apostila_topo
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de qualquer mapa, em função da 
escala de representação, algumas das feições serão representadas em verdadeira grandeza 
através de suas dimensões medidas em campo, outras serão representadas utilizando-se 
símbolos. Estes poderão ser uma réplica da feição a ser representada, como o caso de um 
símbolo de árvore ou abstrações, ou um símbolo para a representação de uma RN, por 
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exemplo. Nas abstrações são normalmente utilizados elementos geométricos como círculos e 
triângulos para compor o símbolo. A NBR 13133 apresenta em seu anexo B um conjunto de 
convenções topográficas para serem utilizadas nos desenhos topográficos. A figura 13.2 
apresenta alguns destes símbolos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.2 \u2013 Exemplos de convenções topográficas. Fonte: ABNT (1994, p.32). 
 
Utilizando-se um CAD é possível criar conjuntos de símbolos que podem ser 
facilmente empregados nos desenhos. Exemplos de setas de Norte são apresentados na figura 
13.3. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.3 \u2013 Diferentes formas de indicação do Norte. 
 
Para facilitar a compreensão do desenho deve ser elaborada uma legenda com o 
significado de cada símbolo. 
 
Correções ou alterações também podem ser realizadas com facilidade. A figura 13.4 
ilustra diferentes formas de representação para uma mesma área. São alterados os símbolos, 
posição dos textos e outros elementos, o que, em desenhos feitos à mão eram atividades não 
muito práticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vértices 
Geodésicos 
1º Ordem 
3º Ordem 
2º Ordem 
RN Oficial 
1º Ordem
3º Ordem
2º Ordem
Vértices 
Topográficos 
Pol. Principal 
Pol. Auxiliar 
Pol. Secundária 
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Figura 13.4 \u2013 Diferentes representações para uma mesma área. 
 
Outra facilidade na utilização de CAD é a possibilidade de dividir os elementos em 
diferentes camadas ou layers (figura 13.5), isto é bastante útil no gerenciamento e elaboração 
do desenho, uma vez que podem ser mostradas em tela somente as feições que se deseja, sem 
que haja a necessidade de apagar as demais feições para que isto ocorra. É possível utilizar 
camadas para a elaboração de desenhos auxiliares, que não devem fazer parte do desenho 
final, como é o caso de uma triangulação para a realização da Modelagem Digital do Terreno 
(figura 13.6) ou linhas definidoras de áreas a serem preenchidas com texturas (hachura). 
Quando da elaboração do desenho final basta ocultar estas camadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.5 \u2013 Divisão do desenho em camadas. 
 
P01 
gramado 
Rua X 
P01 
gramado 
Rua X 
Pontos da poligonal 
Textos
Ruas
Folha, 
moldura e 
legenda
Vegetação
Calçadas 
Edificações 
Estacionamento 
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Figura 13.6 \u2013 Camadas auxiliares. No caso \u201ca\u201d a camada com a triangulação está ativa. 
No caso \u201cb\u201d esta camada está desativada. 
 
 
13.2 - DESENHO TÉCNICO 
 
Os desenhos devem ser realizados em folhas com formato padrão de acordo com a 
NBR 10068, sendo que as folhas podem ser utilizadas tanto na vertical como na horizontal 
(figura 13.7). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.7 \u2013 Folhas na horizontal e vertical. 
 
Os formatos das folhas da série denominada de \u201cA\u201d são apresentados na tabela 13.1. 
a)
b)
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Tabela 13.1 \u2013 Formatos da série A 
Designação Dimensões (mm) 
A0 841 x 1189 
A1 594 x 841 
A2 420 x 594 
A3 297 x 420 
A4 210 x 297 
Fonte: ABNT(1987). 
 
De acordo com a NBR 10582 (ABNT, 1988), a folha de desenho deve conter espaços 
para desenho, texto e legenda, conforme ilustra a figura 13.8. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.8 \u2013 Espaços para desenho, texto e legenda. FONTE (ABNT, 1988). 
 
No espaço para texto devem constar todas as informações necessárias ao entendimento 
do conteúdo do espaço para desenho. Este espaço deve ser localizado à direita ou na margem 
inferior da folha, devendo ter largura igual a da legenda ou, no mínimo, 100 mm. 
 
A legenda deverá conter as seguintes informações (ABNT, 1988): 
 
\u2022 designação da firma; 
\u2022 projetista, desenhista ou outro responsável pelo conteúdo do desenho; 
\u2022 local, data e assinatura; 
\u2022 nome e localização do projeto; 
\u2022 conteúdo do desenho; 
\u2022 escala (conforme NBR 8196); 
\u2022 número do desenho; 
\u2022 designação da revisão; 
\u2022 indicação do método de projeção conforme a NBR 10067; 
\u2022 unidade utilizada no desenho conforme a NBR 10126. 
Espaço para texto 
Espaço 
para 
desenho 
Espaço para legenda 
Espaço 
para 
desenho Espaço 
para 
legenda 
Espaço 
para texto 
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De acordo com a NBR 10068 (ABNT 1987) a legenda deverá ter 178 mm de 
comprimento nos formatos A4, A3 e A2 e 175mm nos formatos A1 e A0. A figura 13.9 
apresenta um exemplo de legenda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.9 \u2013 Exemplo de legenda. 
 
13.3 - DESENHO TOPOGRÁFICO E NBR13133 
 
A NBR 13133, nos seus itens 5.23 e 5.24, apresenta uma série de normativas 
relacionadas ao desenho topográfico, dividas entre a elaboração do original topográfico e o 
desenho topográfico final. A seguir são apresentados alguns destes itens. O número indicado 
entre parênteses refere-se ao número do item na norma. 
 
\u201c(5.23) Os elementos levantados no campo, devidamente calculados e compensados, 
devem ser lançados na escala predeterminada, numa base dimensionalmente estável 
quadriculada, constituindo-se no original topográfico.\u201d ABNT(1994, p.11). 
 
\u201c(5.23.2) Os processos e instrumentos utilizados na elaboração do original topográfico 
devem estar de acordo com a escala adotada e não devem conduzir erros de graficismo que 
prejudiquem a exatidão conseguida nas operações de campo.\u201d ABNT(1994, p.11). 
 
\u201c(5.23.6) O lançamento dos pontos de detalhe pode ser realizado por suas coordenadas 
planorretangulares ou por meio de suas coordenadas polares, no sistema topográfico adotado.\u201d 
ABNT(1994, p.11). 
 
\u201c(5.23.8) As curvas de nível devem ser traçadas a partir dos pontos notáveis 
definidores do relevo, passando pelas interpolações controladas nas altitudes ou cotas entre 
pontos de detalhe. As curvas-mestras, espaçadas de cinco em cinco curvas, devem ser 
reforçadas e cotadas. No caso de haver poucas curvas-mestras, as intermediárias também 
devem ser cotadas.\u201d ABNT(1994, p.11). 
 
DEPARTAMENTO DE GEOMÁTICA - UFPR 
OBRA/LEVANTAMENTO 
LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO DO SETOR DE CIÊNCIAS DA TERRA 
LOCAL 
CENTRO POLITÉCNICO S/N \u2013 CURITIBA - PR 
DATA 
09/01/2004 
CLIENTE 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ 
ESCALA 
INDICADA 
REVISÃO 
1º - 09/01/2004 
DESENHO 
Beltrano 
RESPONSÁVEIS 
É
FULANO DA SILVA 
ENG. CARTÓGRAFO 
CREA 00000 -00 
FOLHA 
folha única 
FSilva
TOPOGRAFIA 
 
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\u201c(5.24) O desenho topográfico final do levantamento topográfico deve ser obtido por 
copiagem do original topográfico,