aula4_parte2_conforto
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de forma geral
está ainda associado pelo projeto do assento e sua
adequação ao corpo do passageiro, temperatura,
ventilação, espaço interior e muitos outros fatores.
\ufffd Todos estes fatores contribuem para a \u201cqualidade do
percurso\u201d.
Tolerância á vibração no assento
\ufffd A comunidade automotiva ainda não chegou a um
consenso com relação à definição de níveis de
tolerância de vibrações no percurso.
\ufffd Desta forma, inicialmente é aconselhável consultar
pesquisas realizadas na área de tolerância do ser
humano à vibrações realizadas pela comunidade
científica.
\ufffd Estes estudos, de forma geral, tendem a focar na
tolerância relacionada ao desconforto na posição
sentado, em um esforço para determinar a
sensibilidade à vibração em determinada freqüência
do corpo humano.
Tolerância á vibração no assento
\ufffd Inputs de sinais senoidais são geralmente utilizados para
verificar níveis de desconforto, o níveis de sensação
equivalentes em função da freqüência.
\ufffd Não existe ainda um consenso geral, para o julgamento
de vibrações aceitáveis ao longo do percurso devido a
variáveis tais como:
1. Posição sentado;
2. Influência do input de vibração nas mãos e nos pés;
3. Input único versus Input múltiplo;
4. Escala de conforto;
5. Duração da exposição;
6. Inputs de vibração sonoro e visual.
Tolerância á vibração no assento
\ufffd A despeito da controvérsia, alguns denominadores
comuns podem ser verificados, resultados de
pesquisas recentes.
\ufffd Examinando a tolerância às vibrações para trás e
para a frente em passageiros sentados, os
pesquisadores em geral observam curvas de
sensibilidade comparáveis.
Tolerância Humana á vibrações 
verticais
Tolerância Humana á vibrações 
verticais
\ufffd Por causa da diferente interpretação de conforto em
cada estudo, o nível nominal de uma curva não é
comparável ao das outras, não tendo significado
representativo.
\ufffd No entanto, a maioria das curvas mostra uma tolerância
mínima (máxima sensibilidade) do corpo humano à
vibrações verticais na faixa de freqüência de 4 a 8 Hz.
\ufffd Essa sensibilidade é reconhecida como resultado de
ressonâncias na cavidade abdominal.
\ufffd Em freqüências acima ou abaixo deste intervalo a
tolerância cresce/decresce proporcionalmente à
freqüência.
Tolerância Humana á vibrações 
verticais
\ufffd Algumas das formas das curvas limite, mais recentes,
mostram pequenas inflecções no intervalo entre 10 e 20
Hz devido à ressonância nos órgãos, especialmente
ressonância na cabeça próximo a 10 Hz.
\ufffd Conforme indicado nas curvas ISO, a duração da
exposição à vibração também afeta o limite máximo de
tolerância.
\ufffd Achados bastante interessantes foram obtidos pela
NASA na pesquisa sobre conforto em veículos de
transporte de massa, especialmente aviões.
\ufffd As linhas de conforto para vibrações verticais é mostrada
na figura.
Tolerância Humana á vibrações 
verticais
Tolerância Humana á vibrações 
verticais
\ufffd O ponto significativo observado é que a
sensibilidade como função da freqüência depende
do nível de aceleração.
\ufffd Para altos níveis de aceleração, as curvas de
tolerância coincidem com as de outros estudos. Mas
para níveis mais baixos a natureza horizontal das
curvas implica que o desconforto é independente da
freqüência.
\ufffd Portanto, baixos níveis de vibração são igualmente
questionáveis independentemente da sua freqüência
ao longo do intervalo indicado.
Tolerância Humana á vibrações
\ufffd A sensibilidade humana à vibrações para frente e para
trás é um pouco diferente daquela da vertical.
\ufffd A figura seguinte mostra limites de tolerância para
vibrações deste tipo determinados por diferentes fontes.
\ufffd Novamente o valor nominal de cada curva não é
especialmente significativo, mas sensibilidades similares
são identificadas.
\ufffd A diferença mais notável verificada é que a região de
sensibilidade máxima ocorre no intervalo de 1 a 2 Hz.
\ufffd Essa sensibilidade se reconhece como resultado da
ressonância para frente e para trás da parte superior do
tronco.
Tolerância Humana ás vibrações para 
frente e para trás
Resposta humana à vibração veicular
\ufffd Baixas frequências Wn<0,5 Hz \u2013 provoca enjôos
\ufffd Médias frequências:
\ufffd 4<Wn<8Hz \u2013 Estômago
\ufffd 20<Wn<25Hz \u2013 Cabeça e ombros
\ufffd 30<Wn<80Hz \u2013 Globo Ocular
\ufffd Altas frequências \u2013 modelo discreto
Modelos discretos do corpo humano
Rosen e Arcan (2003).
Modelos discretos do corpo humano
Kubo et al (2001).
Modelos discretos do corpo humano
\ufffd Há quatro fatores físicos que determinam a vibração
no corpo humano que são: a intensidade, a
freqüência, a direção e a duração. Em cada direção,
a sensibilidade também varia com a freqüência.
Logo, para quantificar a vibração pode-se utilizar
parâmetros de deslocamento, velocidade e
aceleração.
\ufffd As normas ISO 2631/1 (1997) e ISO 2631/2 (1989)
tratam dos níveis de vibração aceitáveis quanto à
sensibilidade humana.
Critérios de conforto de acordo com 
especificações de normas
\ufffd A ISO 2631/1: 1997 faz referência aos efeitos da 
vibração sobre a saúde e o conforto, relacionando 
freqüências de vibração, amplitudes de aceleração e 
tempo de exposição, para vibrações nas direções 
ortogonais. 
\ufffd Já a ISO 2631/2: 1989 ao estudo dos limites de 
vibrações aceitáveis em construções.
Critérios de conforto de acordo com 
especificações de normas
Critérios de conforto de acordo com 
especificações de normas
\ufffd Há três tipos de exposição humana à vibração conforme a
norma ISO 2631/1: 1997:
\ufffd 1. Vibrações transmitidas simultaneamente à superfície total
do corpo e/ou a partes substanciais dele, e ocorre quando o
corpo está imerso em um meio vibratório.
\ufffd 2. Vibrações transmitidas ao corpo como um todo por meio de
superfícies de sustentação, como os pés em uma pessoa em
pé, região pélvica em um indivíduo sentado, ou a área de
sustentação de uma pessoa recostada. Este tipo de vibração
é comum em veículos, em edificações e nas proximidades de
maquinário de trabalho.
\ufffd 3. Vibrações aplicadas a partes específicas do corpo, como
cabeça e membros. Exemplos destas vibrações ocorrem por
meio de cabos, pedais ou suportes de cabeça, ou por grande
variedade de ferramentas e instrumentos manuais.
Critérios de conforto de acordo com 
especificações de normas
\ufffd A norma ISO 2631/1: 1997 pode ser utilizada para 
avaliar vibrações gerada por veículos (ar, terra e 
água) e máquinas (da indústria e agricultura), onde 
pessoas estão expostas às vibrações mecânicas 
que podem interferir no conforto, nas atividades 
ocupacionais e na saúde humana. 
Critérios de conforto de acordo com 
especificações de normas
\ufffd As principais definições desta norma estão relacionadas 
aos seguintes requerimentos gerais:
1. A vibração é medida de acordo com um sistema
coordenado originado em um ponto em que ela está
entrando no corpo;
2. Existem limites de exposição distintos para cada um
dos eixos (x,y e z);
3. Os transdutores devem estar localizados para indicar a
vibração na interface entre o corpo humano e a fonte
de vibração, ou o mais próximo possível de tal ponto
ou área;
4. O parâmetro para avaliação da magnitude da vibração
é a aceleração, dada em termos da raiz da média
quadrática \u2013 r.m.s. (\u201croot mean square\u201d).
Critérios de conforto de acordo com 
especificações de normas
\ufffd Para procurar caracterizar faixas de conforto
humano, os limites de exposição são fornecidos
para uso de acordo com três critérios, geralmente
reconhecíveis como a preservação do conforto,
eficiência de trabalho e segurança ou saúde.
Critérios de conforto de acordo com 
especificações de normas
\ufffd Os limites estabelecidos segundo tais critérios são denominados:
1. Limite do conforto reduzido - está relacionado com o nível de
aceleração vertical a partir do qual as pessoas sentem-se