TGP 5 - Organização Judiciária
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Teoria Geral 
do Processo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Material teórico 
 
Responsável pelo Conteúdo: 
Prof. Ms Reinaldo Zychan de Moraes 
 
Revisão Textual: 
Profa. Esp. Vera Lidia de Sá Cicaroni 
Organização Judiciária 
 
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Iremos conhecer os diversos órgãos que compõem o Poder Judiciário brasileiro e a 
competência de cada um deles. 
Sugerimos que você: 
 Acesse o material teórico, lendo-o cuidadosamente. 
 Depois, veja a Apresentação Narrada e a Videoaula para melhor compreender os 
principais assuntos da unidade. 
 Em seguida, realize a atividade de sistematização para verificar sua aprendizagem sobre o 
tema. 
Realize a atividade de aprofundamento, que associa os assuntos que estudamos à atividade 
profissional, através de reflexão e produção de sua própria autoria. 
Não deixe de ler os textos indicados no material complementar. 
Organização Judiciária 
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Ap
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do
 
\u2022 Justiça Comum 
\u2022 Conselho Nacional de Justiça 
\u2022 Supremo Tribunal Federal 
\u2022 Considerações Iniciais 
 
Sejam bem-vindos à nossa quarta aula de Teoria Geral do 
Processo, na qual iremos conhecer os diversos órgãos que compõem 
o Poder Judiciário brasileiro e a competência de cada um deles. 
Leiam o conteúdo teórico, assistam à nossa videoaula e 
participem de todas as atividades, pois tudo isso contribuirá para que 
vocês possam ter uma perfeita compreensão desta unidade. 
\u2022 Justiça Especial 
 
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U n i d a d e : O r g a n i z a ç ã o J u d i c i á r i a 
 
 
 
 
 
 
O Poder Judiciário é composto de diversos órgãos, cada qual com suas 
particularidades e competências. 
Nosso país é continental e, em cada ponto de nosso território, a jurisdição está 
presente. Sendo assim, é necessário que haja uma grande estrutura que possa receber todos 
os litígios que são apresentados. 
Não podemos perder de vista que um dos principais objetivos da jurisdição é a 
pacificação de conflitos gerados nas diversas relações intersubjetivas que formam o nosso dia 
a dia. 
 
Conhecer cada um desses órgãos é extremamente importante para o 
profissional do Direito, pois, assim, ele terá melhores condições para essa 
importante atuação estatal. 
 
Contextualização 
 
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OBJETIVOS DA AULA 
Caro aluno, nesta unidade, iremos descobrir quais são os órgãos do Poder Judiciário 
em nosso país e conheceremos detalhes sobre a nossa organização judiciária. 
Boa aula! 
 
 
 
 
A jurisdição é um dos importantes poderes do Estado e atua por meio de órgãos 
jurisdicionais, ou seja, juízes e tribunais. Há diversos órgãos desse tipo; alguns atuam em áreas 
específicas, dedicando-se a lides fundadas em setores específicos do direito material (órgãos 
com jurisdição especial), e outros atuam nas demais áreas desse direito (órgãos com jurisdição 
comum). 
Conhecer as características e a organização judiciária brasileira é de extrema 
importância para o profissional do Direito, pois é com esses órgãos que ele irá, em grande 
parte de seu tempo, se relacionar no desempenho de suas funções. Além disso, esse 
conhecimento é de extrema importância para a definição da competência de cada um deles. 
Nunca é demais relembrar que, em razão do Princípio do Juiz Natural, a existência 
prévia desses órgãos é uma exigência para que as lides sejam resolvidas com justiça e 
imparcialidade. Dessa forma, todos os órgãos do Poder Judiciário estão previstos em nosso 
texto constitucional. De forma esquemática, podemos representar essa organização da 
seguinte forma: 
STF
Supremo Tribunal Federal
STJ
(Superior Tribunal de Justiça)
TSE
(Trib Superior Eleitoral)
TST
(Trib Superior do Trabalho)
STM
(Superior Trib Militar)
TRF
(Trib Regionais Federais)
TJ
(Tribunais de Justiça)
JUÍZES 
FEDERAIS
JUÍZES DE 
DIREITO
TRE
(Trib Regional Eleitoral)
JUÍZES 
ELEITORAIS
TRT
(Trib Regionais do Trab)
JUÍZES DO 
TRABALHO
TRIBUNAIS 
MILITARES
JUÍZES 
MILITARES
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA
 
Vamos, então, conhecer os principais detalhes de cada um desses órgãos. 
1. Considerações Iniciais 
 
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U n i d a d e : O r g a n i z a ç ã o J u d i c i á r i a 
 
 
O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição Federal. Em qualquer 
processo em que se cogite a aplicação ou não de determinado dispositivo nela inserido, é esse 
tribunal quem tem a palavra final. 
Ele é composto por onze Ministros, todos brasileiros natos, exigência imposta 
unicamente neste tribunal - § 3º do artigo 12 do texto constitucional. 
A competência do Supremo Tribunal Federal é de três ordens: 
\u2022 Competências Originárias: essas causas são diretamente propostas nesse tribunal, 
ou seja, ele não atua na apreciação de recursos, mas irá, em primeiro lugar, julgar o 
litígio. Elas estão previstas no inciso I do artigo 102 da Constituição. 
Constituição Federal 
Artigo 102 Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda 
da Constituição, cabendo-lhe: 
I - processar e julgar, originariamente: 
a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou 
estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo 
federal; 
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, 
os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-
Geral da República; 
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros 
de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, 
ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os 
do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter 
permanente; 
d) o "habeas-corpus", sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas 
alíneas anteriores; o mandado de segurança e o "habeas-data" contra atos do 
Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado 
Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e 
do próprio Supremo Tribunal Federal; 
e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o 
Estado, o Distrito Federal ou o Território; 
f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito 
Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da 
administração indireta; 
g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro; 
h) (Revogado pela Emenda Constitucional nº 45, de 30.12.04) 
i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator 
ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos 
diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime 
sujeito à mesma jurisdição em uma única instância; 
j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus julgados; 
2. Supremo Tribunal Federal 
 
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l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da 
autoridade de suas decisões; 
m) a execução de sentença nas causas de sua competência originária, 
facultada a delegação de atribuições para a prática de atos processuais; 
n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou 
indiretamente interessados, e aquela em que mais da metade dos membros do 
tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente 
interessados; 
o) os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de Justiça e 
quaisquer tribunais, entre Tribunais Superiores, ou entre estes e qualquer 
outro tribunal; 
p) o pedido de medida cautelar das ações diretas de inconstitucionalidade; 
q) o mandado de injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora