tipo de investimento PNC
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serão constituídos por quotas de igual valor e nenhum dos membros poderá 
deter mais de 40% do total das quotas. 
\uf0b7 Os clubes só podem aplicar seus recursos em ações, debêntures conversíveis em ações e, 
em caráter excepcional, expressamente em debentures simples e títulos da Divida Pública. 
\uf0b7 Mínimo de 51% em ações. 
\uf0b7 Se mais de 67% em ações = 15% de IR no resgate 
\uf0b7 Se menos = come-cotas semestral e tabela regressiva (22,5 a 15%) 
 
Em relação à aplicação dos recursos nas bolsas, os Clubes de investimentos podem operar nos 
Mercados à Vista (compra e venda) e nos Mercados de Opções, Futuro e Termo. Como nos mercados 
a prazo o risco é maior, os Clubes de Investimentos só podem operar como vendedores cobertos ou 
fecharem essas posições (operação inversa). Operação inversa de uma venda coberta é uma compra 
com as mesmas características da venda, com uma única alteração: o preço da operação. 
Os ganhos de mercado serão obrigatoriamente reinvestidos, assim como os direitos recebidos, 
dividendo e bonificação, pois o objetivo do clube é a criação de patrimônio cada vez maior. O lucro 
do cotista se dará com o resgate de suas cotas, que poderá ser parcial ou total. Esse resgate será feito 
de acordo com os estatutos do Clube. As ordens de compra e venda serão registradas em nome do 
Clube. Para maiores informações sobre Clubes de Investimentos - www.ini.org.br/ 
 
TITULOS DE CAPITALIZAÇÃO 
Os títulos de capitalização NÃO são investimentos com características de um jogo onde se pode 
recuperar parte do valor gasto na aposta. Sem a ajuda da sorte, o rendimento será inferior ao de um 
fundo ou uma caderneta de poupança. 
Do valor aplicado pelo investidor, a instituição financeira separa um percentual para poupança, outro 
para o sorteio e um terceiro para cobrir suas despesas. 
Assim, nos planos de capitalização para dez anos, de cada valor de prestação, normalmente 10% vão 
para sorteio, 15% cobrem as despesas de administração e 75% são poupados em uma conta que rende 
TR mais juros de 0,5% ao mês. As primeiras parcelas pagas costumam destinar-se integralmente ao 
sorteio e às despesas de administração, sem nenhum depósito para o aplicador. 
Os títulos de capitalização têm, também, liquidez limitada. Há uma carência para a retirada das 
parcelas depositadas, carência essa que pode variar e na qual parar de pagar pode significar a perda 
de grande parte do valor aplicado. 
 
 
 
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Alguns bancos, entretanto, já estão reduzindo ou até limitando o prazo de carência. Esses títulos são 
interessantes para quem gosta de jogar com a vantagem de que, caso não ganhe, uma parte do 
investimento será recuperada. Não é uma boa opção, quando comparado com o custo de 
oportunidade de investimento em outras alternativas do mercado. 
 
As características dos títulos de capitalização são, em resumo, as seguintes: 
\uf0b7 Capital Nominal - É o valor que o investidor vai resgatar ao final do plano. Sobre ele, incidem 
correção e juros de 0,5% ao mês. 
\uf0b7 Sorteios - Podem ser semanais, mensais etc. Alguns se baseiam em resultados de jogos, como a 
sena; outros possuem sorteios próprios. Outros misturam os dois. 
\uf0b7 Prêmio - É quanto o investidor paga pelo título. O pagamento pode ser de uma só vez (Plano 
Único) ou mensal (plano Mensal). No segundo caso, normalmente, as mensalidades são reajustadas 
pela TR. 
\uf0b7 Prazo - Não podem existir planos com prazo inferior a um ano. Quanto menor o prazo do título, 
menor será sua perda com relação à poupança. 
\uf0b7 Provisão para Sorteio - É a parte da prestação que irá compor o prêmio dos sorteados. 
\uf0b7 Carregamento - É a parte da prestação que vai cobrir as despesas e o lucro da instituição. É a taxa 
de administração. 
\uf0b7 Provisão matemática - É a parcela que vai compor a poupança do investidor. Normalmente, é 
corrigida pela TR mais juros de, no máximo, 0,5% ao mês. A partir do 6º mês do pagamento 
(inclusive), a instituição é obrigada a destinar, no máximo, 70% do prêmio para provisão matemática. 
Existem instituições que, nos cinco primeiros meses, não colocam qualquer quantia nessa reserva. 
Carência para resgate - Não pode ser superior a 24 meses. Se o prazo de pagamento do título for 
inferior a 48 meses, ela cai para 12 meses, no máximo. Se o investidor fizer o resgate antes do 
término do plano, tem direito a, no mínimo, 90% do valor da provisão matemática corrigido. No 
término do plano, deve receber 100%. 
 
O PRAZO DE APLICAÇÃO: HORIZONTE TEMPORAL DO INVESTIDOR 
Horizonte temporal é o tempo para o qual são formadas as expectativas e pelo qual o indivíduo 
espera manter seu investimento. O prazo de aplicação é um dos parâmetros básicos para o processo 
de tomada de decisão do investidor. 
 
 
 
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Por exemplo, um investidor pretende fazer aplicações em títulos (ações) para construir um fundo de 
aposentadoria, o qual ele espera que se dê vinte anos à frente. Nesse caso, vinte anos será o prazo de 
aplicação ou o horizonte temporal do investidor. Entretanto, esse investidor não pretende comprar 
ações e retê-las por esse prazo excessivamente dilatado para suas possibilidades de formação de 
expectativas. Assim, ele pretende comprar ações com base nas informações disponíveis e projetadas 
pelo prazo de um ano, período máximo que admite serem confiáveis suas expectativas. Um ano é, 
para esse investidor, o horizonte temporal de seus investimentos. 
Outros investidores fixarão diferentes horizontes temporais com o que estratégias diferenciadas se 
seguirão. Todavia, o objetivo comum de todos os investidores será o de maximizar suas riquezas ao 
período final de investimento. Nas operações de mercado financeiro, nas quais o investidor está 
envolvido na administração de seu fluxo de caixa, o horizonte temporal do investimento é definido 
em função das entradas e saídas de caixa, ou seja, pelo prazo de ociosidade (disponibilidade) de seus 
recursos. Esses prazos são normalmente curtos e as aplicações são geralmente sem risco. 
Todavia, em função dos prazos de aplicação e da estrutura das taxas de juros é que se consumarão os 
negócios nesse mercado. No mercado de capitais, os prazos são normalmente mais dilatados do que 
os observados nos mercados financeiros. Isto não quer dizer inexistirem ganhos de curto prazo nos 
mercados de capitais. Todavia, nesse curto prazo, normalmente de altas e baixas do mercado, os 
ganhos possíveis são muito mais assemelhados aos que se aufere nos jogos do que nos negócios. 
Estratégias de curto prazo no mercado de capitais implicam a aceitação de níveis de risco 
extremamente elevados, e cultivam a crença de um caráter eminentemente especulativo em seus 
negócios e que quase sempre são seguidas de problemas. 
 
Saber aproveitar os momentos de disponibilidade financeira requer o conhecimento de 
pelo menos os principais produtos oferecidos pelo mercado de capitais.