Novo CPC Comentado
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do art. 323, pois o prazo para defesa (15 dias) será contado da data do referido ato solene, 
consoante prevê o art. 324. Os requisitos que devem constar na publicação estão previstos no 
Substitutivo no art. 244, §2º (art. 236, §1º do CPC vigente), são eles: nomes das partes, de seus 
advogados com os respectivos números de inscrição na OAB, ou se assim o requerido, da 
sociedade de advogados.
Este último requisito referente ao nome da sociedade de advogados é a novidade trazida 
pelo Substitutivo no seu art. 244, §2º, a qual se revela correta, porquanto decorre da inovadora 
possibilidade de intimação da sociedade prevista no caput do mesmo dispositivo.
Ainda no art. 244, o Substitutivo inova ao prescrever no §3º que a retirada dos autos em 
carga implica na intimação do advogado quanto a qualquer decisão nele contida, ainda que 
não publicada. Acerta a Comissão nesta inovação, uma vez que no Código vigente não há previsão 
expressa nesse sentido, embora na prática se proceda desta maneira. Na ausência de órgão oficial 
para a publicação dos atos, dispõe o art. 245 do Substitutivo (art. 237 do CPC vigente) que as 
intimações serão feitas: pessoalmente quando as partes residirem na sede do juízo; ou por carta com 
aviso de recebimento quando forem domiciliados fora do juízo.
A contagem do prazo para interposição de recurso corre da data em que o advogado for 
intimado da decisão, sentença ou acórdão, conforme prescreve o art. 250 do Substitutivo, que repete 
o art. 242. Todavia, dispõe o §1º que consideram-se intimados em audiência, quando nesta for 
publicada a decisão ou a sentença. 
 
141Artigos 229 a 250
CONSIDERAçÕES FINAIS
Consoante pode se depreender da leitura do Substitutivo, especialmente deste Capítulo IV Da 
comunicação dos atos, são muitos as inovações e alterações que referem à prática de atos processuais 
por meio eletrônico, e dentre estas está: a possibilidade da prática de atos processuais por meio de 
videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real; a 
instituição do meio eletrônico como meio preferencial de citação, intimação e transferência de cartas; 
e ainda, a determinação do dever de as empresas públicas e privadas criarem endereço eletrônico 
para o fim específico de receber citação ou intimação.
Todas estas alterações e inovações são reflexos da tendência progressiva de tornar eletrônico 
o processo, tendência esta trazida pela Lei nº 11.419/2006 que disciplina a informatização do 
processo judicial, e sob este intuito vem a favorecer a ideologia basilar do Substitutivo de realização 
de uma tutela jurisdicional adequada, efetiva e tempestiva dos direitos subjetivos postos em causa. 
Indubitavelmente, a determinação de se realizar a citação e a intimação preferencialmente por meio 
eletrônico ensejará maior celeridade, economia e efetividade ao cumprimento da comunicação dos 
aludidos atos processuais e, por essa razão, revela-se acertada.
 
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LIVRO I 
PARTE GERAL
TÍTULO VIII 
DOS ATOS PROCESSUAIS
CAPÍTULO IV 
DAS COMUNICAçÕES DOS ATOS
Seção III 
Das cartas 
PROJETO CÓDIGO VIGENTE
Art. 229. São requisitos essenciais da carta 
de ordem, da carta precatória e da carta rogatória:
I - a indicação dos juízes de origem e de 
cumprimento do ato;
II - o inteiro teor da petição, do despacho judicial 
e do instrumento do mandato conferido ao advogado;
III - a menção do ato processual que lhe 
constitui o objeto;
IV - o encerramento com a assinatura do juiz.
§ 1º O juiz mandará trasladar na carta quaisquer 
outras peças, bem como instruí-la com mapa, desenho 
ou gráfico, sempre que esses documentos devam ser 
examinados, na diligência, pelas partes, pelos peritos 
ou pelas testemunhas.
§ 2º Quando o objeto da carta for exame 
pericial sobre documento, este será remetido em 
original, ficando nos autos reprodução fotográfica.
Art. 202. São requisitos essenciais da carta 
de ordem, da carta precatória e da carta rogatória:
I - a indicação dos juízes de origem e de 
cumprimento do ato;
II - o inteiro teor da petição, do despacho judicial 
e do instrumento do mandato conferido ao advogado;
III - a menção do ato processual, que Ihe 
constitui o objeto;
IV - o encerramento com a assinatura do juiz.
§ 1º O juiz mandará trasladar, na carta, 
quaisquer outras peças, bem como instruí-
la com mapa, desenho ou gráfico, sempre 
que estes documentos devam ser examinados, na 
diligência, pelas partes, peritos ou testemunhas.
§ 2º Quando o objeto da carta for exame 
pericial sobre documento, este será remetido em 
original, ficando nos autos reprodução fotográfica.
§ 3º As cartas de ordem, precatória e 
rogatória deverão, preferencialmente, ser expedidas 
por meio eletrônico, caso em que a assinatura do juiz 
deverá ser eletrônica, na forma da lei.
§ 3º A carta de ordem, carta precatória 
ou carta rogatória pode ser expedida por meio 
eletrônico, situação em que a assinatura do juiz 
deverá ser eletrônica, na forma da lei.
Art. 230. Em todas as cartas declarará o 
juiz o prazo dentro do qual deverão ser cumpridas, 
atendendo à facilidade das comunicações e à 
natureza da diligência.
Art. 203. Em todas as cartas declarará o 
juiz o prazo dentro do qual deverão ser cumpridas, 
atendendo à facilidade das comunicações e à 
natureza da diligência.
143Artigos 229 a 250
Art. 231. A carta tem caráter itinerante; antes 
ou depois de lhe ser ordenado o cumprimento, poderá 
ser apresentada a juízo diverso do que dela consta, a 
fim de se praticar o ato.
Art. 204. A carta tem caráter itinerante; antes 
ou depois de lhe ser ordenado o cumprimento, 
poderá ser apresentada a juízo diverso do que dela 
consta, a fim de se praticar o ato.
Art. 232. Havendo urgência, serão 
transmitidas a carta de ordem e a carta precatória por 
qualquer meio eletrônico ou por telegrama.
Art. 205. Havendo urgência, transmitir-
se-ão a carta de ordem e a carta precatória por 
telegrama, radiograma ou telefone.
Art. 233. A carta de ordem e a carta 
precatória por meio de correio eletrônico, por 
telefone ou por telegrama conterão, em resumo 
substancial, os requisitos mencionados no art. 
219, especialmente no que se refere à aferição 
da autenticidade.
Art. 206. A carta de ordem e a carta precatória, 
por telegrama ou radiograma, conterão, em resumo 
substancial, os requisitos mencionados no art. 202, 
bem como a declaração, pela agência expedidora, 
de estar reconhecida a assinatura do juiz.
Art. 234. O secretário do tribunal ou o 
escrivão do juízo deprecante transmitirá, por telefone, 
a carta de ordem ou a carta precatória ao juízo em 
que houver de cumprir-se o ato, por intermédio do 
escrivão do primeiro ofício da primeira vara, se 
houver na comarca mais de um ofício ou de uma 
vara, observando-se, quanto aos requisitos, o 
disposto no art. 233.
§ 1º O escrivão, no mesmo dia ou no dia 
útil imediato, telefonará ou enviará mensagem 
eletrônica ao secretário do tribunal ou ao escrivão 
do juízo deprecante, lendo-lhe os termos da carta e 
solicitando-lhe que os confirme.
§ 2º Sendo confirmada, o escrivão submeterá 
a carta a despacho.
Art. 207. O secretário do tribunal ou o 
escrivão do juízo deprecante transmitirá, por 
telefone, a carta de ordem, ou a carta precatória 
ao juízo, em que houver de cumprir-se o ato, por 
intermédio do escrivão do primeiro ofício da primeira 
vara, se houver na comarca mais de um ofício ou 
de uma vara, observando, quanto aos requisitos, o 
disposto no artigo antecedente.
§ 1º O escrivão, no mesmo dia ou no dia útil 
imediato, telefonará ao secretário do tribunal ou ao 
escrivão do juízo deprecante, lendo-lhe os termos da 
carta e solicitando-lhe que lhe confirme.
§ 2º Sendo confirmada, o escrivão submeterá 
a carta a despacho.