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1000 traços no equivalente aos 3600 do círculo. Isso 
leva a concluir que cada pulso (claro ou escuro) corresponderia a cerca de 20 minutos de arco, 
que seria a precisão, não muito boa, do hipotético equipamento. O exemplo descrito seria o 
caso do modelo incremental (figura 6.9) (CINTRA, 1993; DURAN, 199_). 
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Figura 6.9 - Modelo de limbo incremental. 
 
Num segundo modelo pode-se pensar em trilhas opacas dispostas concentricamente e 
não mais na posição radial (figura 6.10). 
Neste caso o número de trilhas vem dado pelo raio e não pelo perímetro como no 
exemplo anterior. Associa-se o valor 0 (zero) quando a luz não passa e 1 (um) quando a luz 
passa. Para detectar a passagem ou não da luz é montada uma série de diodos, neste caso, em 
forma radial. A posição do círculo é associada a um código binário de \u201c0\u201d ou \u201c1\u201d em uma 
determinada seqüência. Isso forneceria um novo modelo, de sistema absoluto e não 
incremental como o anterior. 
 
 
Figura 6.10 - Sistema de codificação absoluto. 
 
6.2.4 - SENSOR ELETRÔNICO DE INCLINAÇÃO 
Vale a pena acrescentar, que os teodolitos eletrônicos incluem outra característica 
distinta em relação aos mecânicos: o sistema de sensores eletrônicos de inclinação que 
permitem a horizontalização automática. 
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Além de facilitar a tarefa do operador e aumentar a precisão, esse sistema permite 
corrigir diretamente uma visada simples de ângulos verticais, sem ter que conjugar os pares de 
leituras nas posições direta e inversa. 
O sistema apresentado na figura 6.11 é baseado na reflexão de uma luz sobre uma 
superfície líquida, que sempre permanece horizontal e por isso pode ser usada como um 
referencial. Uma luz gerada em (A) é refletida na superfície líquida (B) e após atravessar 
alguns componentes ópticos atinge um fotodiodo (C). O valor da corrente, induzida neste, 
permite determinar a posição da luz com relação ao ponto de zero (Z), em que quadrante 
(figura 6.11) e qual o deslocamento com relação a esse ponto central, ou seja, a inclinação do 
teodolito na direção do eixo de colimação (horizontal) e na sua perpendicular (vertical) 
(CINTRA, 1993; DURAN, 199_). 
 
 
 
ADAPTADO: CINTRA, 1993. 
Figura 6.11 - Esquema do Sensor de Inclinação. 
 
 
 
 
Figura 6.12 - Detalhe do Sensor de Inclinação. 
ADAPTADO: CINTRA, 1993.
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6.3 - ESTAÇÕES TOTAIS 
De maneira geral pode-se dizer que uma estação total nada mais é do que um teodolito 
eletrônico (medida angular), um distanciômetro eletrônico (medida linear) e um processador 
matemático, associados em um só conjunto (figura 6.13). A partir de informações medidas em 
campo, como ângulos e distâncias, uma estação total permite obter outras informações como: 
- Distância reduzida ao horizonte (distância horizontal); 
- Desnível entre os pontos (ponto \u201ca\u201d equipamento, ponto \u201cb\u201drefletor); 
- Coordenadas dos pontos ocupados pelo refletor, a partir de uma orientação prévia. 
Além destas facilidades estes equipamentos permitem realizar correções no momento 
da obtenção das medições ou até realizar uma programação prévia para aplicação automática 
de determinados parâmetros como: 
-Condições ambientais (temperatura e pressão atmosférica); 
-Constante do prisma. 
Além disto é possível configurar o instrumento em função das necessidades do 
levantamento, alterando valores como: 
 -Altura do instrumento; 
 -Altura do refletor; 
 -Unidade de medida angular; 
 -Unidade de medida de distância (metros, pés); 
 -Origem da medida do ângulo vertical (zenital, horizontal, nadiral, etc); 
 
 
 
Figura 6.13 - Estação Total. 
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6.4 - MÉTODOS DE MEDIDA ANGULAR 
Em Topografia, normalmente deseja-se determinar o ângulo horizontal compreendido 
entre duas direções,conforme exemplo abaixo. 
 
 
 
 
 
 
Figura 6.14 \u2013 Ângulo \u3b1. 
 
6.4.1 - APARELHO NÃO ORIENTADO 
Neste caso, faz-se a leitura da direção AB(L1) e AC(L2), sendo que o ângulo \uf020será 
obtido pela diferença entre L1 e L2. O teodolito não precisa estar orientado segundo uma 
direção específica (figura 6.15). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 6.15 \u2013 Aparelho não orientado. 
 
\u3b1 = L2 \u2013 L1 (6.2) 
 
Se \u3b1 for negativo soma-se 360º. 
 
6.4.2 - APARELHO ORIENTADO PELO NORTE VERDADEIRO OU GEOGRÁFICO 
As leituras L1 e L2 passam a ser azimutes verdadeiros de A para B e de A para C. 
 
6.4.3 - APARELHO ORIENTADO PELA BÚSSOLA 
Caso semelhante ao anterior e denominam-se as leituras de azimutes magnéticos. 
 
6.4.4 - APARELHO ORIENTADO NA RÉ 
Neste caso, zera-se o instrumento na estação ré e faz-se a pontaria na estação de 
vante. No caso de uma poligonal fechada, se o caminhamento do levantamento for realizado 
no sentido horário, será determinado o ângulo externo compreendido entre os pontos BÂC 
(figura 6.16). 
\u3b1A
B
C
L1
L2
0º
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Figura 6.16 \u2013 Aparelho orientado na estação ré. 
 
6.4.5 - APARELHO ORIENTADO NA VANTE 
Semelhante ao caso anterior, somente que agora o equipamento será zerado na estação 
de vante (figura 6.17). 
 
 
 
 
 
Figura 6.17 \u2013 Aparelho orientado na estação vante. 
 
 
6.4.6 - DEFLEXÃO 
Neste caso, força-se a coincidência da leitura 180º com o ponto de ré, o que equivale a 
ter a origem da graduação no prolongamento dessa direção. A deflexão será positiva (leitura a 
direita) ou negativa (leitura a esquerda) e vai variar sempre de 0º a 180º (figura 6.18) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 6.18 \u2013 Deflexão. 
 
6.5 - TÉCNICAS DE MEDIÇÃO DE DIREÇÕES HORIZONTAIS 
6.5.1 - SIMPLES 
Instala-se o teodolito em A, visa-se a estação B em Pontaria Direta, e anota-se Lb. A 
seguir, visa-se a estação C e lê-se Lc. 
 
\u3b1 = Lc - Lb (6.3) 
B
A 
C180º 
A 
B
C
Ré Vante 
B
A 
C
0º
Ré 
Vante 
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Em qualquer medida de ângulo horizontal é fundamental que os retículos verticais 
estejam perfeitamente sobre o alvo. 
 
6.5.2 - PARES CONJUGADOS (PD E PI) 
As leituras são feitas na posição direta da luneta e na posição inversa, conforme ilustra 
a figura 6.19. 
 
 LPD - Leitura em PD 
 LPI - Leitura em PI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
0º
0º
P
(PI)
(PD)
LPD
LPI
 
L + L + 180PD PI
L + L PD PI
2
2
L = 
L = + 90
 
 
Figura 6.19 \u2013 Leitura de pares conjugados 
Assim: 
 
90
2
±+= PIPD LLL onde: + se PD > PI (6.4) 
 - se PD < PI 
 
 
0º
0º 
P
(PI)
(PD) 
L PD
L PI 
L + L - 180PD PI
L + L PD PI
2
2
L = 
L = - 90
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Exemplo: 
Foram medidas duas direções A e B para a determinação