2-Fatos Juridicos - 2013.2
11 pág.

2-Fatos Juridicos - 2013.2


DisciplinaBens e Negócios Jurídicos11 materiais170 seguidores
Pré-visualização3 páginas
complexos: necessários vários atos:
complexidade objetiva
complexidade subjetiva
coligados: composto por vários negócios jurídicos; multiplicidade negocial próprios, independentes, mas com nexo substancial.
QUANTO AO CONTEÚDO:
patrimoniais
extrapatrimoniais.
QUANTO À EXTENSÃO DE EFEITOS, À EFICÁCIA:
Constitutivos.
declaratórios.
QUANTO À CAUSA DETERMINANTE:
CAUSAIS OU MATERIAIS: o motivo determinante está expresso no conteúdo; ligados à origem da obrigação, o que a motiva. Para tanto, a causa deve ser verdadeira. divórcio
ABSTRATOS OU FORMAIS: criam obrigações autônomas, sendo desnecessária a vinculação da motivação as razões do negócio jurídico decorrem naturalmente do mesmo: transmissão da propriedade, ex: nota promissoria, letra de cambio
QUANTO AO MOMENTO DE APERFEIÇOAMENTO:
consensuais: geram efeitos a partir do acordo de vontades das partes \u2013 art. 482 CC, C/V pura
reais:geram efeitos a partir da entrega do objeto: comodato, mútuo
ELEMENTOS DO NEGÓCIO JURÍDICO: também chamados de requisitos
- essenciais, naturais e acidentais.
essentialia negotti: elementos essenciais
naturalia negotti: conseqüências ou efeitos decorrentes do negócio jurídico
accidentalia negotti: estipulações acessórias, facultativas
PLANOS DA EXISTÊNCIA-VALIDADE-EFICÁCIA \u2013 TRICOTOMIA DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS: O negócio jurídico se divide em 3 planos:
existência: elementos mínimos; suporte fático; para que o mesmo exista, impõe-se atender determinados requisitos. SUBSTANTIVOS SEM ADJETIVOS
PARTES (AGENTES)
VONTADE
OBJETO
FORMA
 validade: ainda que existente, precisa ser válido para que seja considerado perfeito e hábil à produção de efeitos jurídicos; ADJETIVAR OS SUBSTANTIVOS
PARTES (AGENTES) - CAPAZES
VONTADE \u2013 LIVRE, SEM VÍCIOS, QUALIFICADA;
OBJETO \u2013 LÍCITO, POSSÍVEL, DETERMINÁVEL, DETERMINADO
FORMA \u2013 PRESCRITA OU NÃO DEFESA EM LEI
 eficácia: consequencias jurídicas; produção de efeitos gerados pelo negócio jurídico em relação às partes e a terceiros, os quais podem sofrer determinadas limitações.
Pontes de Miranda, Tratado de Direito Privado, em três planos: existência, validade e eficácia.
Escada Ponteana:
Plano da existência Plano da validade Plano da eficácia
Pressupostos de existência Pressupostos de validade elementos acidentais: condição, 
Substantivos: partes, vontade, Adjetivos: capazes, livre, termo, encargo.
Objeto e forma lícito e possível, determinado 
 ou determinável; prescrita ou
 não defesa em lei.
TÉCNICA DA ELIMINAÇÃO PROGRESSIVA: Antonio Junqueira de Azevedo.
CC 1916 e CC 2002 não distinguem nulidade de inexistência; adota a dicotomia validade-eficácia;
Clóvis Beviláqua admitia a dualidade: inexistentes são aqueles que sequer têm a aparência de ato jurídico;
Caio Mário: nulidades implícitas
ELEMENTOS ESSENCIAIS: planos da existencia e da validade
Plano da existência: vontade, finalidade negocial (o propósito em adquirir, conservar, modificar, extinguir direitos), a idoneidade do objeto, o bem da vida.. 
PLANO DE VALIDADE
art. 104 do CC \u2013 críticas;
 Requisitos de caráter específico
Silvio Rodrigues exige a CAUSA como requisito.
A) CAPACIDADE DO AGENTE: relacionado ao poder de disposição da vontade do agente emissor.
Capacidade
 Incapacidade absoluta- art. 3 CC \u2013 Nulidade \u2013 art. 166 CC
Incapacidade relativa \u2013 art. 4 CC : anulabilidade \u2013 art. 171, I CC \u2013 exceções
a incapacidade é suprida pela representação e pela assistência
CAPACIDADE ESPECÍFICA: LEGITIMAÇÃO: transcende a capacidade genérica, é específica ao ato.
B) OBJETO:
- objeto lícito 
- objeto jurídico, objeto imediato ou conteúdo: a conduta humana, uma prestação de dar, de fazer, de não fazer.
- possibilidade: física ou jurídica 
- determinado ou determinável \u2013 suscetível de determinação 
C) FORMA:
consensualismo
 formalismo 
 sistema da publicidade dos registros públicos
 princípio da liberdade da forma (art. 107, CC)
 Forma especial ou solene
 forma contratual
enunciado n° 289 da 4ª Jornada de Direito Civil - o valor de 30 SM referido no art. 108 é o arbitrado pelas partes, e não pela administração pública com finalidade tributária.
D) VONTADE OU CONSENTIMENTO LIVRE: DECLARAÇÃO DE VONTADE:
Pressuposto básico,
Princípio da autonomia da vontade: limitações: supremacia da ordem pública, do interesse social, coletivo; função social, evitar opressão econômica.
Princípio da obrigatoriedade dos contratos \u2013 pacta sunt servanda 
Princípio da revisão dos contratos ou da onerosidade excessiva \u2013 baseado na cláusula rebus sic stantibus e na teoria da imprevisão 
Vontade expressa
Vontade tácita
Vontade presumida: prevista em lei; presunção juris tantum.
Declaração receptícia 
Declarações não-receptícias 
VONTADE VERDADEIRA OU VONTADE DECLARADA?
TEORIA SUBJETIVA: Savigny e Windscheid \u2013 a vontade verdadeira ou vontade real é o elemento dos negócios jurídicos, deve haver harmonia entre a vontade interna e a declaração.
TEORIA OBJETIVA \u2013 BGB \u2013 reconhece na vontade declarada a vinculação do negócio jurídico; é irrelevante a vontade interior, mas tão somente importa a vontade exteriorizada.
Antonio Junqueira de Azevedo: vontade e declaração são integradas, e não dois elementos: A DECLARAÇÃO DA VONTADE. No plano da existência, basta a declaração; no plano da validade e da eficácia, importa o processo volitivo.
Vontade interna \u2013 RESERVA MENTAL \u2013 art. 110 CC 
Ocorrência de divergência entre a vontade interna e a declarada
Não intencional \u2013 erro, coação física
Intencional \u2013 simulação, reserva mental e declarações não sérias
Simulação: o declarante, de forma consciente e de má-fé, declara algo que não coincide com o real propósito e em conluio coma outra parte para prejudicar credores.
RESERVA MENTAL OU RETICENCIA: emissão da vontade diversa da vontade querida, com o propósito de enganar a outra parte mas SEM o seu conhecimento. NÃO HÁ CONLUIO.PREVALECE A VONTADE DECLARADA SALVO SE...
declarações não sérias \u2013 expressões através de brincadeiras, sem o propósito de concretizar a declaração
Silêncio como manifestação de vontade: art. 111 CC 
Como anuência: prorrogação prazo indeterminado art.46 L 8245/91; 1805 CC aceitação tácita herança
Como recusa: direito de preferência art. 28L 8245/91
INTERPRETAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS:
A interpretação não se limita ao conteúdo da palavra, mas também de atos e de determinadas circunstâncias, esclarecendo a real intenção dos partícipes.
Art. 112/114 CC
REGRAS DOUTRINÁRIAS: utilização da lógica:
A impropriedade da denominação não acarreta prejuízo: erro no nomen juris \u2013 possibilidade de adequação ao pretendido.
Busca da interpretação que produza interpretações práticas
Quem pode o mais, pode o menos
Consolidação de costumes
Ninguém está obrigado ao impossível
REGRAS DE POTHIER SOBRE A INTERPRETAÇÃO DE CONVENÇÕES:
Antes do sentido gramatical, busca-se a intenção comum das partes
Deplo sentido: opção pelo mais lógico
Costume do país
Interpretação sistemática 
Na dúvida: contra quem estipulou
REGRAS DO CC: 
intenção dos declarantes
boa-fé objetiva:lealdade, honestidade, retidão.
REPRESENTAÇÃO:
capacidade
representação legal e voluntária
Conceito: Dá-se a representação quando alguém investe-se do poder de praticar negócios jurídicos em nome de outrem, que fica vinculado aos efeitos jurídicos dos atos realizados\ufffd.
ELEMENTOS NATURAIS: SÃO OS ELEMENTOS IDENTIFICADORES DO NEGÓCIO JURÍDICO.
PLANO DA EFICÁCIA
Os elementos que