Penal Especial I
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Penal Especial I


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Cont. art. 129 \u2013 Lesão Corporal
Lesão grave - § 1º
Perigo de vida: perigo gerado a vida da vítima. Somente na hipótese preterdolosa. 
Debilidade permanente de membro, sentido ou função: toda vez que a lesão consistir em uma debilidade permanente de membro (braços e pernas), sentido (tato, visão, audição, paladar e olfato) ou função (de um órgão do corpo humano). Redução da capacidade e deve ser permanente, se o procedimento médico não conseguir reverter será lesão grave. O uso de prótese não descaracteriza a lesão como grave. 
Aceleração de parto: o parto está sendo antecipado. Somente aqui é possível a conduta preterdolosa, pois não tem a intenção de causar a aceleração de parto. Deve ter conhecimento da gravidez da vítima, somente se ele souber é que ele vai responder, pois não poderia prever essa possibilidade. 
Lesão corporal gravíssima - § 2º: 
§ 2º - Se resulta:
I - incapacidade permanente para o trabalho;
II - enfermidade incurável;
III - perda ou inutilização de membro, sentido ou função;
IV - deformidade permanente;
V - aborto:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos.
Incapacidade permanente para o trabalho: precisa ser irreversível, precisa ser privado dessa capacidade para o trabalho. A corrente majoritária entende que tem que ser incapacidade para qualquer atividade laboral e não especifica para a atividade daquela vítima. 
Enfermidade incurável: quando a lesão for uma ofensa a sua saúde, sendo a vítima contaminada por uma doença incurável será configurada uma lesão gravíssima. Um exemplo disso é a contaminação do vírus HIV intencional. 
Perda ou inutilização de membro, sentido ou função: na lesão gravíssima a vítima fica privada dessa capacidade. A perda pode decorrer tanto da mutilação como também da amputação, a perda significa que a vítima está privada dessa capacidade. A mutilação ocorre em razão da gravidade da lesão, com a própria lesão isso ocorre. Na amputação será por procedimento cirúrgico, quando for imprescindível a amputação. Na inutilização o membro continuará agregado ao corpo, mas desprovido de qualquer capacidade. Se a vítima perder o \u201cdedão\u201d será gravíssima. Se perder a mão também será gravíssima, pois houve perda da função do membro.
Deformidade permanente: dano estético, quando a lesão sofrida pela vítima gerar um constrangimento, uma situação vexatória. Esteticamente a lesão gera essa situação vexatória para a vítima. A deformidade deve ser acentuada. Se for passível de reversão por procedimento cirúrgico vai descaracterizar a lesão gravíssima. 
Aborto: se gerar o aborto a lesão vai ser gravíssima, somente na hipótese de crime preterdoloso. Tem que ser causado a título de culpa. 
Lei 9.263/96 \u2013 possibilitou que os procedimentos médicos para esterilização fossem feitos desde que houvesse a concordância do paciente.
Seguida de morte - §3º: 
§ 3º - Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo.
A morte ocorre por uma conduta culposa do agente, ele quer praticar essa lesão, mas não quer causar a morte do agente. A morte funciona como resultado agravador. Hipótese de crime preterdoloso, tem a dolo na lesão e culpa na morte. 
25/09/13
Art. 129 \u2013 Lesão Corporal
Forma Privilegiada - §4º - 
§ 4º - Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.
Substituição da pena - §5ª \u2013 somente lesão leve. 
§ 5º - O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa:
I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior;
II - se as lesões são recíprocas.
Lesão corporal culposa - § 6º - Se a lesão é culposa:
Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano.
Não se admite a hipótese de tentativa. 
Aumento de pena
§ 7º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4º e 6º
do art. 121 deste Código.
Perdão judicial - § 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. 121. Somente na lesão culposa. 
Violência Doméstica
§ 9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.
Lesão corporal leve é um crime de menor potencial ofensivo, da competência do juizado especial criminal, quando a pena não for superior a 3 anos, porém nesse caso não será aplicado essa competência. 
Não se aplica a lei 9099/95.
Não se trata de crime autônomo.
Aumento de Pena - §11 
§ 10. Nos casos previstos nos §§ 1º a 3º deste artigo, se as circunstâncias são as indicadas no § 9º deste artigo, aumenta-se a pena em 1/3 (um terço).
§ 11. Na hipótese do § 9º deste artigo, a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência.
Crime praticado contra portador de deficiência. 
Art.137 \u2013 RIXA \u2013 briga desordenada que envolve no mínimo 3 ou mais pessoas.
Art. 137 - Participar de rixa, salvo para separar os contendores:
Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 2 (dois) meses, ou multa.
Parágrafo único - Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave, aplica-se, pelo fato da participação na rixa, a pena de detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.
Sujeitos:
	Ativo: crime de concurso necessário, pois exige a presença de três pessoas para que o crime possa existir. 
	Passivo: as próprias pessoas que lutam entre si. É ao mesmo tempo autor e vítima. 
Crime perigo: 
Consumação do crime: se dá com o início da luta.
Tentativa: Não admite a tentativa.
Participação: participação na luta e será considerado autor. 
Participação no crime de rixa: é possível a presença do participe. 
Forma qualificada: 
Hipóteses:
Quando ocorrer a lesão grave
Quando ocorre a morte. 
Art. 135 \u2013 Omissão de Socorro
Tipo Objetivo: 
Objeto jurídico: 
Crime omissivo próprio: a ocorrência de resultado é irrelevante. Não responde pelo resultado. Se houver uma pluralidade de pessoas, todos respondem se ninguém agir, se apenas um agir afasta a responsabilidade dos demais.
Sujeitos: 
Ativo: crime comum
Passivo: definido no tipo penal. 
Sujeito passivo: 
Criança abandonada: deve ter sido deixada pelos pais ou responsáveis. 
Criança extraviada: criança perdida.
Pessoa inválida, ao desamparo: sem capacidade para a prática dos atos normais do ser humano, possui uma limitação, e estará ao desamparo quando estiver em situação de perigo e não puder se defender. 
Pessoa feriada ao desamparo: alguém que esteja lesionado e por essa razão está incapacitado de se livrar da situação de perigo pelas suas próprias forças. 
Pessoa em grave ou iminente perigo: sempre que alguém estiver em grave ou iminente perigo poderá ser vitima de omissão de socorro. Ex: pessoa que está se afogando.
As quatro primeiras hipóteses o perigo é abstrato. E a última é concreto, tem que se comprovar a situação de perigo. 
Formas de assistência: que se exige do agente pode ser:
Imediata: próprio agente deve prestar o socorro. 
Mediata: acionar alguém que possa prestar o socorro. 
Consumação: se dá logo com a omissão. Independentemente de qualquer resultado já existe crime. 
Crime omissivo próprio não admite tentativa. 
Morte instantânea: se comprovar a morte não vai responder, pois não há mais bem jurídico tutelado. 
Causas de Aumento de Pena: § único- 
Lesão grave: a pena é aumentada de metade.
Morte: a pena é triplicado. 
Omissão de socorro do CTB \u2013 art. 304 
Condutor de veiculo: não pode ser o que causou o acidente, tem que estar no momento do acidente. 
Não seja culpado.
Art. 135 \u2013 Omissão de Socorro no atendimento hospitalar: 
Tipo objetivo: - Lei 12.653/12 
Conduta \u2013 comissiva, ela é uma ação de exigir. 
Sujeitos
Ativo: funcionários hospital
Passivo: pessoa que precise de um tratamento