relativas a atos, cuja realização o juiz determinar de 
ofício ou a requerimento do Ministério Público.
Art. 86. As despesas abrangem não só 
as custas dos atos do processo, como também a 
indenização de viagem, a remuneração do assistente 
técnico e a diária de testemunha.
Art. 20, § 2º As despesas abrangem não 
só as custas dos atos do processo, como também 
a indenização de viagem, diária de testemunha e 
remuneração do assistente técnico.
Art. 87. A sentença condenará o vencido a 
pagar honorários ao advogado do vencedor.
Art. 20. A sentença condenará o vencido a 
pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os 
honorários advocatícios. Esta verba honorária será 
devida, também, nos casos em que o advogado 
funcionar em causa própria.
§ 1o A verba honorária de que trata o caput 
será devida também no pedido contraposto, no 
cumprimento de sentença, na execução resistida ou 
não e nos recursos interpostos, cumulativamente.
§ 1º O juiz, ao decidir qualquer incidente ou 
recurso, condenará nas despesas o vencido.
§ 2o Os honorários serão fixados entre o 
mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre 
o valor da condenação, do proveito, do benefício 
ou da vantagem econômica obtidos, conforme o 
caso, atendidos:
§ 3º Os honorários serão fixados entre o 
mínimo de dez por cento (10%) e o máximo de 
vinte por cento (20%) sobre o valor da condenação, 
atendidos:
I \u2013 o grau de zelo do profissional; a) o grau de zelo do profissional;
II \u2013 o lugar de prestação do serviço; b) o lugar de prestação do serviço;
III \u2013 a natureza e a importância da causa;
IV \u2013 o trabalho realizado pelo advogado e o 
tempo exigido para o seu serviço.
c) a natureza e importância da causa, o 
trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido 
para o seu serviço.
§ 3o Nas causas em que a Fazenda Pública 
for parte, os honorários serão fixados dentro 
seguintes percentuais, observando os referenciais 
do § 2o:
§ 4o Nas causas de pequeno valor, nas de valor 
inestimável, naquelas em que não houver condenação 
ou for vencida a Fazenda Pública, e nas execuções, 
embargadas ou não, os honorários serão fixados 
consoante apreciação eqüitativa do juiz, atendidas as 
normas das alíneas a, b e c do parágrafo anterior.
I \u2013 mínimo de dez e máximo de vinte por 
cento nas ações de até duzentos salários mínimos;
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II \u2013 mínimo de oito e máximo de dez por 
cento nas ações acima de duzentos até dois mil 
salários mínimos;
III \u2013 mínimo de cinco e máximo de oito por 
cento nas ações acima de dois mil até vinte mil 
salários mínimos;
IV \u2013 mínimo de três e máximo de cinco por 
cento nas ações acima de vinte mil até cem mil 
salários mínimos;
V \u2013 mínimo de um e máximo de três por 
cento nas ações acima de cem mil salários mínimos.
§ 4o Nas causas em que