DIREITO TRIBUTÁRIO I
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DIREITO TRIBUTÁRIO I


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O aspecto pessoal está relacionado com os sujeitos ativo e passivo da relação obrigacional, 
isto é, trata-se dos sujeitos que integrarão a relação jurídico-tributária prevista no consequente 
da regra-matriz de incidência tributária. 
No caso do imposto sobre a renda, nos termos do artigo 150, inciso III da Constituição da 
República, o sujeito ativo (credor da obrigação) é a União, sendo a Secretaria da Receita 
Federal o órgão responsável pela arrecadação e fiscalização do tributo. 
Por outro lado, o sujeito passivo é a pessoa física e/ou jurídica que aufere a renda ou 
proventos de qualquer natureza. 
Importante ressaltar que, no caso de imposto de renda retido na fonte, a fonte pagadora 
funciona como responsável tributário para promover a retenção do tributo e o respectivo 
recolhimento, conforme dispõe o parágrafo único do artigo 45 do Código Tributário Nacional, 
ficando obrigada a pagar o respectivo tributo com recursos próprios no caso de reter o tributo 
do contribuinte e não repassar ao ente político tributante. 
 
B3: Critério Quantitativo 
O aspecto quantitativo encontra-se localizado no consequente da Regra-Matriz de Incidência 
Fiscal, compreende a base de cálculo e a alíquota, através dos quais é possível a obtenção do 
montante devido a título de tributo devido ao sujeito ativo. 
Segundo a doutrina moderna, a base de cálculo admite duas funções básicas no instituto da 
base de cálculo. A primeira consiste na faculdade de identificar a própria materialidade da 
hipótese de incidência. A Segunda, por sua vez, diz respeito a sua propriedade de quantificar o 
critério material da hipótese de incidência do imposto. 
Dessa forma, mediante um criterioso estudo da base de cálculo, pode-se conhecer, por um 
lado, a conduta ou ação inserida na órbita de incidência do imposto (critério material) e, de 
outro, a grandeza específica à quantificação da aludida conduta. 
Já a alíquota, conjugada à base de cálculo, é um componente aritmético para se chegar ao 
valor da prestação pecuniária a ser exigido pelo ente político tributante do sujeito passivo da 
relação tributária. 
 
ISS: 
 
O ISS não é um tributo sobre atos jurídicos, mas sobre fatos, sobre o facere que alguém (o 
prestador) tenha desenvolvido em favor de terceiro (o tomador). A doutrina é pacífica em afirmar 
que o fato gerador do ISS caracteriza-se pela efetiva prestação remunerada de serviços a terceiro, 
e não pelo contrato ajustado. O fundamento de validade da regra-matriz do ISS encontra-se na 
Carta Magna, ex vi do que dispõe o art. 156, III que define a competência dos Municípios. 
\u201cArt. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: 
(...) 
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei 
complementar. 
 
Destes serviços definidos em lei complementar como suscetíveis à incidência (competência para 
instituir), excetua-se os serviços de transporte interestaduais e intermunicipais e de comunicação, 
que se submetem, exclusivamente, ao ICMS. 
O critério material da hipótese de incidência do ISS, portanto, é a prestação de serviços 
relacionados no anexo único da Lei Nacional de n°. 116/03, ressalvados os serviços sujeitos à 
competência dos Estados. O critério espacial tem como regra geral, o local onde se situa o 
estabelecimento prestador, havendo situações em que esse critério será alterado (por força da 
mesma lei) para o local da efetiva prestação do serviço. 
O contribuinte, prestador do serviço é o sujeito passivo da relação tributária, excetuando o 
substituto legal (responsável tributário, tomador do serviço) que assume os deveres perante o 
objeto da relação. Todavia, caso não seja cumprida a prestação, o fisco estadual poderá cobrar do 
contribuinte prestador, subsidiariamente (art. 6° da LC 116/03). 
Os serviços previstos no anexo único da LC 116/03 estão sujeitos ao ISS, e, portanto, não poderão 
sujeitar-se à incidência do ICMS, a não ser que exista ressalva expressa em sentido contrário. 
 
 
2- Quanto ao imposto de renda o que se entende por deduções e base de cálculo? Quais são as 
principais deduções aplicadas ao imposto de renda da pessoa física e da pessoa jurídica? 
Na apuração de um tributo, temos duas espécies muito importantes para a formação numérica, que 
são: a base de calculo, e a alíquota. Com o passar do tempo muitas alterações foram feitas, onde 
resultou que a alíquota e a base de calculo, trazem resultados iguais. Por exemplo, no ICMS, em 
vez da redução da alíquota temos a denominada redução da base do calculo, o que representa 
igual redução do tributo. No imposto de renda a impossibilidade de dedução de inúmeras despesas 
implica a ampliação da alíquota. Para aquelas pessoas com menor renda, maior o percentual de 
utilização dos rendimentos nos gastos de subsistência. Por fim concluímos que o contribuinte com 
menor capacidade de contribuir tenha direitos a menos deduções que um contribuinte de maior 
poder aquisitivo. Nesse caso em relação ao mesmo rendimento sofrera uma tributação maior. 
Enquanto para as pessoas físicas a base de calculo é o montante do rendimento, para as pessoas 
jurídicas, a base de calculo é o lucro. 
 
 
3- Qual é a legislação que trata do ICMS no Brasil? Quais são as hipóteses de incidência do 
ICMS? Qual é a diferença entre alíquotas do ICMS nas operações internas e interestaduais? 
 
O ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de 
serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação) é de competência dos 
Estados e do Distrito Federal. O ICMS incide sobre: I \u2013 operações relativas à circulação de 
mercadorias, inclusive o fornecimento de alimentação e bebidas em bares, restaurantes e 
estabelecimentos similares; 
II \u2013 prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de 
pessoas, bens, mercadorias ou valores; 
III \u2013 prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a 
emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação 
de qualquer natureza; 
IV \u2013 fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência 
tributária dos Municípios; 
V \u2013 fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre serviços, de 
competência dos Municípios, quando a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à 
incidência do imposto estadual. 
VI \u2013 a entrada de mercadoria importada do exterior, por pessoa física ou jurídica, ainda quando se 
tratar de bem destinado a consumo ou ativo permanente do estabelecimento; 
VII \u2013 o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior; 
VIII \u2013 a entrada, no território do Estado destinatário, de petróleo, inclusive lubrificantes e 
combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à 
comercialização ou à industrialização, decorrentes de operações interestaduais, cabendo o 
imposto ao Estado onde estiver localizado o adquirente. 
 
ALÍQUOTAS INTERNAS \u2013 PISO: Salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal 
nos termos do disposto no inciso XII, "g", art. 155 da CF (que trata da necessidade de Lei 
Complementar para regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, 
isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados) as alíquotas internas do 
ICMS não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. 
 
ALÍQUOTA INTERESTADUAL \u2013 BENS IMPORTADOS: A partir de 01.01.2013, a alíquota ICMS, 
nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior, será de 4% (quatro 
por cento). 
A alíquota aplica-se aos bens e mercadorias importados do exterior que, após seu desembaraço 
aduaneiro: 
I - não tenham sido submetidos a processo de industrialização; 
II - ainda