Unid. 01WEB AULA 1 Alfabetização e Letramento
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à medida que escolhemos o que colocamos à disposição desta pesquisa, o conteúdo que julgamos ser importante e estar no momento adequado para a criança aprender. Consideramos que o brincar deva ocupar um espaço central na educação das crianças e, entendemos que o professor é figura fundamental para que isso aconteça, criando os espaços, oferecendo material e partilhando das brincadeiras.
Se, para criança, a escrita é uma atividade complexa, o jogo, ao contrário, é um comportamento ativo cuja estrutura ajuda na apropriação motora necessária para a escrita. Ao lado das atividades de integração da criança à escola, deve-se promover a leitura e a escrita juntamente, utilizando-se para isto a dramatização, conversas, recreação, desenho, música, histórias lidas e contadas, gravuras, contos e versos. O jogo, se convenientemente planejado, é um recurso pedagógico eficaz para a construção do conhecimento sistemático. Três aspectos, por si só, justificam a incorporação do jogo nas aulas: o caráter lúdico, o desenvolvimento de técnicas intelectuais e a formação de relações sociais.
Os jogos fornecem um suporte metodológico importante pois, por meio deles, os alunos podem criar, pesquisar, brincar e aprender. Quando a criança brinca, ela o faz de modo bastante compenetrado, nesse momento, ela não está preocupada com a aquisição do conhecimento ou desenvolvimento de qualquer habilidade mental ou física, mas, é nesse momento que ocorre a aprendizagem. Conforme Silveira Barone (1998, p. 2):
[...] os jogos podem ser empregados em uma variedade de propósitos dentro do contexto de aprendizado. Um dos usos básicos e muito importantes é a possibilidade de construir-se a autoconfiança. Outro é o incremento da motivação. [...] um método eficaz que possibilita uma prática significativa daquilo que está sendo aprendido. Até mesmo o mais simplório dos jogos pode ser empregado para proporcionar informações factuais e praticar habilidades, conferindo destreza e competência.
Porém essa perspectiva não é tão fácil de ser adotada na prática. Podemos nos perguntar: como? O bom uso de jogos em aula requer que tenhamos uma noção clara do que queremos explorar ali e de como fazê-lo. Questões práticas quanto à implantação dos jogos e quanto à regularidade com que o jogamos também precisam ser discutidas para que possamos tirar pleno proveito do jogo como recurso pedagógico e instrumento de trabalho. Os enfoques são variados em relação ao jogo, mas todos concordam em que o jogo é um fenômeno da mente, sendo visto como uma atividade que pode ser expressiva ou geradora de habilidades cognitivas gerais e específicas. A competitividade na hora do jogo também tem uma finalidade didática específica, trabalham ainda o saber perder e o querer ganhar:
Saber perder, porque não se ganha sempre e é preciso fazer a aprendizagem da perda e do luto que a envolve, o reconhecimento da superioridade dos lances do ganhador, de que não sou o dono da verdade o tempo todo e que paradoxalmente, até perdendo, aprendo tanto jogando que mesmo perdendo o jogo ainda posso sair ganhando.
Querer ganhar, porque neste mundo competitivo em que vivemos é preciso aprender com as perdas ou fracassos. Que lições posso tirar daí? O que meu adversário fez que lhe valeu a vitória? O que deveria ter feito para ter tido performance melhor? Aprender a ganhar eticamente!
A partir da construção e da vivência em ambientes lúdicos com materiais escritos, a criança poderá ter a oportunidade de apresentar um comportamento de letramento. A grande contribuição da construção desse ambiente é a possibilidade de proporcionar o contato com a leitura e a escrita de maneira contextualizada, divertida e, acima de tudo, com possibilidade de transformação.
2. O PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO EM RELAÇÃO À LEITURA E ESCRITA
É fundamental planejar na Educação Infantil. Planejar permite tornar consciente a intencionalidade que preside a intervenção; permite prever as condições mais adequadas para alcançar os objetivos propostos; e permite dispor de critérios para regular todo o processo. Se admitirmos que as finalidades da educação \u2013 favorecer o desenvolvimento da criança em todas as suas capacidades \u2013 alcançam-se mediante o trabalho que se realiza em torno dos conteúdos que fazem parte do currículo, é inegável que a análise e a tomada de decisões sobre o planejamento constituem um elemento indispensável para assegurar a coerência entre o que se pretende e o que se sucede na sala de aula. Planejar é refletir sobre o que se pretende, reflexão como se faz e como se avalia. Trata-se de uma reflexão que permita fundamentar as decisões que são tomadas e observadas pela coerência e pela continuidade.
Deixo abaixo uma contribuição a você: uma sugestão de uma rotina possível para crianças de 5 anos de idade na Educação Infantil. Trata-se de uma sugestão. É necessário adaptá-las ao seu contexto regional e institucional, tendo em vista as crianças concretas da sua escola.
Que busquemos planejar cuidadosamente nossos momentos de escrita e de leitura. Fica então o convite de ensinar a ler e a escrever com inteligência!