Apostila_Veículos_2012_Cap1_12
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de pneus radiais.
Exemplos:
Caso 1 : Pneu 6\uf03a50\u2212 16
Largura ....................- 6\uf03b 5 polegadas
Diâmetro do aro......- 16 polegadas
Tipo da carcaça......- Diagonal
Caso 2 : Pneu 9\uf03a00 \uf052 20
Largura ....................- 9 polegadas
Diâmetro do aro......- 20 polegadas
Tipo de carcaça......- Radial
1.8.2 Tratores agrícolas e industriais
Os pneus para estes equipamentos operam em condições bastante adversas de terreno.
De modo a possibilitar uma rápida identificação do tipo de trabalho para o qual o pneu é
adequado, eles são classificados de acordo com o código mostrado nas tabelas 1.13 e 1.14.
Nesses tipos de pneus, existe uma diferença quanto à forma de designar os tamanhos
para os eixos dianteiro e traseiro:
\u2022 para o eixo dianteiro (somente direcional) as dimensões dos pneus são especificadas
por dois grupos de números, \uf042\uf042 \uf064\uf064 (largura do pneu e diâmetro do aro), seguidos do
código de serviço a que se prestam.
Capítulo 1 - Pneus 40
Tabela 1.14: Classificação para rodas direcionais.
Símbolo Rodas direcionais
F1 Ranhura única
F2 Agricultura geral
F3 Ranhuras múltiplas
I1 Implementos agrícolas, ranhurados
I2 Implementos, tração moderada
I3 Implemento motriz
I6 Implemento de banda lisa
\u2022 para o eixo traseiro as dimensões dos pneus também são especificadas por dois grupos
de números, porém o primeiro grupo contém a especificação da largura do aro "\uf061\u201d
além da largura nominal do pneu e do diâmetro do aro \uf042\uf042\uf03d\uf061 \u2212 \uf064\uf064 (largura nominal
do pneu/ largura do aro e diâmetro do aro).
É importante salientar que estes pneus não são recomendados para serem usados com
velocidades superiores a 32\uf06b\uf06d\uf03d\uf068.
Exemplos:
Caso 1 : Pneu 7\uf03a50\u2212 18(\uf0462)
Largura..................................- 7\uf03b 5 polegadas
Diâmetro do aro...................- 18 polegadas
Código de serviço................- \uf0462 - Agricultura geral
Posicionamento....................- Roda direcional.
Caso 2 : Pneu 16\uf03a9\uf03d14\u2212 30(\uf0521)
Largura nominal do pneu.... - 16\uf03b 9 polegadas
Largura do aro......................- 14 polegadas
Diâmetro do aro...................- 30 polegadas
Código de serviço................- \uf0521- Agricultura
Posicionamento....................- Roda motriz.
1.8.3 Pneus para veículos fora de estrada
Assim como no caso de tratores agrícolas, os pneus para veículos fora de estrada são
classificados segundo o tipo de serviço recomendado. Devido à grande variedade de condições
de serviço, existem diversos desenhos de confecção da banda de rodagem, porém, para cada
tipo de serviço, existe uma relativa padronização entre os vários fabricantes de pneus. Em
função disto, eles são classificados de acordo com a tabela 1.15.
Cada tipo de serviço possui uma subdivisão que indica as características do piso a que
o pneu é adequado, o que, por sua vez, implica na construção da banda de rodagem com
Capítulo 1 - Pneus 41
Tabela 1.15: Tipos de serviço para pneus fora de estrada.
Tipos de Serviços (SAE J571) Função Característica
E (Earthmoves) Transporte de terra, areia e m inério . Resistência ao calor, a cortes, desgaste e ruptura p or impacto.
G (G rades) Moton iveladoras. Tração e d irig ib ilidade (v \uf03c 40km/h).
L (Loader) Carregadeiras Resistência ao desgaste e a cortes (v \uf03c 8km/h).
LS (Log - Skidder) Tratores floresta is Tração, flutuação e resistência a cortes.
C (Compactor) Compactação Resistente ao óleo, a cortes e ao desgaste (v \uf03c 8km/h).
Tabela 1.16: Subdivisão dos tipos de serviço de pneus fora de estrada.
Subdivisão Aplicação
E1 Direcionais
E2 Tração
E3 Para pedras
E4 Banda espessa, para pedras
E5 Resistente ao calor
E6 Extra resistente ao calor
E7 Flutuação
G1 Direcionais
G2 Tração
G3 Para pedras
G4 Banda espessa, para pedras
L2 Tração
L3 Para pedras
L4 Banda espessa, para pedras
L5 Banda extra espessa, para pedras
C1 Banda lisa
C2 Ranhura
LS2 Intermediário (uso geral)
Capítulo 1 - Pneus 42
desenhos, reforços e volume de borracha distintos de uma para outra classificação, como
mostra a tabela 1.16.
Para esses tipos de pneus, tem-se três séries de largura:
Convencional - série 96- a caracterização desta série é feita através do número que es-
pecifica a largura, sempre inteiro e expresso em polegadas.
Pneus Base Larga - série 83 - a caracterização desta série também é feita através do
número que especifica a largura, que, neste caso, é sempre expresso em frações de polegadas.
Pneus de perfil baixo - série 65 - a caracterização desta série é feita pelo número 65\uf03b que
sempre antecede a largura nominal do pneu.
Observação: quando os quatro tipos acima forem seguidos da letra S, a banda é lisa (ex.:
L4S).
Exemplos:
Caso 1: Pneu 18\uf03a00\u2212 25.
Como a largura é expressa por um número inteiro, este pneu é da série 96 e possui as
seguintes características:
Largura nominal.........................\uf042 = 18 polegadas
Série........................................\uf048\uf03d\uf042 = 0\uf03b 96
Diâmetro do aro.........................\uf064 = 25 polegadas
Diâmetro externo do pneu........\uf044 = 60 polegadas.
Caso 2: Pneu 33\uf03a25\u2212 35
Como a largura é expressa por um número fracionário, esse pneu é da série 83 e possui
as seguintes características:
Largura nominal.........................\uf042 = 33\uf03b 25 polegadas
Série........................................\uf048\uf03d\uf042 = 0\uf03b 83
Diâmetro do aro.........................\uf064 = 35 polegadas
Diâmetro externo do pneu........\uf044 = 90 polegadas.
Caso 3: Pneu 65\uf03d35\u2212 33
Como a largura é antecedida pelo número 65\uf03b este pneu é da série 65 e possui as seguintes
características:
Largura nominal.........................\uf042 = 35 polegadas
Série........................................\uf048\uf03d\uf042 = 0\uf03b 65
Diâmetro do aro.........................\uf064 = 33 polegadas
Diâmetro externo do pneu........\uf044 = 78\uf03b 5 polegadas.
Capítulo 2
Forças e acelerações em um veículo
em operação
2.1 Resistências ao movimento
Nesta primeira parte do estudo das forças que agem sobre um veículo se deslocando,
o interesse é naquelas que se opõem ao seu movimento e determinam o nível de potência
necessário para manter esse movimento. A força resistente total deve ser equilibrada pela
força transmitida por atrito ao solo, através das rodas motrizes, proveniente da potência
gerada pelo motor. Para que se tenha idéia de como o veículo se comportará nas diversas
situações de uso, é necessário que se conheça o nível de potência que o motor possui, a
cada rotação, para várias posições do acelerador. Dispondo de curvas características do
motor, como as mostradas na Figura 2.1, bem como da curva de consumo específico, é
possível estimar, com boa precisão, o comportamento do veículo em termos de acelerações
possíveis, consumo, velocidade final, bem como o seu desempenho em ultrapassagens e em
aclives para as mais diversas situações de carga e terreno. Para tanto, é de fundamental
importância o levantamento da potência líquida do motor em testes de dinamômetro, bem
como a determinação da potência gasta para manter a condição de deslocamento do veículo.
As resistências que se opõem do movimento, para todos tipos de veículos, são:
Figura 2.1: Curva de potência de um motor para diferentes níveis de carga.
43
Capítulo 2 - Forças e acelerações em um veículo em operação 44
Figura 2.2: Elementos da transmissão de potência do motor às rodas.
\u2022 - Resistência mecânica;
\u2022 - Resistência de aclive;
\u2022 - Resistência de inércia;
\u2022 - Resistência de rolamento;
\u2022 - Resistência aerodinâmica.
Cada parcela citada será apresentada detalhadamente nos itens que se seguirão.
2.2 Resistência mecânica
A potência gerada no motor deve ser levada às rodas motrizes para que o veículo possa
efetivamente fazer uso dela. Neste percurso, mostrado na Figura 2.2, existem vários ele-
mentos mecânicos sujeitos ao atrito que irão consumir parte dela. A resistência mecânica é
considerada como toda e qualquer perda que ocorra entre o volante do motor e os mancais
das rodas motrizes. Neste valor estão incluídas perdas na caixa de