Telejornalismo da TV Digital
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Telejornalismo da TV Digital


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De acordo com os protótipos 
analisados e com a experiência que se desenha na web, 
os mecanismos de interatividade e colaboração parecem 
81 Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 
2007, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Esta-
tística. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/. Acesso em: 
22 de janeiro de 2009.
satisfazer tanto a vontade do brasileiro de, a todo custo, 
fazer-se presente e ser visto, como das próprias emissoras 
que vão gerar novas receitas, atrair e fidelizar audiências.
No telejornalismo, ao pensar em colaboração, 
considera-se a importância da incorporação de outras 
vozes ao discurso, o que sugere novos olhares, novas 
interpretações. Já os recursos complementares convertidos 
em dispositivos interativos somados à postura pró-ativa 
dos usuários podem tanto suprir uma natureza, às vezes, 
superficial de algumas matérias, como reaproveitar o 
material que seria descartado. 
Alicerçado nas potencialidades do sistema, a 
provocação, agora, consiste em fugir do que vem se 
firmando como \u201cconvencional\u201d e adotar uma interface 
com serviços simples e funcionais que tenham a \u201ccara\u201d do 
Brasil. As redes de TV deverão reorganizar-se, para gerar 
novos produtos, com uma nova lógica de fruição e sentido, 
pautando-se sempre nos pressupostos defendidos pelo 
Sistema Brasileiro de TV Digital.
É importante levar em conta que, mesmo passando 
por transformações, com roteiro e narrativa inovadores, 
o telejornalismo terá que conservar suas estratégias 
de comunicabilidade. Em outras palavras, ainda que as 
informações não se apresentem nas bases estruturais dos 
telejornais analógicos atuais, a sua função não pode ser 
transgredida: a de representação e construção de parte 
da realidade. Por isso, fruto de colaboração ou não, as 
matérias veiculadas desses jornais terão que passar por 
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filtro, já que a quantidade não evidencia, necessariamente, 
qualidade.
Para finalizar, o intuito desta obra é iniciar inquietações 
nos leitores e futuros consumidores de interatividade na 
televisão digital não só no que diz respeito as ruptura 
dos modos de se fazer jornalismo, mas atentar para a 
necessidade de se realizar estudos propositivos nos cursos 
de comunicação, buscando tanto uma fundamentação 
teórica consistente como pesquisas de caráter aplicado, 
sobretudo nessa fase inaugural da TV digital, que sequer 
foi incorporada pelas ementas curriculares. Esse fim é só 
o começo...
 
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