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se o prumo sai do ponto. Caso isto ocorra, soltar o equipamento e 
deslocar o mesmo até que o prumo esteja posicionado sobre o ponto; 
 
\u2022 Repetir os dois últimos procedimentos até que o equipamento esteja perfeitamente 
nivelado e centrado. 
 
 
6.6.2 - FOCALIZAÇÃO 
 
De acordo com ESPARTEL (1987 p.147), \u201cfocar a luneta é a operação que tem por 
fim fazer a coincidência do plano do retículo e do plano da imagem do objeto visado com o 
plano focal comum à objetiva e à ocular\u201d. O procedimento de focalização inicia-se pela 
focalização dos retículos e depois do objeto. Deve-se sempre checar se a luneta está bem 
focalizada, para evitar o problema denominado de paralaxe de observação, o qual acarretará 
em visadas incorretas. Para verificar se está ocorrendo este fenômeno deve-se mover a cabeça 
para cima e para baixo, para a direita e esquerda, sempre observando pela ocular. Quando 
destes movimentos, verificando-se que os fios do retículo se movem em relação a imagem, 
então existe uma paralaxe de observação e, neste caso, a pontaria dependerá da posição do 
observador. 
 
Para evitar este problema deve-se proceder da seguinte forma: 
 
a) Focalização dos retículos: os retículos devem estar focalizados de forma que estejam sendo 
vistos com nitidez e bem definidos. Para facilitar este procedimento, pode-se observar uma 
superfície clara, como uma parede branca ou mesmo o céu (figura 6.44), tomando o cuidado 
de não apontar para o Sol, para evitar danos irreversíveis à visão. 
 
Figura 6.44 \u2013 Retículos focalizados. 
 
b) Focalização do objeto: feita a focalização dos retículos, faz-se a pontaria ao objeto desejado 
e realiza-se a focalização do mesmo (figura 6.45-a e 6.45-b). Testa-se para ver se há o 
problema de paralaxe (deslocamento aparente de um objeto em relação a um referencial 
causado pelo deslocamento do observador), caso seja verificado a ocorrência da mesma, deve-
se realizar nova focalização ao objeto. Na figura 6.45-c, supondo um deslocamento do 
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observador no sentido longitudinal, percebe-se que houve um deslocamento do retículo em 
relação à imagem, caracterizando a paralaxe de observação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 6.45 \u2013 Focalização da imagem e paralaxe de observação. 
 
Durante a pontaria, os fios do retículo devem estar posicionados exatamente sobre o 
ponto onde deseja-se realizar a pontaria. 
 
6.6.3 - LEITURA DA DIREÇÃO 
 
Depois de realizada a pontaria, faz-se a leitura da direção, que em equipamentos 
eletrônicos é um procedimento simples, bastando ler o valor apresentado no visor do mesmo. 
Para a leitura da direção horizontal do teodolito, a diferença entre a leitura em pontaria 
direta (PD) e pontaria inversa (PI) deve ser igual a 180º. Para leitura do ângulo zenital a soma 
dos valores de PD e PI deve ser igual a 360º. 
 
6.7 \u2013 ÂNGULOS VERTICAIS 
 
 Fazendo-se uma Pontaria Direta (PD) e uma Pontaria Inversa (PI) em um alvo fixo, 
obtém-se o ângulo zenital isento do erro de verticalidade do equipamento por: 
2
360 PIPD ZZZ \u2212+= (6.6) 
É possível também calcular o erro de verticalidade (\u3b5) de um equipamento: 
 
2
)(360 PIPD ZZ +\u2212=\u3b5 (6.7) 
E com isso, um ângulo zenital lido somente em PD pode ser corrigido do erro de 
verticalidade: 
 
\u3b5+= PDZZ (6.8)
 
a) b) c) 
Deslocamento 
da imagem 
em relação ao 
retículo 
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7.1 - NORTE MAGNÉTICO E GEOGRÁFICO 
O planeta Terra pode ser considerado um gigantesco imã, devido a circulação da 
corrente elétrica em seu núcleo formado de ferro e níquel em estado líquido. Estas correntes 
criam um campo magnético, como pode ser visto na figura 7.1. 
Este campo magnético ao redor da Terra tem a forma aproximada do campo 
Magnético ao redor de um imã de barra simples (figura 7.1). Tal campo exerce uma força de 
atração sobre a agulha da bússola, fazendo com que mesma entre em movimento e se 
estabilize quando sua ponta imantada estiver apontando para o Norte magnético. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 7.1 - Campo magnético ao redor da Terra. 
Adaptado de: THE EARTHS MAGNETIC FIELD (2004). 
 
A Terra, na sua rotação diária, gira em torno de um eixo. Os pontos de encontro deste 
eixo com a superfície terrestre determinam-se de Pólo Norte e Pólo Sul verdadeiros ou 
geográficos (figura 7.2). 
O eixo magnético não coincide com o eixo geográfico. Esta diferença entre a 
indicação do Pólo Norte magnético (dada pela bússola) e a posição do Pólo Norte geográfico 
denomina-se de declinação magnética, que será vista em detalhes neste capítulo. 
07 - ORIENTAÇÃO
Pólo geográfico Pólo geomagnético 
Equador 
geográfico 
Equador 
magnético 
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7.2 - AZIMUTE E RUMO 
7.2.1 - AZIMUTE 
Azimute de uma direção é o ângulo formado entre a meridiana de origem que contém 
os Pólos, magnéticos ou geográficos, e a direção considerada. É medido a partir do Norte, no 
sentido horário e varia de 0º a 360º (figura 7.2). 
N
S
W E
P1
P2
P3
P4
Az = 30º 15'1
Az = 120º 45'2
Az = 210º 15'3
Az = 310º 15'4
1º Q
3º Q
4º Q
2º Q
 
Figura 7.2 - Representação do azimute. 
7.2.2 \u2013 RUMO 
Rumo é o menor ângulo formado pela meridiana que materializa o alinhamento Norte 
Sul e a direção considerada. Varia de 0º a 90º, sendo contado do Norte ou do Sul por leste e 
oeste. Este sistema expressa o ângulo em função do quadrante em que se encontra. Além do 
valor numérico do ângulo acrescenta-se uma sigla (NE, SE, SW, NW) cuja primeira letra 
indica a origem a partir do qual se realiza a contagem e a segunda indica a direção do giro ou 
quadrante. A figura 7.3 representa este sistema. 
N
S
W E
P1
P2
P3
P4
30º15' SW
ou
S 30º 15' W
30º15' NW
ou
N 30º 15' W
30º15' NE
ou
N 30º 15' E
30º15' SE
ou
S 30º 15' E
1ºQ4ºQ
3ºQ 2ºQ 
Figura 7.3 - Representação do rumo. 
Independente da orientação do sistema (Geográfico ou Magnético) a forma de 
contagem do Azimute e do Rumo, bem como a conversão entre os mesmos ocorre da mesma 
forma. 
 
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7.2.3 - CONVERSÃO ENTRE RUMO E AZIMUTE 
Sempre que possível é recomendável a transformação dos rumos em azimutes, tendo 
em vista a praticidade nos cálculos de coordenadas, por exemplo, e também para a orientação 
de estruturas em campo. 
Para entender melhor o processo de transformação, observe a seqüência indicada a 
partir da figura 7.4. 
N
S
W E
1
2
3
4
R = 360º - 4 Az4
R = 180º - 2 Az2
R = - 180º3 Az3
R = Az1 1
1ºQ
3ºQ
4ºQ
2ºQ
Az4
Az3
Az2
 
 
Figura 7.4 - Representação do Rumo em função do Azimute. 
 
a) Conversão de Azimute para Rumo 
No Primeiro quadrante: 
R1 = Az1 (7.1) 
No Segundo quadrante: 
R2 = 180º - Az2 (7.2) 
No Terceiro quadrante: 
R3 = Az3 - 180º (7.3) 
No Quarto quadrante: 
R4 = 360º - Az4 (7.4) 
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b) Conversão de Rumo para Azimute 
No Primeiro quadrante (NE): 
Az1 = R1 (7.5) 
No Segundo quadrante (SE): 
Az2 = 180º - R2 (7.6) 
No Terceiro quadrante (SW): 
Az3 = 180º + R3 (7.7) 
No Quarto quadrante