aula dolo transparencia
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afeta ou interfere na culpabilidade;
\u2022 A doutrina majoritária, devido a teoria limitada da culpabilidade, entende que o agente que age com erro de tipo permissivo age sem dolo. Luiz Flávio discorda e entende que o dolo é inequívoco, afirmando que o problema é de culpabilidade. Existem três tipos de erro nas discriminantes putativas:
a) Erro sobre a existência \u2013 art. 21
b) Erro sobre os limites \u2013 art. 21
Ambos são formas de erro de proibição, erro de tipo indireto, erro de permissão ou erro de tipo indireto (?) (expressões sinônimas). 
c) Erro sobre situação fática (discriminante putativa fática) \u2013 art. 20, § 1º. É também
chamada de erro de tipo permissivo. O melhor exemplo de discriminante putativa fática é o da legítima defesa putativa - A e B
prometem-se reciprocamente a morte. A encontra B e este põe a mão no paletó para pegar um lenço. A acredita que B está sacando uma arma e atira em B. Existem seis teorias para resolver esta matéria. No Brasil prevalece a teoria limitada da
culpabilidade. Por esta teoria, exclui o dolo e é como se fosse um erro de tipo. Pela teoria extremada da culpabilidade, adotada pela Alemanha (Welzel), trata-se de erro de proibição, pois o sujeito quando disparou o tiro queria efetivamente dispará-lo. O dolo está presente. Exclui a culpabilidade. Além destas teorias, também existem:
- Teoria do dolo: é erro de tipo e exclui o dolo; se vencível há crime culposo.
- Teoria dos elementos negativos do tipo (tipo total do injusto): é erro de tipo e exclui o dolo; se vencível há crime culposo.
- Teoria que remete à conseqüência jurídica: art. 20, § 1º - erro plenamente justificável pelas circunstancias = isenção de pena; erro vencível: sujeito responde pela pena do crime culposo. Luiz Flávio Gomes discorda com todas as teorias acima e afirma não ser caso nem de erro de tipo nem de proibição. Trata-se, em verdade, de erro sui generis, pois segundo ele não se exclui o dolo, como afirma a teoria brasileira. Diverge também da teoria alemã,
Referências
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BRUNO, Anibal. Direito penal: parte geral, t. 2, 3.ed. Rio de Janeiro: Forense, 1967.
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JESUS, Damásio E. de. Código penal anotado, 2.ed. São Paulo: Saraiva, 1991.
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MIRABETE, Fabbrini Julio. Manual de direito penal: parte geral, v. 1, 2.ed. São Paulo: Atlas, 1986.
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PONTES, Ribeiro. Código penal brasileiro, 6.ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1968.
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