TGP 5 - Organização Judiciária
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humanos. 
Esse incidente tem a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes 
de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte. 
 
 
\u2022 Competência para julgar recursos ordinários: em relação aos processos 
mencionados no inciso II do artigo 105 da Constituição Federal. 
 
Constituição Federal 
Artigo 105 [...] 
II - julgar, em recurso ordinário: 
a) os "habeas-corpus" decididos em única ou última instância pelos Tribunais 
Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e 
Territórios, quando a decisão for denegatória; 
b) os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais 
Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e 
Territórios, quando denegatória a decisão; 
c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo 
internacional, de um lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou 
domiciliada no País; 
 
 
 
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\u2022 Competência para julgar recursos especiais \u2013 com essa competência, esse 
tribunal terá a importante função de harmonizar a aplicação da legislação federal pelos 
tribunais quando houver divergência de interpretação de lei federal, em especial, por 
Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais. A ideia é a de diminuir a 
divergências e até mesmo os antagonismos que determinados dispositivos legais 
chegam a suscitar. 
 
Constituição Federal 
Artigo 105 [...] 
III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última 
instância, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, 
do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão recorrida: 
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência; 
b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal; 
c) der à lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro 
tribunal. 
 
 
4.1.1 Justiça Federal 
 
A Justiça Comum Federal é composta por Tribunais Regionais Federais (em segunda 
instância) e pelos Juízes Federais (em primeira instância). 
Há, em nosso país, cinco desses tribunais: 
 
\u2022 TRF da 1ª Região: está instalado em Brasília, tem competência para julgar as 
causas do Distrito Federal, de toda a Região Norte, de toda a região Centro-Oeste, 
exceto Mato Grosso do Sul, mais os Estados do Maranhão, Piauí, Bahia e Minas 
Gerais. 
\u2022 TRF da 2ª Região: com sede no Rio de Janeiro, julga causas oriundas desse 
Estado e do Espírito Santo. 
\u2022 TRF da 3ª Região: sediado em São Paulo, julga as causas desse Estado e do 
Mato Grosso do Sul. 
\u2022 TRF da 4ª Região: sediado em Porto Alegre, julga as causas afetas à Região Sul. 
\u2022 TRF da 5ª Região: sediado em Recife, julga as causas referentes aos Estados de 
Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. 
 
 
 
 
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U n i d a d e : O r g a n i z a ç ã o J u d i c i á r i a 
Cada um desses tribunais é formado, no mínimo, de sete Desembargadores 
Federais, cuja competência está descrita no artigo 108 da Constituição Federal. 
 
Constituição Federal 
Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais: 
I - processar e julgar, originariamente: 
a) os juízes federais da área de sua jurisdição, acrescentados os da Justiça 
Militar e da Justiça do Trabalho, nos crimes comuns e de responsabilidade, e 
os membros do Ministério Público da União, ressalvada a competência da 
Justiça Eleitoral; 
b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados seus ou dos juízes 
federais da região; 
c) os mandados de segurança e os "habeas data" contra ato do próprio 
Tribunal ou de juiz federal; 
d) os "habeas-corpus", quando a autoridade coatora for juiz federal; 
e) os conflitos de competência entre juízes federais vinculados ao Tribunal; 
II - julgar, em grau de recurso, as causas decididas pelos juízes federais e pelos 
juízes estaduais no exercício da competência federal da área de sua jurisdição. 
 
Como pode ser observado na leitura do mencionado artigo da Constituição Federal, 
esses tribunais possuem competência originária para algumas lides (inciso I) e 
competênca recursal (inciso II), sendo que esta última se refere à apreciação de recursos de 
decisões proferidas, em primeira instância, pelos juízes federais e por juízes estaduais que 
estejam no exercício de competência própria da Justiça Federal. 
Em primeira instância, na Justiça Comum Federal, atuam os juízes federais, cuja 
competência é definida no artigo 109 da Constituição Federal. 
Constituição Federal 
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal 
forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, 
exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça 
Eleitoral e à Justiça do Trabalho; 
II - as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município 
ou pessoa domiciliada ou residente no País; 
III - as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado 
estrangeiro ou organismo internacional; 
IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, 
serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas 
públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça 
Militar e da Justiça Eleitoral; 
V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, 
iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no 
estrangeiro, ou reciprocamente; 
V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo; 
 
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VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por 
lei, contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira; 
VII - os "habeas-corpus", em matéria criminal de sua competência ou quando 
o constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente 
sujeitos a outra jurisdição; 
VIII - os mandados de segurança e os "habeas data" contra ato de autoridade 
federal, excetuados os casos de competência dos tribunais federais; 
IX - os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a 
competência da Justiça Militar; 
X - os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a execução 
de carta rogatória, após o "exequatur", e de sentença estrangeira, após a 
homologação, as causas referentes à nacionalidade, inclusive a respectiva 
opção, e à naturalização; 
XI - a disputa sobre direitos indígenas. 
 
Precisamos destacar que, na primeira instância da Justiça Federal, além das Varas 
Criminais e Cíveis, há outras duas estruturas diferenciadas: 
\uf0fc o Tribunal do Júri: que atua em primeira instância e tem competência para processar e 
julgar os crimes dolosos contra a vida. 
\uf0fc o Juizado Especial Civil e Criminal. 
 
 
4.1.2 Justiça Estadual 
 
Antes de qualquer coisa, devemos observar que a Justiça Comum Estadual possui 
competência residual, ou seja, ela irá processar e julgar aquelas causas que não são da 
competência da Justiça Especializada (Eleitoral, Trabalhista e Militar da União) bem como não 
são da Justiça Comum Federal. 
Ela é a justiça comum por excelência, e, nela, vamos encontrar um ramo especializado: 
a Justiça Militar Estadual. 
 
4.1.2.1 Justiça Comum Estadual 
 
O órgão máximo da Justiça Estadual é o Tribunal de Justiça, no qual os magistrados são 
chamados de Desembargadores. 
Dentre outras funções, cabe ao Tribunal de Justiça julgar, originariamente, as ações de controle 
concentrado de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da 
Constituição Estadual. 
Em sua função recursal, cabe ao Tribunal de Justiça julgar os recursos impetrados em razão das 
decisões proferidas pela primeira instância, a qual é composta pelos Juízes de Direito. 
Tal como ocorre com a Justiça