2.5 Curso de Direito Financeiro - Lobo Torres
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gressam nas suas cogitações, posto que não se prendem exclusivamen­
te à abordagem empírica ou científica, transitando antes pelo campo 
da ética e da filosofia social. Também são objeto da pesquisa interdis- 
ciplinar os sistemas de tributação e de discriminação de rendas, bem 
como os princípios gerais decorrentes da ideia de justiça, segurança ou 
utilidade.
5.6. Psicologia
A Psicologia Financeira é um ramo de estudo que vem ganhando 
importância nos últimos anos. Há certas resistências psicológicas ao 
pagamento dos impostos, algumas das quais se transformam em mani­
festações alérgicas e problemas de pele, que devem ser objeto de aná­
lise científica para permitir que melhore o relacionamento Fisco/Con- 
tribuinte.
5.7. História
Importantíssimo é o relacionamento entre o Direito Financeiro e 
a História do Direito, especialmente a do Direito Constitucional.
Sabendo-se que o Direito Financeiro apresenta o seu grau de his- 
toricidade, não se pode deixar de considerar, na elaboração de sua 
Teoria, a História do desenvolvimento do federalismo fiscal, dos siste­
mas dos diversos tributos, das relações internacionais fiscais, dos direi­
tos fundamentais e da função da propriedade privada.
Nem a História das Ideias Políticas (ou História do Pensamento 
Constitucional), pela função crítica que exerce, pode ser esquecida. O 
balanço e a avaliação do positivismo na cultura brasileira, por exem-
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pio, objeto de vários estudos nos últimos anos, fornece subsídios ines­
timáveis para a apreciação do papel do positivismo na Teoria do Direi­
to Financeiro elaborada no decurso deste século, mero detallhe da­
quela tendência global.
Relevante igualmente a história econômica, pois os aspectos fi­
nanceiros para a grandeza das nações tem sido objeto de finas análises. 
Da mesma forma, a história do pensamento econômico, tendo em 
vista que algumas das ideias financeiras mais brilhantes elaboraram- 
nas os economistas.
Finalmente, as grandes etapas da história das finanças públicas 
devem ser levadas consideração: o patrimonialismo, o absolutismo, o 
cameralismo e o liberalismo.
6. A CODIFICAÇÃO
O Direito Financeiro é pouco codificado. Compõe-se, em sua 
maior parte, de legislação casuística e pulverizada. As leis que regulam 
a despesa, o crédito e o patrimônio são esparsas e incoerentes, e só nos 
últimos anos passam a ser objeto de preocupação do legislador pela 
sua modernização.
A exceção é o Direito Tributário. O nosso Código Tributário Na­
cional, aprovado pela Lei 5.172, de 25.10.66, com a denominação 
inicial de Sistema Tributário Nacional, teve o seu nome definitivo fi­
xado pelo art. 7a da Lei Complementar n& 36, de 13.3.67. Obra de 
grande mérito, embora já careça de modificações, o Código Tributário 
Nacional serviu de divisor de águas no estudo do Direito Financeiro no 
Brasil. Na Alemanha o Código Tributário surgiu em 1919 (Reichsabga- 
benordnung, depois Abgabenordnung), pelo trabalho do jurista Enno 
Becker, e foi reformado em 1977 (Abgabenordnung, 77), tendo exer­
cido grande influência sobre todas as codificações posteriores, inclusi­
ve a nossa. Importante também é a Ley General Tributaria da Espa­
nha, de 2003. Trabalho relevante pela influência que projetou sobre as 
codificações futuras foi o Modelo de Código Tributário para a Améri­
ca Latina.
O Direito Tributário brasileiro conhece ainda diversas consolida­
ções. As leis formais dos impostos mais importantes (IR, IPI, ICM S, 
ISS etc.) são consolidadas por decreto, criando-se os regulamentos 
(RIR, RI PI, RICMS, RISS etc.), com as normas complementares aos 
diversos dispositivos legais.
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NOTAS COMPLEMENTARES
I - Bibliografia
a) Obras Gerais: BALEEIRO, Aiiomar. Direito Tributário Brasileiro. Atualizado por
Misabel Abreu Machado Derzi. Rio de Janeiro: Forense, 2006; BECKER, Alfredo Au­
gusto. Teoria Geral do Direito Tributário. São Paulo: LEJUS, 2007; BERLIRI, Antonio. 
Princípios de Derecho Tributário. Madrid: Ed. Derecho Financiero, 1971; FALCÃO, 
Amilcar de Araújo. Introdução ao Direito Tributário. Rio de Janeiro: Forense, 1987; 
GENY, François. \u201cO Particularismo no Direito Fiscal\u201d . Revista de Direito Administra­
tivo 20: 6-31, 1950; GIANNINI, Achille Donato. Istituzioni di Diritto Tributário. Mi- 
lano: Giuffré, 1956; GIULIANI FONROUGE, Carlos M. Derecho Financiero. Buenos 
Aires: Depalma, 1993; GRIZIOTTI, Benvenuto. Princípios de Ciência de las Finanzas. 
Buenos Aires: Depalma, 1949; JARACH, Dino. Curso Superior de Derecho Tributário. 
Buenos Aires: Liceo Professional Cima, 1957; M ARTINS, Ives Gandra da Silva 
(coord.). Comentários ao Código Tributário Nacional. São Paulo: Saraiva, 2006, 2 v.; 
MYRBACH-RHEINFELD, Franz Von. Précis de Droit Financier. Paris: V Giard & E. 
Brière, 1910; PAULICK, Heinz. Lehrbuck des allgemeinen Steuerrechts. Kõln: Carí 
Haymanns, 1977; SAMPAIO DÓRIA, Antonio Roberto. Elisão e Evasão Fiscal. São 
Paulo: José Bushatsky, 1977; SAINZ DE BUJANDA, Fernando. Sistema de Derecho 
Financiero. Madrid: Facultad de Derecho de la Universidad Complutense, 1977; TIP- 
KE, Klaus/LANG, J. Steuerrecht. 20a ed. Kõln: O. Schmidt, 2009; TORRES, Ricardo 
Lobo. Tratado de Direito Constitucional Financeiro e Tributário V 1 Constituição Fi­
nanceira, Sistema Tributário e Estado Fiscal. Rio de Janeiro: Renovar, 2009; TROTA- 
BAS, Louis. \u201cEnsaio sobre o Direito Fiscal\u201d . Reinsta de Direito Administrativo 26: 34- 
59, 1951;-------- . Finances Publiques. Paris: Dalloz, 1969.
b) Obras didáticas: AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. São Paulo: Sarai­
va, 2009; BASTOS, Celso. Curso de Direito Financeiro e de Direito Tributário. São 
Paulo: Saraiva, 2002; CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. São 
Paulo: Saraiva, 2009; COELHO, Sacha Calmon Navarro. Curso de Direito Tributário 
Brasileiro. Rio de Janeiro: Forense, 2009; MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direi­
to Tributário. Rio de Janeiro: Malheiros, 2009; MORAES, Bernardo Ribeiro de. Com- 
pêndio de Direito Tributário. Rio de Janeiro: Forense, 1999; NOGUEIRA, Ruy Barbosa. 
Curso de Direito Tributário. São Paulo: Saraiva, 1999; ROSA JR., Luis Emygdio. M a­
nual de Direito Financeiro e Direito Tributário. Rio de Janeiro: Renovar, 2007; SAINZ 
DE BUJANDA, Fernando. Lecciones de Derecho Financiero. Madrid: Facultad de Dere­
cho de la Universidad Complutense, 1982; SOUZA, Rubens Gomes de. Compêndio de 
Legislação Tributária. Rio de Janeiro: Ed, Financeiras, s/d.
c) Periódicos especializados: CIVITAS \u2014 Revista Espanola de Derecho Financiero. Ma­
drid: Ed. Civitàs; National Tax Journal. Cambridge: National Tax Association; Resenha 
Tributária. Rio de Janeiro: ABDF; Revista Dialética de Direito Tributário. São Paulo (a 
partir de 1995); Revista de Direito Tributário. São Paulo: Ed. Revista dos Tribunais (até 
1991, n2 58) e Malheiros Editores (a partir do na 59); Revista de Finanças Públicas, Rio 
de Janeiro; Revista de Derecho Financiero y de Hacienda Publica. Madrid: Ed. Derecho 
Financiero; Revista dos Tribunais. Cadernos de Direito Tributário e Finanças Públicas 
(de 1992 a 1999). Passou a se chamar Revista THbutária e de Finanças Públicas a partir 
de janeiro de 2000 (na 30). São Paulo: Ed. Revista dos Tribunais; Rivista di Diritto 
Finanziario e Scienza delle Finanze. Milano: Giuffrè. Fundada em 1937 teve a sua pu-
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blicaçao interrompida entre 1943 e 1949; Steuer und Wirtschaft. Kõln: O. Schmidt. 
In ic io u -se em 1922 (nova série em 1971). Dirigida por J. LANG. Trimestral.
d) Repertórios de jurisprudência e legislação: Revista Trimestral de Jurisprudência do 
Suprem o Tribunal Federal. Brasília: Imprensa Nacional ( até v. 177(1), de julho de 
2001) e Brasília Jurídica ( a partir do v. 177 (2), de agosto de 2001 até v. 196 (1), de 
abril de 2006, quando se transformou em revista digital); ADCOAS; COAD; IOB; 
Internet: www.stf.jus.br e www.stj.jus.br.
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