Introdução à Microbiologia
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Introdução à Microbiologia


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3 \u2013 Microbiologia
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Método Temperatura Aplicações Limitações
Calor úmido
 Autoclave
 Água em ebulição
 Pasteurização
121,6oC à pressão de 15
lb/pol2, 15 \u2013 30 min
100oC, 10 min
62,8oC por 30 min, ou
71,7oC por 15 s
Esterilização de
instrumentos, bandejas de
tratamento, tecidos,
utensílios, meios e outros
líquidos
Destruição de células
vegetativas em
instrumentos, recipientes
Destruição de células
vegetativas de
microrganismos
patogênicos e de muitos
outros microrganismos no
leite, suco de frutas e em
outras bebidas
Ineficiente contra
micorganismos presentes
em materiais impermeáveis
ao vapor; não pode ser
utilizado em materiais
termossensíveis
Endósporos não são
mortos; não pode ser
utilizado como
esterilizante
Não é esterilizante
Calor seco
 Forno de ar quente
170 \u2013 180oC por 1 \u2013 2 h Esterilização de materiais
impermeáveis ou
danificáveis pela umidade
(óleos, vidrarias,
instrumentos cortantes,
metais)
Destrói materiais que não
suportam altas
temperaturas por muito
tempo
Incineração Centenas de oC Esterilização de alças de
semeadura, eliminação de
carcaças de animais
infectados, eliminação de
objetos contaminados que
não podem ser reutilizados
O tamanho do incinerador
deve ser adequado à
queima rápida e completa
da maior carga; apresenta
potencial de poluição do ar
Baixas temperaturas
 Congelamento
 Nitrogênio líquido
Menor que 0oC
-196oC
Preservação de alimentos e
outros materiais
Preservação dos
microrganismos
Principalmente
microbiostático em vez de
microbicida
Alto custo do nitrogênio
líquido
5.4.3 Radiações
As radiações ionizantes (raios X e raios gama) têm tido aplicação na
esterilização de materiais biológicos. Este método é chamado de esterilização fria,
porque estas radiações produzem relativamente pouco calor no material irradiado e,
assim, é possível esterilizar substâncias termossensíveis, especialmente nas indústrias
alimentícia e farmacêutica.
A luz ultravioleta é outro tipo de radiação empregada na esterilização de
materiais. A porção ultravioleta do espectro inclui todas as radiações compreendidas
entre 150 e 3.900 Å, mas a eficácia bactericida mais alta situa-se em comprimentos de
onda ao redor de 2650 Å. Embora a energia radiante da luz solar seja parcialmente
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composta de luz ultravioleta, a maior parte dos comprimentos mais curtos é filtrada pela
atmosfera terrestre (ozônio, nuvens e fumaça). Consequentemente, a radiação
ultravioleta, na superfície da Terra, é restrita à faixa de 2.870 a 3.900 Å, do que se
conclui que a luz solar, em certas condições, tem capacidade microbicida, embora em
grau limitado. A luz ultravioleta é absorvida por muitas substâncias celulares, mas, de
modo mais significativo, pelos ácidos nucleicos, onde ocorre o maior dano. Existem
muitas lâmpadas que emitem alta concentração de luz UV na região mais efetiva, 2.600
a 2.700 Å. Essas lâmpadas germicidas são amplamente utilizadas para reduzir a
população microbiana em salas cirúrgicas de hospitais e em câmaras assépticas de
indústrias farmacêuticas, onde são envasados produtos estéreis e, ainda, na indústria
alimentícia para o tratamento de superfícies contaminadas. Uma importante
consideração prática, referente ao uso deste meio de destruição microbiana, é que a luz
UV tem uma capacidade de penetração muito pequena. Mesmo uma fina camada de
vidro filtra uma grande parte da luz e, assim sendo, apenas os microrganismos existentes
na superfície de um objeto diretamente exposto à radiação UV são susceptíveis à
destruição.
5.5 Controle pelos agentes químicos
Nenhum agente químico antimicrobiano único é o melhor ou o ideal para
qualquer ou todas as finalidades. Algumas especificações podem orientar a preparação
de novos compostos e devem ser consideradas nos métodos de avaliação dos
desinfetantes destinados ao uso prático. São elas: a atividade microbiana, solubilidade,
estabilidade, inocuidade para o homem e os animais, homogeneidade, ausência de
combinação com material orgânico estranho, toxicidade para microrganismos em
temperatura ambiente ou corporal, poder de penetração, ausência de poderes corrosivos
e tintoriais, poder desodorizante e capacidades detergentes.
5.5.1 Escolha do agente químico antimicrobiano
Os fatores que devem ser considerados na escolha de um agente químico
antimicrobiano são:
1. Natureza do material a ser tratado: um exemplo extremo pode ser citado - um
agente químico usado para desinfetar utensílios contaminados pode ser completamente
insatisfatório para aplicação na pele. Conseqüentemente, a substância escolhida deve ser
compatível com o material no qual é aplicada.
2. Tipos de microrganismos: os agentes químicos são completamente eficazes
sobre bactérias, vírus, fungos e outros microrganismos. Os esporos são mais resistentes
que as formas vegetativas. Existem diferenças entre bactérias gram-positivas e gram-
negativas, com relação à resistência aos desinfetantes. Sendo assim, o agente escolhido
deve ser conhecidamente efetivo contra o organismo a ser destruído.
3. Condições ambientais: fatores com temperatura, pH, tempo, concentração e
presença de material orgânico podem influir na taxa e na eficiência da destruição
microbiana.
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5.5.2 Principais grupos de desinfetantes e anti-sépticos
Alguns dos principais grupos de agentes químicos desinfetantes e anti-sépticos
são listados a seguir e a tabela 12 mostra a aplicação destes agentes no controle de
microrganismos.
1. Fenol e compostos fenólicos
2. Álcoois
3. Halogênios (iodo e cloro)
4. Metais pesados e seus compostos
5. Detergentes
Outros agentes químicos são aplicados na esterilização de materiais e são
denominados de esterilizantes químicos. São particularmente utilizados para a
esterilização de materiais médicos sensíveis ao calor, como bolsas de sangue para
transfusão, seringas plásticas descartáveis e equipamentos de cateterização. Também são
utilizados para esterilizar ambientes fechados, incluindo câmaras assépticas utilizadas
para procedimentos que devem ser livres de microrganismos. Os principais esterilizantes
químicos utilizados são:
a) Óxido de etileno: composto orgânico (C2H4O) que é líquido a temperaturas abaixo
de 10,8o C, mas acima desta temperatura torna-se um gás. Tem grande poder de
penetração, podendo atravessar e esterilizar o interior de grandes pacotes com
objetos, roupas e certos plásticos. Desvantagem: é inflamável e é potencialmente
explosivo em forma pura;
b) \u3b2\u2013 Propiolactona: é um composta líquido incolor em temperatura ambiente.
Destina-se à esterilização de instrumentos e materiais termossensíveis. Tem baixo
poder de penetração e seu uso foi restringido devido a sua provável propriedade
carcinogênica.
c) Glutaraldeído: é um líquido oleoso e incolor. É utilizado em medicina para
esterilizar instrumentos urológicos, lentes de instrumentos, equipamentos
respiratórios e outros equipamentos específicos. Como desvantagem, tem uma
estabilidade limitada.
d) Formaldeído: é um gás que se mostra estável somente em altas concentrações e
em temperaturas elevadas. Em temperatura ambiente, ele polimeriza-se formando
uma substância sólida incolor, o paraformaldeído. O formaldeído é comercializado
em solução aquosa como formalina, que contém 37 a 40% (p/v) da substância.
Este é utilizado para a esterilização de instrumentos e a forma gasosa é utilizada
para a desinfecção e esterilização de áreas fechadas. Desvantagem: tem fraco
poder de
Ana Sofia
Ana Sofia fez um comentário
um saco não dá pra imprimir direto do site
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daniele
daniele fez um comentário
COMO FACO PARA IMPRIMIR
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Juliana
Juliana fez um comentário
Ótimo material ..muito obrigada!
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Candida
Candida fez um comentário
o padrão na montagem direta em KOH apresentado pela espécie T.soudanense é denominado
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Eliana
Eliana fez um comentário
relatório de bactéria está floco usar áureos
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