Jornalismo de Rádio_Milton_Jung
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Jornalismo de Rádio_Milton_Jung


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Milton Jung 
 
Jornalismo de rádio 
 
 
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Jornalismo de rádio 
 
 
Presente em 96% do território nacional, feito que nenhum outro meio de 
comunicação consegue equiparar, com um público de noventa milhões de 
ouvintes, o rádio hoje atinge todas as camadas da sociedade, desde as grandes 
metrópoles até os locais mais afastados e ermos do país. Com tamanha 
abrangência, fica fácil entender a importância do jornalismo de rádio, que tem 
como característica a agilidade em transmitir o fato, tão logo ele acontece. 
Nesse processo todos estão envolvidos: editor, repórter, locutor e, 
especialmente, o ouvinte, que liga para a rádio fornecendo preciosas 
informações. É precisamente nesse ponto que surge o dilema: divulgar a 
notícia, garantindo o "furo" de reportagem, ou proceder a uma apuração 
cuidadosa, verificando a autenticidade da informação? Muitas vezes, o 
profissional dispõe de apenas alguns minutos para decidir. Com um texto 
agradável, o autor nos leva para um passeio. 
 
 
 
Jornalismo de rádio 
COLEÇÃO COMUNICAÇÃO 
Coordenação \u2014 Luciana Pinsky 
A arte de escrever bem Dad Squarisi e Arlete Salvador 
A arte de fazer um jornal diário Ricardo Noblat 
Assessoria de imprensa Maristela Mafei 
Jornalismo científico Fabíola de Oliveira 
Jornalismo cultural Daniel Piza 
Jornalismo de rádio Milton Jung 
Jornalismo de revista Marília Scalzo 
Jornalismo de TV Luciana Bistane e Luciane Bacellar 
Jornalismo digital Pollyana Ferrari 
Jornalismo econômico Suely Caldas 
Jornalismo esportivo Paulo Vinícius Coelho 
Jornalismo internacional João Batista Natali 
Jornalismo investigativo Leandro Fortes 
Jornalismo político Franklin Martins 
Teoria do jornalismo Felipe Pena 
 
Jornalismo de rádio 
Milton Jung 
Copyright(c) 2004 Milton Jung 
Todos os direitos desta edição reservados à Editora Contexto (Editora Pinsky Ltda.) 
Diagramação: Gustavo S. Vilas Boas Preparação de originais: Luciana Salgado Projeto de capa: 
Marcelo Mandruca Montagem de capa: Antonio Kehl 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) 
Jung, Milton 
 Jornalismo de rádio / Milton Jung. 2. ed. \u2014 São Paulo : Contexto, 2005. \u2014 (Coleção Comunicação) 
Bibliografia. 
ISBN 85-7244-281-2 
 1. Rádio \u2014 Brasil \u2014 História 2. Jornalismo - Brasil 3. Radiojornalismo \u2014 Brasil I. Título. II. Série. 
04-6974 CDD-070.194 
índices para catálogo sistemático: 1. Jornalismo de rádio 070.194 2. Radiojornalismo 070.194 
 EDITORA CONTEXTO Diretor editorial: Jaime Pinsky 
Rua Acopiara, 199\u2014 Alto da Lapa 
05083-110-São Paulo-SP PABX: (11) 3832 5838 contexto@editoracontexto.com.br 
www.editoracontexto.com.br 
2005 
 
 
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO 
Um velho desconhecido 
Memória de elefante 
 
CAPÍTULO I 
História do rádio 
O lápis vermelho de Roquette-Pinto 
Primeira na audiência 
Símbolo da modernidade 
Padre e bruxo 
Fez-se o som 
Nossos comerciais, por favor 
Cantando para faturar 
Nas ondas do comercial 
Testemunha ocular 
Falando do jornal falado 
Informação, em todos os tempos 
O rádio-repórter 
Caiu na rede 
Notícias 24 horas 
Rádio toca notícia 
 
CAPÍTULO II 
Rádio em cena 
Engano lamentável 
Golpe na credibilidade 
Palanque eletrônico 
Use camisinha 
Questão de fé 
Católicos em rede 
Levante as mãos para o céu 
 
CAPÍTULO III 
Rádio moderno 
Do poste ao computador 
Nova interação 
Cadê você? 
 
 
De olho no rádio 
Pé no chão e transistor no ouvido 
Em busca do acesso 
 
CAPÍTULO IV 
Rádioética 
Placa de acrílico 
Conflito de interesses 
Vendendo credibilidade 
Escravo de dois senhores 
Do galinheiro à rapinagem 
 
CAPÍTULO V 
Rádio-padrão 
Bebendo da mesma fonte 
Agenda selecionada 1 
Jornalismo entre aspas 
Da imparcialidade à mentira 
Agilidade e precisão 
Reportagem, a alma do negócio 
Uma boa notícia 
Da gilete ao computador 
Voz e fala 
Expressividade e sedução 
Gogó aquecido 
Tem boi na linha 
Lendas e batalhas 
Bom dia para cartucho 
Jogando em outro campo 
De bom humor 
 
CAPÍTULO VI 
Um caso do rádio 
O dia que não acabou 
Mais um dia de trabalho 
Fogo no ar 
Deu no rádio 
Todos falam 
 
 
Agenda em punho 
Substituição na equipe 
Pauta em aberto 
Hora certa 
Cobertura contaminada 
Última palavra 
 
Rádiobiografia 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
 
 
 
 Sete da manhã. O telefone toca na redação de uma rádio brasileira. 
Ninguém atende. 
 Um acidente na principal rodovia de acesso à capital interrompe o 
trânsito. 
\u2014 Desloca o helicóptero para lá. O telefone volta a tocar. 
 Na Zona Sul, a polícia ameaça entrar no prédio ocupado por famílias 
sem-teto. 
\u2014 Manda o repórter que iria cobrir a chegada do ministro no aeroporto. 
Mais uma vez, insistentemente, o telefone. 
\u2014 Deixa tocar. 
Tentativa de fuga em um distrito policial. É na Zona Norte. 
\u2014 Cadê o repórter das sete que ainda não apareceu? 
 O toque do telefone é irritante, atrapalha a concentração do redator, 
que precisa terminar o texto do noticiário. 
Brasília avisa que a reunião ministerial vai começar mais cedo. 
\u2014 É muita gente para entrevistar, precisa de duas equipes por lá. O 
barulho do telefone ainda incomoda. O editor passa correndo ao lado. Não dá 
tempo de atender. Tem que entregar o cartucho com o destaque que entrará 
no ar dali a pouco. Do estúdio, vem um chamado: 
\u2014 Já confirmaram onde será a reunião dos líderes dos partidos? Quase 
não dá para ouvir a pergunta. O telefone atrapalha. Da central técnica, o aviso: 
\u2014 Rio já gravou, e Minas, também. 
 O grito se mistura ao som do telefone. Alguém, finalmente, tem a idéia 
genial: Tira o fone do gancho! 
 Problema resolvido. O telefone pára de tocar. Ninguém mais precisa 
atender a ligação. Afinal, todos têm mais com que se preocupar. Deveria ser 
apenas um ouvinte reclamando que, desde cedo, está sintonizado na rádio, 
mas até agora não conseguiu a única informação que realmente lhe 
interessava: a previsão do tempo. É sempre assim, dão-se todas as notícias e 
ainda aparece alguém para dizer que falta alguma coisa: 
\u2014 Rádio é bom, o que estraga é o ouvinte. 
 
 
 A cena descrita acima não é obra de ficção. A notícia não espera 
acontecer. Não marca hora. Está prestes a surgir, sem pedir licença. E na 
dinâmica da redação, é preciso se multiplicar para cobrir todos os fatos. O 
tempo é curto. Ninguém consegue parar a máquina. Lembra Tempos 
Modernos, de Charles Chaplin. Nessa fábrica, os operários são jornalistas, seres 
humanos \u2014 até que provem o contrário. Na linha de montagem tem 
computadores sobre as mesas; na central técnica, gravadores e fios; além de 
centenas de pequenos botões sobre a mesa de som. Tudo e todos mobilizados 
para uma só finalidade, transformar fatos em notícia.