TGP 5 - Organização Judiciária
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Comum Federal, na Justiça Comum Estadual, também existem 
o Tribunal do Júri e o Juizado Especial Civil e Criminal. 
 
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U n i d a d e : O r g a n i z a ç ã o J u d i c i á r i a 
4.1.2.2 Justiça Militar Estadual 
 
Ela é composta, na primeira instância, pelos Juízes de Direito e por órgãos colegiados 
denominados Conselhos de Justiça. 
Os recursos das decisões desses órgãos de primeiro grau são encaminhados ao 
Tribunal de Justiça daquele Estado, contudo podem ser criados os Tribunais de Justiça Militar 
Estadual. Para tanto devem estar presentes os seguintes requisitos: 
\uf0fc esse órgão deve ser criado por lei estadual de iniciativa do Tribunal de Justiça; 
\uf0fc o efetivo da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar no Estado deve ser 
superior a vinte mil integrantes. 
 
Atualmente somente os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul 
possuem Tribunal de Justiça Militar; nos demais Estados, como vimos, os recursos são 
julgados pelos Tribunais de Justiça. 
A competência da Justiça Militar Estadual é estabelecida para: 
\u2022 Processar e julgar crimes militares praticados por militares dos Estados, ou seja, 
policiais militares e bombeiros militares. Estão excluídos dessa competência os crimes 
dolosos contra a vida, se as vítimas forem civis, hipótese em que o processo e 
julgamento caberá ao Tribunal do Júri. 
 
\u2022 Processar e julgar ações judiciais contra atos disciplinares militares, ou seja, a Justiça 
Militar Estadual possui competência cível. 
 
 
 
 
 
5.1 Justiça Eleitoral 
 
A característica mais marcante da Justiça Eleitoral é a de que ela é composta por 
magistrados que estão em outros ramos do Poder Judiciário e de advogados que, somente 
temporariamente, fazem parte de seus quadros. 
 
Os órgãos da Justiça Eleitoral são: 
\u2022 Tribunal Superior Eleitoral; 
\u2022 Tribunais Regionais Eleitorais; 
\u2022 Juízes Eleitorais e Juntas Eleitorais. 
5. Justiça Especial 
 
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O Tribunal Superior Eleitoral é composto por, no mínimo, sete Ministros, composição 
mínima que é a utilizada atualmente. 
 
Esses magistrados são escolhidos da seguinte forma: 
\uf0fc O Supremo Tribunal Federal reúne-se e, pelo voto secreto, elege três de seus membros 
para, cumulativamente, exercerem as funções de Ministros do Tribunal. Um deles 
exerce a função de Presidente e outro, a de Vice-Presidente do tribunal. 
\uf0fc O Superior Tribunal de Justiça, igualmente pelo voto secreto, elege dois de seus 
membros, sendo que um deles será o Corregedor Eleitoral. 
\uf0fc Fechando a composição desse tribunal, o Presidente da República nomeia dois dos 
Ministros, dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, 
indicados pelo Supremo Tribunal Federal. 
 
Cada Estado e o Distrito Federal possuem um Tribunal Regional Eleitoral instalado em 
sua Capital, cuja composição é a seguinte: 
\uf0fc Membros do Tribunal de Justiça daquele Estado reúnem-se e, por meio de votação 
secreta, elegem dois Desembargados e dois Juízes de Direito para atuarem nesse órgão. 
Um Desembargador será o Presidente e o outro, o Vice-Presidente do Tribunal. 
\uf0fc Se o Estado for sede de Tribunal Regional Federal, um de seus componentes será 
escolhido para integrar o Tribunal Regional Eleitoral daquele Estado. Contudo, se o 
Estado não for sede de Tribunal Regional Federal, será escolhido um Juiz Federal para 
participar de sua composição. 
\uf0fc Fechando a composição, o Presidente da República nomeará dois juízes dentre seis 
advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de 
Justiça. 
 
Os membros do Tribunal Superior Eleitoral e dos Tibunais Regionais Eleitorais, salvo 
motivo justificado, servirão a esses tribunais por dois anos. Terminado esse prazo, serão 
substituídos por outros, respeitadas as mesmas regras de escolha que acabamos de ver. 
Nenhum deles poderá servir por mais de dois biênios consecutivos. 
Interessante notar que os advogados que foram escolhidos para integrar o Tribunal 
Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais Eleitorais voltam a ser advogados ao final desse 
período de dois anos. 
Em primeira instância, na Justiça Eleitoral, atuam os Juízes Eleitorais. Esses 
magistrados são Juízes de Direito que acumulam, em suas comarcas, essa função. 
 
 
 
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É importante destacar que a Justiça Eleitoral, além de competência cível 
(trata, dentre outras questões, de impugnação de candidaturas, propaganda 
política etc.), também apura crimes eleitorais. 
 
 
5.2 Justiça do Trabalho 
 
A Justiça do Trabalho é composta pelo Tribunal Superior do Trabalho, pelos Tribunais 
Regionais do Trabalho e pelos Juízes do Trabalho. 
O Tribunal Superior do Trabalho tem por principal função uniformizar a jurisprudência 
trabalhista. Para tanto, julga recursos de revista, recursos ordinários e agravos de instrumento 
contra decisões de Tribunais Regionais do Trabalho e dissídios coletivos de categorias 
organizadas em nível nacional, além de mandados de segurança, embargos opostos a suas 
decisões e ações rescisórias. 
Na segunda instância da Justiça do Trabalho, há vinte e quatro Tribunais Regionais do 
Trabalho, os quais julgam recursos ordinários contra decisões de Varas do Trabalho, ações 
originárias (dissídios coletivos de categorias de sua área de jurisdição), ações rescisórias de 
decisões suas ou das Varas e os mandados de segurança contra atos de seus juízes. 
Na primeira instância, temos os Juízes do Trabalho, que atuam nas Varas do 
Trabalho, cuja competência é a de julgar os dissídios individuais. 
Nas comarcas em que não há vara da Justiça do Trabalho, os Juízes de Direito 
recebem a competência para julgar os dissídios, sendo que os recursos são encaminhados ao 
Tribunal Regional do Trabalho da região. 
Deve ser observado que a Justiça do Trabalho não possui competência penal. 
 
5.3 Justiça Militar Federal 
 
Esse ramo do Poder Judiciário é composto pelo Superior Tribunal Militar, pelos 
Tribunais e Juízes Militares. 
A Constituição Federal fala de Tribunais Militares, contudo eles não existem, 
atualmente, na estrutura da Justiça Militar da União. Dessa forma, nesse ramo da justiça 
especializada, temos somente duas instâncias: a primeira, composta pelos Conselhos de 
Justiça, e a segunda, composta pelo Superior Tribunal Militar. 
O Superior Tribunal Militar é composto de quinze ministros vitalícios, nomeados pelo 
Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal. 
 
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Na primeira instância da Justiça Militar da União, temos os Conselhos de Justiça, que 
são formados por um Juiz Auditor e quatro Oficiais das Forças Armadas, que são sorteados, 
levando em consideração o posto ou graduação do réu no processo. 
A Constituição Federal define que a Justiça Militar da União é competente para 
processar e julgar os crimes militares definidos em lei. Esses crimes são definidos no Código 
Penal Militar (Decreto-lei n.º 1.001/69), e o processo na Justiça Militar é regido pelo Código 
de Processo Penal Militar (Decreto-lei 1.002/69). 
Alguns dos crimes previstos no Código Penal Militar podem ser praticados por civis; 
dessa forma, a Justiça Militar da União pode julgá-los. 
A Justiça Militar da União somente possui jurisdição penal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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U n i d a d e : O r g a n i z a ç ã o J u d i c i á r i a 
 
 
 
 
 
 
Nesta Unidade, entre outros assuntos, conhecemos o Conselho Nacional de Justiça. 
Há também outro órgão semelhante a esse voltado ao controle externo do Ministério 
Público, o Conselho Nacional do Ministério Público. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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