Vozes da Democracia
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Vozes da Democracia


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André Deak
Beatriz Barbosa
Diogo Moyses
Lúcio Mello
Marina Gonzalez
Michelle Prazeres
Ronaldo Eli
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Coordenação Executiva
Governador 
Secretário-chefe da Casa Civil
Cláudio Lembo
Rubens Lara
Diretor-presidente
Diretor Vice-presidente 
Diretor Industrial 
Diretora Financeira e
Administrativa
Chefe de Gabinete 
Hubert Alquéres
Luiz Carlos Frigerio
Teiji Tomioka
Nodette Mameri Peano
Emerson Bento Pereira
IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
INTERVOZES - 
COLETIVO BRASIL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
GOVERNO DO ESTADO 
DE SÃO PAULO
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VOZES DA
DEMOCRACIA
HISTÓRIAS DA
COMUNICAÇÃO
NA REDEMOCRATIZAÇÃO 
DO BRASIL
INTERVOZES \u2013 COLETIVO BRASIL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
SÃO PAULO, 2006
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Índices para catálogo sistemático:
1. Brasil : Redemocratização : Histórias da 
comunicação : Sociologia 302.20981
Foi feito o depósito legal na Biblioteca Nacional 
(Lei nº 1.825, de 20/12/1907)
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
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Vozes da Democracia : histórias da comunicação na redemocratização
do Brasil. -- São Paulo : Imprensa Oficial do Estado de São Paulo :
Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, 2006.
Bibliografia.
ISBN 85-7060-419-X
1. Comunicação - Aspectos políticos - Brasil 2. Democracia -
Brasil 3. Democratização - Brasil. 
06 - 2626 CDD - 302.20981
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A OUTRA IMPRENSA ALTERNATIVA
A Imprensa Oficial do Estado de São Paulo tem empenhado esforços para
preservar e difundir a lembrança da luta secular travada no Brasil contra diferentes
formas de censura e pela democratização dos meios de comunicação social. Em 2004,
publicou em co-edição com o Sindicato dos Jornalistas, a obra Páginas da resistência
e com o Arquivo do Estado / Ateliê Editorial, a obra organizada pelos professores
Boris Kossoy e Maria Luiza Tucci Carneiro, A imprensa confiscada pelo Deops: 1924-
1954. Lançou ainda, a coletânea organizada pelo professor José Marques de Melo,
Imprensa brasileira: Personagens que fizeram história volumes 1 e 2.
A obra ora apresentada sobre o papel da comunicação social na redemocratização
do Brasil é de caráter parcial. Primeiro, porque se concentra em experiências
vinculadas a sindicatos de trabalhadores, a comunidades de base da Igreja Católica ou
a movimentos de bairros. Não aborda iniciativas mais conhecidas e de repercussão
nacional, como o semanário satírico O Pasquim, os semanários analíticos Opinião e
Movimento, o jornal político-cultural Ex ou as revistas Civilização Brasileira e Paz e
Terra. Segundo, porque, privilegiando iniciativas populares e localizadas, não pretende
oferecer uma visão abrangente da resistência democrática ao regime militar nem da
árdua luta pela liberdade de expressão travada naqueles anos sombrios por diferentes
correntes políticas e culturais. O ângulo dos autores é mais restrito e comprometido
com as experiências que relatam.
Essa debilidade da obra, se levada em conta pelos leitores, pode transformar-se
numa virtude, porque, concentrando o foco, a pesquisa resgata iniciativas a que se
costuma dedicar pouca atenção na reconstrução histórica desse período da vida
brasileira. Outro mérito da investigação, também raro nos livros sobre o tema, é a
abrangência nacional, que recupera, para um conhecimento amplo, realizações já
esmaecidas até mesmo na memória local.
Co-editando a obra Vozes da democracia, elaborada pelo coletivo Intervozes, a
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo acrescenta novas peças a esse quebra-cabeça
plural que tem sido, entre nós, o combate pela liberdade de informação \u2013 requisito
essencial para que as demais liberdades possam ser exercidas.
Hubert Alquéres
Diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
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Prefácio 
Abertura
Campo de lutas, berço de movimentos
Coojornal: O fim da ditadura \u2013 e da reportagem
Um herói faminto
O povo exige \u2014 e vai conquistando \u2014 seus direitos
Grito do Povo da Zona Leste
Rádio Corneta
Salamandra-boi levou irreverência a manifestações políticas
C'os sons do boré, mil gritos reboam
Comunicação e igreja em defesa da democracia
Rádio Nove de Julho, ecoando a resistência popular
Os Papa Goiabas contra o monopólio da comunicação
TV \u201cpirata\u201d invade jornal da Rede Globo
Posição, um termômetro capixaba 
Campo e cidade efervescentes, protagonistas da Constituinte 
Constituição em disputa
| SUMÁRIO
| CONTEXTO 
SUL
| CONTEXTO 
SUDESTE
| CONTEXTO 
CENTRO-OESTE
| 12
| 16
| 24
| 38
| 46
| 48
| 60
| 71
| 72
| 78
| 94
| 100
| 102
| 112
| 114
| 128
| 141
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Diário da Manhã: o leitor no comando do jornal
O direito de não mentir
Lições de um jornalismo debochado
\u201cTraga sua poluição para Goiás\u201d
A farsa de O Estado de S. Paulo contra os índios do Brasil
Da terra e do frevo, rebrota a luta
O Fifó: ventos e combates no interior baiano
Avanços e retrocessos em 47 anos de jornalismo no Sergipe
Comunicação em Sergipe: uma quadro de concentração 
familiar ao restante do Brasil
Impressão da luta sindical
A Coojornat e outras lutas na memória 
e na voz de Luciano de Almeida
Zona franca da lei
Tocantins: novo estado, horizonte a construir
Escravo de um Jornal Pessoal
Élson Martins: jornalista da Amazônia
Anexos (Cronologia, Bibliografia e Sobre o Intervozes) 
| CONTEXTO 
NORDESTE
| CONTEXTO 
NORTE
| 152
| 163
| 168
| 181
| 184
| 198
| 212
| 220
| 234
| 236
| 244
| 258
| 271
| 274
| 290
| 302
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Às páginas 20 e 276, o primeiro nome do agressor do jornalista Lúcio 
Flávio Pinto é Ronaldo e não Rômulo. A agressão se deu no início de 
2005, e não final de 2004. 
 
À página 53, o cargo correto de Sérgio de Souza Brasil é professor 
aposentado do departamento de Psicologia Social da UFRJ. 
 
Desde que se constituiu um sistema nacional de comunicações com a integração do Brasil
via microondas, promovida pelo regime militar no final da década de 1960, surgiram tam-
bém iniciativas que revelam a consciência de que a democratização desse sistema é condição
necessária para a democratização do país. 
Se inicialmente a questão estava restrita a setores da academia e teve origem em discussões
no âmbito de organismos internacionais como a Unesco, aos poucos ela vai sendo assumi-
da por parcela do movimento sindical de jornalistas e empregados em telecomunicações,
dos partidos políticos e outros segmentos da sociedade civil organizada. 
Existe, portanto, uma inserção historicamente importante da sociedade civil organizada
que se dá, basicamente, de duas maneiras: na prática concreta de experiências de comuni-
cação alternativa e através de uma ação deliberada de busca de participação na formulação
de políticas públicas democráticas. 
Praticamente inexistem, no entanto, estudos que tentem reconstruir a história dessa con-
tribuição. Além disso, na maioria das vezes, não se tem dado a devida importância