texto Informática 2
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DisciplinaInformática Aplicada Às Exatas e Engenharias5 materiais41 seguidores
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UNIVERSIDADE POTIGUAR - UnP
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR
IVAN CHAVES COELHO
JHOSE IALE CAMELO DA CUNHA
RUSLÂNDIA S. M. SILVEIRA
EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: MECANISMO DE COMUNICAÇÃO E APRENDIZADO
Mossoró \u2013 RN
2009\ufffd
IVAN CHAVES COELHO
JHOSE IALE CAMELO DA CUNHA
RUSLÂNDIA SÂMIA MITRE SILVEIRA
EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: MECANISMO DE COMUNICAÇÃO E APRENDIZADO
Artigo científico apresentado como partes dos requisitos para obtenção do título de Especialista em Docência no Ensino Superior. 
ORIENTADOR: Profº. Everkley Magno Freire Tavares.
Mossoró \u2013 RN
2009\ufffd
AGRADECIMENTOS
Agradecemos primeiramente a Deus, por nos ter dado graça e condições de concluirmos esse trabalho. 
Agradecemos aos nossos familiares pela compreensão e apoio nessa caminhada. 
Somos gratos ainda aos nossos amigos e colegas da Especialização em Docência no Ensino Superior pela boa interação que estabelecemos durante as aulas. Pois, juntos caminhamos e compartilhamos momentos diversos durante essa jornada.
Agradecemos inda amo nosso Profo. Vladmir Felix, pelo amor que dedicou a nossa turma, por sua disponibilidade em nos ajudar, e esclarecer qualquer dificuldade.
Somos gratos ao Profo. Everkley Magno por prontamente aceitar o nosso convite para nos orientar na construção desse trabalho, obrigada pelas ricas contribuições. 
Agradecimentos também, àquelas pessoas que direta ou indiretamente nos ajudou durante essa caminhada.
Aos funcionários, professores e colaboradores da Universidade Potiguar de Mossoró (UnP), que ao passar as informações de cada disciplina, específica, contribuíram no final para o bom entendimento e crescimento profissional.
SUMÁRIO
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EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: MECANISMO DE COMUNICAÇÃO E APRENDIZADO 
1 INTRODUÇÃO
	Um dos alicerces que sustenta o tripé que caracteriza as universidades brasileiras é a extensão universitária. No Brasil essa é reconhecida pela constituição Federal de 1988, como atividade pertinente ao fazer acadêmico, indissociada do ensino e da pesquisa. 
A extensão universitária é um elo de ligação fundamental entre a comunidade acadêmica e a população, uma vez que essa relação possibilita uma troca de conhecimentos e experiências entre os envolvidos. É vista como uma via de mão dupla que assegura a comunicação e o aprendizado dos participantes, uma vez que, é possível organizar a práxis de um conhecimento acadêmico, partindo assim de uma reflexão teórica. 
Como diz Freire (1983) faz necessário na extensão, que na situação educativa, educador e educando assumam o papel de sujeitos cognoscentes, mediatizados pelo objeto cognoscível que buscam conhecer. Hoje vivenciamos uma visão de extensão mais ampliada em que é necessária a junção entre ensino e pesquisa para que seja possível a integração, a aproximação e a parceria entre universidade e sociedade. 
Nesse sentido, nosso artigo tem por objetivo apresentar a extensão universitária como um processo educativo que por meio da comunicação entre sociedade e comunidade acadêmica possibilita o aprendizado dos envolvidos. Assim, para que possamos atingir nosso objetivo, dividimos o nosso artigo em três partes, onde na primeira trataremos da questão da extensão, onde será apresentaremos inicialmente um contexto histórico da universidade, em seguida as sua função social e distinção do ensino superior, ale de um histórico da extensão no Brasil; sua abordagem conceitual e indissociabilidade entre pesquisa e ensino. 
Na segunda parte serão tratadas questões acerca do surgimento da comunicação, do seu modelo clássico, além do processo clássico de comunicação na extensão, utilizando como norte o pensamento de Paulo Freire sobre esse assunto, finalizando assim com aspectos necessários para o processo de construção da mensagem. No tocante a terceira parte, serão tratadas questões referentes a aprendizagem e o desenvolvimento humano abordando diferentes perspectivas como a da aprendizagem observacional, a cognitiva e a contextual; e por fim o processo de ensino-aprendizagem. 
Para tal, foi realizado um levantamento bibliográfico onde trabalhamos com autores que discutem temáticas como: extensão, comunicação e aprendizagem. 
2 A UNIVERSIDADE E A IDISSOCIABILIDADE ENTRE ENSINO PESQUISA E EXTENSÃO 
Foram entre os anos 500 e 200 A. C. que encontramos, na Grécia Antiga, as raízes históricas da universidade. As escolas da época buscavam não recorrer ás divindades para buscar sistematicamente as explicações para o mundo. (CASTRO, 1984 apud FRANTZ; SILVA, 2002). Existia assim um clima cultural que era utilizado como forma de buscar conhecimento com dimensões coletivas, como centros de pesquisa e até profissionalização. 
Várias escolas demonstravam um clima científico, dentre elas a Escola de Mileto, a Escola de Pitágoras, as Escolas de Sócrates, as Escolas de Platão, a Escola Aristotélica (CHAUÍ et al, 1986), tais centros visavam debater em busca da \u201cverdade\u201d, era uma constante formação de argumentos que giravam em torno de questões como as relações dos homens entre si, sobre a natureza em si, sobre a capacidade de pensar, sobre a relação do homem com a natureza dentre outras (FRANTZ; SILVA, 2002).
É salutar destacar que a história das universidades começa a ser contadas no século X, onde o cenário vigente era o das guerras religiosas e dos principados, em que no seu interior eram mantidas escolas especiais ligadas aos grupos que conquistavam e dominavam. 
A universidade é vista por alguns autores como herdeira da cultura grego-romana como afirma Rossato (1998 apud FRANTZ; SILVA, 2002, p. 120)
A ordem social e política, com base na hierarquia da verdade, estabelecida pela concepção cristã de mundo, eram buscadas além dessa ordem teológica, formando os quadros dirigentes e administrativos da igreja. Nesse sentido, de acordo com Frantz e Silva (2002), foi a partir da transformação das forças políticas e sociais, que as universidades institucionalizaram-se como autônomas conservando certa imunidade eclesiástica surgida na Idade Média. Nesse sentido, 
3 A UNIVERSIDADE E O ENSINO SUPERIOR
É importante distinguir universidade de ensino superior. Para Morais (2010), a universidade não engloba apenas o ensino superior, uma vez que comporta outras dimensões de atividades intelectuais. Pesquisa e, sobretudo extensão. Em compensação, o ensino superior não é oferecido somente em instituições constituídas como universidades. Porém, apesar de distintos, esses dois mundos estão extremamente interligados. A pesquisa acadêmica e a propagação do conhecimento acumulado são duas atividades que nem todas as instituições de ensino realizam com a mesma proporção e intensidade. 
O ensino superior possui uma tríplice finalidade, que segundo Severino (2007) está articulado entre si. A primeira diz respeito à formação de profissionais das diferentes áreas aplicadas, mediante ao ensino aprendizagem de habilidades e competências técnicas. A segunda, busca a formação de cientistas por intermédio da disponibilização de métodos e conteúdos de conhecimento das distintas formas de conhecimento. Já a terceira se refere a formação do cidadão enquanto estímulo de uma tomada de consciência, por parte do estudante no tocante a sua existência histórica, pessoal e social, objetivando assim que o aluno entenda não só a sua inserção na sociedade concreta com também, no seio da própria humanidade. 
Segundo Azevedo (2009, p. 183) a universidade é o lugar de \u201cinvestigação, análise, discussão, reflexão, sistematização e crítica do conhecimento humano\u201d, competindo a ela ainda a função de promover a inter-relação entre a teoria e a prática dos saberes abstraídos dessa distinção. Não se concebe, portanto, a universidade como sendo uma produtora de conhecimentos fechados ou subserviente do mercado. 
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