aula dolo transparencia
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aula dolo transparencia


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venéreo; 131 perigo de contágio de moléstia grave; 133 abandono de incapaz. Perigo= risco/ gravidade. Dano prejuízo de coisa alheia/ deterioração
Previsão \u2013 cálculo antecipado
 
** O código penal não aceita a culpa presumida ou deduções que se alicercem em prova concreta.
Em geral os crimes são considerados dolosos. O agente responde pelos crimes que praticar se quis realizar a conduta. Art. 18. Ocorrerá crime culposo quando expressamente previsto em lei na forma culposa.
Ex Há homicídio culposo, art, 121,& 3.; lesões corporais culposas, art. 129& 6. ao existe dano culposo já que o artigo 163 somente prevê a forma dolosa para quem destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia.
A tentativa não é punidacomo um delito autônomo.
TENTATIVA PUTATIVA- o individuo crê ser punível uma conduta que, em verdade , é atípica. Furto de uso. Furta para uso e faz prota substituição.
	Desistência Voluntária- o agente, embora tenha iniciado a execução do delito, não leva adiante, desistindo a ação típica, A desistência que ser voluntária, ou seja o agente não tenhasido coagido, moral ou materialmente.
Não é desistência o agente que desiste pelo risco de ser surpreendido; pelosa gritos da vítima, por sua reação, pela intervenção de terceiros.
	Ex: o sujeito que entra na casa com a intenção de furtar e desiste; o sujeito que efetua disparo ou golpe, tendo munição e a vítima a sua mercê e desiste. Sempre que pode proseguir mais não quer.
Responde pelos atos praticados- O agente que entrou em casa alheia para furtar e desistiu, reponde por invasão de domicílio. Queria matar e desistiu, reponde por lesão etc. Se ele quer prosseguir mas não pode há tentativa
	Arrependimento Eficaz \u2013 inadequação da conduta típica de tentativa. Após ter esgotado os meios que dispunha para a prática do crime, o agente se arrepende-se e evita que o resultado ocorra, Ex: ministra antídoto à pessoa envenenada; retira da água a pessoa que desejava afogar. Necessário que haja êxito sua ação, evitando a consumação. Responde pelos atos praticados. Se não conseguir evitar a consumação, a partir dos atos praticados para a consumação, pode-se beneficiar quando da fixação da pena. O arrependimento voluntário e o arrependimento eficaz têm natureza de causas pessoas de exclusão de pena.
	Arrependimento posterior- Vontade do agente de reparar o dano. Só há diminuição de pena se REPARAÃO FOR PESSOAL, COMPLETA E VOLUNTÁRIA. A DEVOLUÇÃO INCOMPLETA HAVERÁ ATENUANTES. Presteza no ressarcimento do dano.
Depois da denuncia . Haverá atenuante art. 65, III, b. A natureza jurídica é causa obrigatória redução da pena.
Crime impossível - Teoria objetiva = não existe crime impossível não tem como imputar uma pena.
NÃO ADMITEM A FIGURA DA TENTATIVA
a)Crimes culposos ( Imprudência, negligência e Imperícia)
b)Crimes preterdolosos - Quando o resultado excede culposamente a intenção do agente.
Ex: o agente que agride a vítima com um soco, vindo a mesma a falecer, por ter tropeçado e batido com a cabeça na pedra. Lesão corporal seguida de morte.
c) As contravenções \u2013 Decreto Lei 3.688/41 Ex: loteria não autorizada ( art. 51), vadiagem( srt. 59), crueldade contra animais ( art. 54)
d)Crimes omissivos são os que objetivamente são descritos com uma conduta negativa, de não fazer o que a lei determina, consistindo a omissão na transgressão da norma jurídica. É a omissão do autor quando deve agir.
e) Crimes unissubsistentes     O crime unissubsistente, como o próprio nome diz, realiza-se apenas com um ato, ou seja, a conduta é una e indivisível (ex.: injúria), coincidindo o ato, temporalmente, com a consumação, de modo que não admitem tentativa. 
     O crime plurissubsistente é, por sua vez, composto de vários atos, que integram a conduta, ou seja, existem fases que podem ser separadas, fracionando-se o crime. Admitem a tentativa e constituem a maioria dos delitos: homicídio, furto e roube, por exemplo. 
 f) Crimes que a lei pune somente quando ocorre o resultado, como a participação em suicídio. (C.P. Art. 122).
g) Crime habitual é constituído de uma reiteração de atos (penalmente indiferentes de per si), que constituem um todo, um delito apenas, traduzindo geralmente um modo ou estilo de vida. Nestes casos, a prática de um ato apenas não seria típica: o conjunto de vários, praticados com habitualidade, é que configura o crime (ex.: ART 230 CP Rufianismo- tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte por quem exerça). 
h) Crimes permanentes - quando a consumação se prolonga no tempo, dependente da ação ou omissão do sujeito ativo, como acontece no cárcere privado.
i) Crimes de atentado - é inconcebível tentativa de tentativa.
ERRO DE TIPO E DE PROIBIÇÃO
Por erro de tipo entende-se aquele que incide sobre elementos ou circunstâncias do tipo, pressupostos de fato de uma excludente da ilicitude. Esta espécie de erro exclui o dolo (evitável ou inevitável) e, por conseguinte, a tipificação de um delito doloso, sem contudo eximir o agente da responsabilidade por crime culposo, se previsto (art. 20, CP).
No que se refere a erro de proibição, pode-se conceituá-lo como erro sobre a antijuricidade de uma ação típica conhecida pelo agente. É o caso do agente desenvolver um ação tipificada como crime, supondo que sua conduta coaduna-se com o direito.
Formas do erro de tipo
Essencial
É o erro que incide sobre elementos ou circunstâncias do tipo legal de crime, impossibilitando que o sujeito compreenda a natureza criminosa da sua conduta.
Não há no agente a vontade de ensejar o tipo objetivo. Como o dolo é o querer do tipo. No erro o agente não sabe que está realizando o tipo objetivo.
Subdivide-se em:
a) invencível - aquele que não pode ser evitado pela diligência ordinária;
b) vencível - aquele que pode ser evitado pela diligência ordinária e não o foi por negligência ou imprudência.
	Ex:1. O agente não tem ou não tem plena consciência da sua conduta (não sabe exatamente o que faz). O erro de tipo exclui o dolo. Ex1: uma pessoa que a pedido de outra transporta drogas supondo ser remédio. Ex2: uma pessoa que com a chave do seu carro entra em outro carro e sai com o mesmo supondo ser o seu.É também chamado de erro de tipo incriminador ou erro de tipo essencial, pois recai sobre o tipo que incrimina e é contrário do dolo. Sempre exclui o dolo e consequentemente o fato típico (crime ou injusto). Pode haver resíduo culposo.
Pode recai sobre:
a) Elementares de um crime: Ex. a pessoa que com a chave do seu carro entra em outro carro e sai com o mesmo supondo ser o seu. Neste caso não existe o requisito subjetivo \u2013 dolo. Neste caso exclui o crime ou o desqualifica (art. 312). No exemplo, excluir-se-á o crime de furto, vez que este não admite modalidade culposa. Normalmente arquiva-se o caso, pois não há foto típico e sem crime não pode haver denúncia.
b) Qualificadora: Ex. A, sem saber que B está no 1º mês de gestação, lhe espanca e acaba por provocar-lhe um aborto (art. 129-aborto);
c) Causa de aumento: neste caso só exclui o aumento de pena. A rouba B sem saber que o mesmo estava transportando valores (é uma das causas de aumento do crime de roubo);
d) Agravante: Ex1. Bater em mulher em grávida sem que fosse possível presumir tal estado; Ex2. A e B não se conhecem. A bate em B. A e B são irmãos.e) Pode recair ainda sobre requisito normativo do tipo (art. 29).
Destarte, percebe-se que o erro de tipo incriminador ou essencial vai sempre beneficiar o réu.
O erro de tipo incriminador ou essencial pode ser vencível ou invencível:
\u2022 
INVENCÍVEL ou ESCUSÁVEL. Recebe este nome porque liquida, escusa, absolve, arquiva. Jamais oferecer denúncia nestes casos. Sempre pedir o arquivamento. Está previsto no art. 20, caput, 1ª parte. Ex.: a pessoa que transportou drogas sem saber.
\u2022 VENCÍVEL ou INESCUSÁVEL. O sujeito atua abruptamente, rapidamente,