RESUMO DE DIREITO CIVIL II
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RESUMO DE DIREITO CIVIL II


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acordo com o art. 353 do CC, a imputação pressupõe 5 elementos:
a) Dualidade ou multiplicidade de débitos;
b) Identidade de credor e de devedor;
c) Os débitos devem ser da mesma natureza;
d) Devem ser ainda líquidos e estarem vencidos;
e) O pagamento deve cobrir qualquer desses débitos.
6.2 - A imputação do pagamento pode ser feita:
a) Pelo devedor: CC. arts. 314, 352 e 353,
b) Pelo credor: CC. art. 353
c) Em razão de determinação legal: CC art. 355
7 - DAÇÃO EM PAGAMENTO: CC. ARTS. 356 A 359
A doação em pagamento é um acordo firmado entre devedor e credor, por via da qual o credor concorda em receber do devedor, para desobrigá-lo de uma dívida, objeto distinto daquele que constituiu a obrigação. Seus requisitos são:
a) existência de um débito vencido;
b) intenção de solver o débito;
c) diversidade do objeto oferecido em relação ao devido;
d) concordância do credor: expressa ou tácita.
Há quem diga que a dação em pagamento é uma novação subjetiva, todavia não o é porque extingue a obrigação sem criar uma nova.
8 - NOVAÇÃO: CC. ARTS. 360 A 367
Novação é a substituição de uma dívida por outra, ocorrendo a mera substituição e não a extinção da obrigação. È um ato que cria uma nova obrigação destinada a extinguir a precedente, substituindo-a.
Art. 360. Dá-se a novação:
I - quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior;
II - quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor;
III - quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído ao antigo, ficando o
devedor quite com este.
8.1 - Para que ela ocorra será preciso:
a) Existência de obrigação anterior, que se extingue com a constituição de nova, que vem a substituíla (obligatio novanda);
b) Criação dessa nova obrigação, em substituição à anterior, que se extingue;
c) Capacidade, legitimação e intenção de novar;
8.2 - São três os modos pelos quais se opera a novação:
a) Pela mudança de objeto da prestação;
b) Pela mudança do devedor;
c) Pela mudança do credor.
8.3 - Assim, podemos concluir que a novação pode ser:
a) Objetiva ou real: quando há mutação do objeto devido entre as mesmas partes (CC., art. 360, I)
b) Subjetiva ou pessoal: quando há mutação de um ou ambos os sujeitos da obrigação: novação subjetiva ativa (CC., art. 360, III) e novação subjetiva passiva por delegação (CC., art. 360, II) ou por expromissão (CC., art. 362).
8.4 - Vale mencionar que não se caracteriza novação:
a) Quando for feita simples redução do montante da dívida;
b) Mera tolerância do credor não importa manifestação da vontade de novar;
c) Não ocorre novação quando o credor tolera que o devedor lhe pague parceladamente;
d) Quando há modificação da taxa de juros.
Em resumo, intenção de novar não se presume. Deve ser expressamente declarada pelas partes, ou resultar, de modo inequívoco, da natureza das obrigações, inconciliáveis entre si. Não havendo ânimo de novar, a segunda obrigação confirma simplesmente a primeira.
9 - CONFUSÃO
A obrigação pressupõe a existência de dois sujeitos: o ativo e o passivo. Credor e devedor devem ser pessoas diferentes. Se essas duas qualidades, por alguma circunstância, encontrarem-se em uma só pessoa, extingue-se a obrigação, porque ninguém pode ser juridicamente obrigado para consigo mesmo ou propor demanda contra si próprio.
Em razão desse princípio, dispõe o art. 381 do Código Civil: "Extingue-se a obrigação, desde que na mesma pessoa se confundam as qualidades de credor e devedor". Na compensação, há dualidade de sujeitos, com créditos e débitos opostos, que se extinguem reciprocamente, até onde se defrontarem. Na confusão, reúnem-se numa só pessoa as duas qualidades, de credor e devedor, ocasionando a extinção da obrigação.
Em geral, a confusão resulta da herança. O caso mais comum é do filho que deve ao pai e é sucessor deste. Morto o credor, o crédito transfere-se ao filho, que é exatamente o devedor. Opera-se, neste caso, a confusão, desaparecendo a obrigação. Mas a confusão pode resultar, também, da cessão de crédito, do casamento pelo regime da comunhão universal de bens e da sociedade.
9.1 - ESPÉCIES
A confusão pode verificar-se a respeito de toda a dívida, ou só de parte dela (CC, art. 382). Pode ser, portanto, total ou parcial. Na última, o credor não recebe a totalidade da dívida, por não ser o único herdeiro do devedor. Por exemplo, os sucessores do credor são dois filhos e o valor da quota recebida pelo descendente devedor é menor do que o de sua dívida.
A confusão operada na pessoa do credor ou devedor solidário só extingue a obrigação até a concorrência da respectiva parte no crédito, ou na dívida, subsistindo quanto ao mais a solidariedade (CC, art. 383). Em se tratando de obrigação solidária passiva, e na pessoa de um só dos devedores reunirem-se as qualidades de credor e devedor, a confusão operará somente até a concorrência da quota deste. Se ativa a solidariedade, a confusão será também parcial ou imprópria (em contraposição à confusão própria, abrangente da totalidade do credito), permanecendo, quanto aos demais, a solidariedade.
9.2 - EFEITOS
A confusão extingue não só a obrigação principal como também os acessórios, como a fiança, por exemplo. Mas a recíproca não é verdadeira. A obrigação principal, contraída pelo devedor, permanece se a confusão operar-se nas pessoas do credor e do fiador. Extingue-se a fiança, mas não a obrigação. Igualmente se houver confusão entre fiador e devedor: desaparece a garantia, mas subsiste a obrigação principal.
Porém, "cessando a confusão, para logo se restabelece, com todos os seus acessórios, a obrigação anterior" (CC, art. 384). O fenômeno pode acontecer, por exemplo, no caso de abertura da sucessão provisória em razão da declaração de ausência e posterior aparecimento do presumidamente morto, ou ainda em caso de anulação de testamento já cumprido. Nestas hipóteses, não se pode falar que a confusão efetivamente extinguiu a obrigação, mas que somente a neutralizou ou paralisou, até ser restabelecida por um fato novo.
10 - Cessão de Crédito
A cessão de crédito é o negócio jurídico onde o credor (cedente), transfere a um terceiro (cessionário), sua posição ativa na relação obrigacional. Essa transferência, que pode ser onerosa ou gratuita, total ou parcial, deve ser notificada ao devedor (cedido), a fim de evitar a nulidade do negócio jurídico celebrado pagando a prestação a quem lhe é devido. Art. 290 CC.
A cessão de crédito se justifica no estimulo de circulação de riquezas, através da troca de títulos de credito (cheques, duplicatas, notas promissórias), não exige formalidade entre o cessionário e o cedente, pode ser até verbal, mas para ser oponível a terceiros deve ser feita por escrito dotada de fé publica conforme art. 288 do CC.
A cessão de crédito não deve ser vista como uma nova obrigação entre o cessionário e o cedido e sim como uma sucessão ativa da relação obrigacional, sendo que o cedido continua devendo a mesma prestação, mudando só o seu credor.
A prestação é transferida com todos os seus acessórios e garantias ao cessionário, salvo estipulação em contrário entre ele e o cedente. Assim, a obrigação permanece com suas garantias reais (penhor, hipoteca e antícrese), garantias pessoais (fiança, penhor de terceiro), e acessórias como juros e cláusula penal moratório e compensatória, cláusulas relativas ao modo, tempo e lugar do pagamento, eleição de foro ou compromissória, direito potestativos relacionado ao crédito como a faculdade de opção em obrigações alternativas ou a concentração em obrigações objetivamente determináveis (dar coisa incerta) etc.
Não são todos os créditos que podem ser transferidos, a exemplo das obrigações de fazer "intuitu personae", créditos já penhorados, créditos alimentícios (créditos personalíssimos, ex: pensão, salários). 
10.1 - Espécies
Lis
Lis fez um comentário
Excelente ??
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Elaine
Elaine fez um comentário
Bom resumo!
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Milena
Milena fez um comentário
MUITO BOM !!
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