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DisciplinaSociedade, Tecnologia e Meio Ambiente7 materiais177 seguidores
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. MONITORAMENTO DO DESEMPENHO DA EDIFICAÇÃO 
Implantação de técnicas e equipamentos que permitam a medição e o monitoramento do 
desempenho ambiental da edificação durante a execução da obra e na fase de ocupação. 
. MELHORIA DA QUALIDADE DO PROCESSO CONSTRUTIVO 
Buscar maneiras de fomentar a adoção de boas práticas socioambientais por seus 
fornecedores e clientes. 
. INTERESSE SOCIAL
No processo de planejamento e construção do empreendimento, buscar melhorar a qualidade 
de vida dos funcionários e da comunidade, principalmente aquela que está no entorno 
imediato do empreendimento. 
Programa de Sustentabilidade na Construção Civil
15Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011
Ao financiar um projeto, realizamos uma avaliação por meio de ferramentas que abordam a 
extensão dos impactos socioambientais gerados pelo empreendimento. 
. QUESTIONÁRIO DE RISCO SOCIOAMBIENTAL (QRSA): análise da empresa 
para aprovação de crédito. Avaliam-se as práticas e impactos socioambientais do 
empreendimento, de segurança e governança corporativa com caráter inclusivo, podendo 
até ser restritivo. 
. ESTUDO DE VIABILIDADE DO PROJETO (EVP): desde 2004, antes da liberação dos 
recursos, realizam-se estudos técnicos e econômicos, exigindo parecer técnico de 
Inspeção Ambiental e Imobiliária, Declaração de Solo Limpo e avaliação dos critérios de 
sustentabilidade do projeto e da obra. 
. VISTORIA TÉCNICA AMBIENTAL (VTA): análise de cada etapa de implementação do 
projeto para verificar se as ações especificadas no projeto estão sendo efetivamente 
implantadas na construção do empreendimento durante sua evolução. 
Os responsáveis pelos empreendimentos avaliados pelos critérios do Obra Sustentável recebem 
um feedback, na forma de relatório, sobre a situação do projeto ou da obra. O objetivo é 
que a avaliação se torne uma ferramenta indutora de mudanças, gerando benefícios às 
partes envolvidas como a oportunidade de adequação ao projeto e, consequentemente, a 
diminuição de impactos socioambientais negativos. 
Plano de Negócios
Os critérios do Obra Sustentável foram elaborados com base em critérios de certificações e 
diretrizes existentes no mercado, como as normas da série ISO NBR 14001 e 9001, NRs trabalhistas, 
PBQP-H, LEED, HQE, GRI, ISE, Indicadores Ethos e aplicações práticas empresariais, entre outras fontes 
de consulta. 
Assim, junto com as empresas do setor de construção civil, buscamos disseminar um modelo de 
negócio que considera o meio ambiente e o desenvolvimento de toda a sociedade. Porque, para nós, 
lucrativo mesmo é o empreendimento em que todos ganham: a empresa, as pessoas, a sociedade 
e o planeta. 
O Santander aborda mais profundamente questões ligadas a práticas sustentáveis e risco 
socioambiental em questionários e guias disponíveis em seu site. 
Acesse www.santander.com.br/obrasustentavel e saiba mais.
17Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011
Na fase de planejamento, deve ser feito um levantamento dos aspectos e impactos 
socioambientais e econômicos relativos ao seu empreendimento, de forma a garantir a 
segurança e evitar ou mitigar possíveis riscos operacionais. 
É aconselhável a contratação de um consultor em projetos sustentáveis, ou incluir na equipe 
de trabalho um responsável técnico que desenvolva ou acompanhe o planejamento e a 
concepção do projeto, garantindo o respeito aos princípios e práticas socioambientais da 
obra que se pretende. 
Cabe ao consultor ou responsável técnico formular previamente critérios e rotinas para avaliar 
a qualidade de fornecedores e parceiros da obra. Recomenda-se que o planejamento seja 
desenvolvido em conjunto pelo consultor, proprietário, investidor, arquiteto do projeto e 
projetistas (hidráulica, elétrica, ar-condicionado e ventilação, paisagismo, estrutura, etc.), 
aproveitando ao máximo as condições locais e evitando retrabalho. 
Nessa etapa é definido o ciclo de vida da edificação e todos os impactos que esta poderá 
causar ao longo de sua existência, projetando-se de forma a minimizar os impactos em todas 
as fases da obra. A concepção do projeto deve refletir todos os estudos obtidos na fase 
de planejamento. 
Veja a seguir alguns aspectos ambientais que devem ser incluídos no planejamento 
do empreendimento a fim de evitar custos e transtornos desnecessários:
Planejamento
1. VERIFICAÇÃO DE NECESSIDADES DOS PÚBLICOS ENVOLVIDOS 
Definir o uso final (edifício comercial, residencial, hospitalar, etc.) do empreendimento a partir da 
análise das necessidades dos usuários, gestores, investidores e sociedade, determinando estratégia 
de abordagem dos agentes envolvidos. Em caso de mudança de uso de imóvel já existente, analisar 
o interesse social, considerando o valor cultural que ele tem na comunidade na qual está inserido. 
Analisar a possibilidade de contratação de mão de obra local. Realizar consulta pública, divulgando 
o que será feito no local, horários de funcionamento do canteiro, benefícios e transtornos previstos, 
bem como diálogo com a população local, consultando a comunidade local do bairro. É fundamental 
que a sociedade tenha um canal de comunicação disponível, claramente divulgado, para se manifestar. 
Recomenda-se a realização de parceria com instituições ou comunidades que atuam no local para 
dar andamento a programas locais que possam vir ao encontro do empreendimento, como o 
estabelecimento de um programa de coleta seletiva de lixo (a prefeitura ou subprefeitura local também 
pode fornecer dados sobre planos e programas instaurados). 
2. CAPACITAÇÃO DOS AGENTES ENVOLVIDOS 
E DIFUSÃO DAS BOAS PRÁTICAS SOCIOAMBIENTAIS 
Capacitar todos os funcionários e colaboradores envolvidos é muito importante para a continuidade 
dos princípios e a política definida pelo empreendimento, assim como valorizar e divulgar os 
aspectos socioambientais implementados. Capacitar vendedores (imobiliárias e corretoras) para 
que estejam aptos a comunicar todo o processo, com conhecimento das escolhas feitas no projeto, 
das formas de minimização de impactos, das preocupações especiais com o social e o ambiental,
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mostrando ao cliente o valor agregado da compra. Elaborar um manual dos usuários 
a ser disponibilizado aos proprietários e usuários, para que valorizem e, de fato, otimizem 
o uso dos equipamentos e técnicas de ecoeficiência incorporados no empreendimento. 
3. ESTUDO DE VIABILIDADE SOCIOAMBIENTAL 
Realizar estudo de viabilidade ambiental antes da aquisição da área, prevenindo riscos 
e imprevistos que possam gerar aumento de custos ou não cumprimento de prazos 
previamente estimados, levantando possíveis restrições legais e ambientais e verificando se 
existe algum passivo ambiental. Os estudos mencionados a seguir devem ser realizados por 
equipe técnica especializada, com registro nas respectivas entidades de classe, apresentando 
atestado de responsabilidade técnica do CREA ou conselho de classe relacionado. 
Investigação de áreas contaminadas11: verificar se a área é passível de estar contaminada, 
especialmente em áreas urbanas onde existiram atividades potencialmente poluidoras, 
levantando histórico das atividades realizadas no local e imediações. Em caso afirmativo, 
realizar investigação confirmatória de contaminação por meio de equipe técnica especializada. 
Se comprovada a contaminação, realizar investigação detalhada para determinar a extensão 
e as características da pluma de contaminação e análise de risco de exposição da saúde 
humana, identificando as técnicas de remediação. 
11 A CETESB é um órgão ambiental fiscalizador e controlador da Secretaria do Meio Ambiente 
do Estado de São Paulo (www.cetesb.sp.gov.br). Em São Paulo, a CETESB mapeou áreas de 
acordo