apostila_de_exerccio_custeio_varivel_e_preo_de_venda
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DisciplinaContabilidade e Análise de Custos712 materiais2.431 seguidores
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relaciona as seguintes vantagens na utilização da Margem de 
Contribuição. 
a) Os índices de margem de contribuição podem auxiliar a administração a decidir sobre quais produtos 
devem merecer maior ou menor esforço de vendas; 
b) As margens de contribuição são essenciais às decisões de se abandonar ou não uma linha de produto; 
c) As margens de contribuição podem ser usadas para avaliação de alternativas de preços de vendas; 
d) Quando se concorda quanto aos lucros desejados, pode-se avaliar prontamente seu realismo pelo 
cálculo do número de unidades a vender para conseguir os lucros desejados; 
e) A abordagem da contribuição fornece dados para se decidir sobre como utilizar um determinado 
grupo de recursos limitados da maneira mais lucrativa; 
f) A abordagem da contribuição é útil nos casos em que os preços de venda estão firmemente 
estabelecidos no ramo, porque o problema principal da empresa é quanto ela se pode permitir em 
matéria de custos variáveis e o volume que se pode obter; 
g) A utilização do custeio variável permite compreender a relação entre custos, volume, preços e lucros 
e, portanto, leva a decisões mais sábias sobre preços. 
 
Os diversos conceitos ou vantagens apresentadas pelos renomados escritores citados, deixa claro que o 
estudo da margem de contribuição é uma derivada dos conceitos do custeio variável, ou seja, a margem de 
 
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contribuição é um das vantagens que encontramos na utilização do custeio variável em relação ao custeio por 
absorção. 
Veremos a seguir, um exemplo onde a margem de contribuição auxilia na tomada de decisão sobre cortar 
ou não um produto da linha de vendas da empresa e a seguir a decisão sobre qual o melhor mix de produção em caso 
de limitação na capacidade de produção. 
Exemplo De Utilização Do Conceito De Margem De Contribuição 
 
A empresa \u201cRateada S/A\u201d trabalhava com três produtos distintos: produto A, produto B e produto C. 
O desempenho dos produtos no período findo em 31/12/x foi o seguinte, no que se refere aos custos e 
receitas: 
Produto Receita $ Custo Total 
$ 
Lucro $ Custos 
Variáveis $ 
Custos Fixos 
Rateados $ 
A 260.000 187.500 72.500 150.000 37.500 
B 220.000 250.000 (30.000) 200.000 50.000 
C 140.000 62.500 77.500 50.000 12.500 
 620.000 500.000 120.000 400.000 100.000 
 
Informações Adicionais: 
Não existem estoques iniciais e finais. 
Foram Produzidas e vendidas: 
 10.000 unidades de A 
 7.500 unidades de B 
 2.500 unidades de C 
A capacidade máxima de produção da empresa, medida em horas de mão-de-obra direta, foi totalmente 
utilizada e não ultrapassa 150.000 horas anuais. 
Não existem problemas de mercado no que se refere a vender o produto isoladamente ou em conjunto 
(problema de imagem). As quantidades máximas que o mercado absorveria de cada produto são: A, 12.000; B, 9.500; 
C, 3.000. 
 Uma unidade de A demora 5 horas para ser produzida. 
 Uma unidade de B demora 2 horas para ser produzida. 
 Uma unidade de C demora 34 horas para ser produzida. 
Os custos fixos são alocados aos produtos na base do valor da matéria prima, mais mão-de-obra direta, 
mais outros custos variáveis incorridos para cada produto. 
Aceitando as informações da contabilidade e utilizando o critério de absorção, seríamos levados a cortar 
o produto \u201cB\u201d, por apresentar prejuízo. 
 
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Entretanto, vamos apenas fazer uma listagem dos produtos em ordem decrescente de desempenho, 
segundo o custeio por absorção. 
 1.o - Produto C 
 2.o - Produto A 
 3.o - Produto B 
 
A abordagem do custeamento variável puro analisaria os dados de maneira diferente, senão vejamos: 
Produto Receita $ Custos Variáveis 
$ 
Margem De 
Contribuição $ 
A 
B 
C 
 
(-) Custos fixos 
(=) Lucro Líquido 
O \u201cranking\u201d dos produtos seria o seguinte: 
 1.
o
 - Produto A 
 2.
o
 - Produto C 
 3.
o
 - Produto B 
 
AFINAL QUEM ESTARÁ CERTO? 
 
Não estamos, ainda em condições de dizer quem está absolutamente certo. Apenas, o critério utilizado 
em segundo lugar é menos enganoso, no sentido de uma decisão do tipo: \u201cqual produto cortar\u201d, pois demonstra 
claramente que os três produtos apresentam uma margem de contribuição positiva para a cobertura dos custos fixos. 
Se deixarmos de vender qualquer um deles, nem por isso os custos fixos baixarão (em alguns casos isto pode ocorrer, 
todavia preferimos utilizar a definição simples de custo fixo). Entretanto, se com base na tabela efetuada pelo 
processo tradicional resolvemos eliminar o produto \u201cB\u201d, os efeitos líquidos da decisão, na premissa do caso serão: 
 
Margem de contribuição de A 
Margem de contribuição de C 
 
(-) Custos Fixos 
(=) Lucro líquido 
 
O Lucro Líquido diminuiu após deixarmos de vender o produto \u201cB\u201d. Portanto, mesmo que 
conseguíssemos evitar alguma parcela de custo fixo, provavelmente seria menor do que $ 20.000. 
A solução dada pelo custeamento variável puro é melhor do que a fornecida pelo custeamento por 
absorção puro, pelo fato de ter chamado a atenção para a circunstância de que enquanto um produto tiver uma 
margem de contribuição positiva (maior que a economia de despesas fixas que eventualmente obteríamos retirando o 
produto de linha), vale a pena continuarmos oferecendo o produto. 
 
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Entretanto, não estamos certos, ainda, de que tenhamos escolhido o melhor \u201cmix\u201d, ou a melhor 
combinação de produtos. 
O conceito de margem de contribuição total ou unitária tem suas vantagens, mas precisa estar acoplado a 
outro conceito: o fator limitativo de capacidade. 
Procurar o produto que tem maior margem não é, muitas vezes, suficiente. Precisamos investir insumos 
no produto que apresente a melhor margem por fator limitativo de capacidade. 
Neste aspecto, o que vai interessar, no caso, é a margem de contribuição por hora de cada produto, já que 
horas-homem é o nosso fator limitativo. 
 
Produto Margem de Contribuição 
Unitária $ 
Margem de Contribuição 
por Hora $ 
A 
B 
C 
 
Pela margem de contribuição unitária, isto é, dividindo-se a margem de contribuição total pelo número 
de unidades vendidas, o \u201cranking\u201d é o seguinte: 
 1.o - Produto C 
 2.o - Produto A 
 3.o - Produto B 
 
A colocação é igual, no caso, à do conceito de lucro total por absorção. 
A análise pela margem de contribuição unitária ainda pode levar-nos a erro, pois podemos ter um 
produto que apresente grande contribuição ao lucro total, mas baixa margem unitária. 
QUAL O MELHOR PRODUTO? 
A margem de contribuição por fator limitativo da capacidade dá sempre a resposta certa ao nosso 
problema. 
Interessa produzir e vender (desde que haja condições de mercado) o produto no qual ganhamos mais 
para cada unidade de fator limitativo empregado. O fator escasso, no caso, são horas (poderia ser matéria-prima em 
outro caso etc.); logo dentro daquilo que o mercado nos permite, deveríamos produzir o produto que melhor aproveite 
o fator limitado. 
Pela margem de contribuição por hora (obtida dividindo-se o valor da margem de contribuição total pelo 
produto entre unidades e número de horas para produzir uma unidade), o melhor \u201cranking\u201d final é o seguinte: 
 1.o - Produto A 
 2.o - Produto B 
 3.o - Produto C 
O exemplo, dramatizado em seus contornos, é claro, foi de uma evidência espetacular sobre os enganos 
que podemos cometer se utilizarmos qualquer critério que não seja o de fator limitativo de capacidade. 
Analisemos (dentro das hipóteses simplificadas de mercado admitidas) a composição ótima (a que 
maximiza o lucro) para a empresa: Teríamos de produzir o máximo do produto \u201cA\u201d que no mercado possa absorver. 
(em seguida , de \u201cB\u201d e o que sobrar
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