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da Câmara, ou de Senadores, ou de comissão de Senadores, ou da Mesa do Senado, ou da 
Mesa do Congresso Nacional. 
2ª - Constitutiva: Ocorre de forma bicameral (na Câmara dos Deputados e no Senado Federal), 
a regra é quorum maioria simples. 
3ª - Complementar: O Decreto Legislativo será promulgado e publicado pelo Presidente do 
Congresso Nacional (Presidente do Senado Federal). Não há participação do Presidente da 
República. 
 
B) Resoluções - As resoluções são espécie normativa primária, de competência privativa do 
Congresso Nacional ou de competência privativa da Câmara dos Deputados ou competência 
privativa do Senado Federal, que visam a regular matérias, em regra, com efeitos internos às 
Casas. 
 
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Ex: Regimento Interno do Congresso Nacional, Regimento Interno da Câmara dos Deputados e 
Regimento Interno do Senado Federal. Outro exemplo seria, no caso da cassação e perda de 
mandato de Deputado e Senador, at. 55 da CR/88. 
Exceções: resoluções com efeitos externos as Casas: art 68, § 2º( só o congresso); art 52, III; art 
52, I; art 52, X (suspensão de lei através do senado), todos da CR/88. 
 
Procedimentos: Existem 3 fases: 
 
1ª - Iniciativa: Sempre estaremos diante de três Resoluções (da Câmara dos Deputados, do 
Senado Federal e do Congresso Nacional). 
- No Congresso Nacional, a iniciativa se dará por: Deputado ou Comissão de Deputados, ou 
Mesa da Câmara dos Deputados, ou de Senadores, ou de comissão de Senadores, ou Mesa do 
Senado Federal, ou da Mesa do Congresso Nacional. 
- Na Câmara dos Deputados: Deputados ou Comissão de Deputados ou Mesa da Câmara dos 
Deputados. 
- No Senado Federal: Senadores ou Comissão de Senadores ou Mesa do Senado Federal. 
 
2ª - Constitutiva (discussão e votação): 
- No Congresso Nacional: A regra é bicameral (Câmara dos Deputados e Senado Federal). 
- Na Câmara dos Deputados: Votação na Câmara dos Deputados. 
- No Senado Federal: Votação no Senado Federal. 
 
3ª - Complementar: A Resolução será promulgada e publicada: 
- No Congresso Nacional: Presidente do Congresso Nacional, que o mesmo Presidente do 
Senado Federal. 
- Na Câmara dos Deputados: Presidente da Câmara. 
- No Senado Federal: Presidente do Senado Federal 
 
C) Lei Delegada - Terá a fase de iniciativa, a fase constitutiva e a fase de integração de eficácia. 
* Fase de iniciativa: A iniciativa será sempre do Presidente da República para 
o Congresso Nacional, chamada de iniciativa solicitadora (só compete a ele deflagrar o 
processo). 
* Fase Constitutiva: O Congresso Nacional vai analisar se vai conceder ou não 
a delegação, tendo em vista que as matérias descritas no art. 68, §1° da CR/88 (vedações 
 
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materiais) não poderão ser objeto de delegação, portanto essas matérias não serão objeto de 
lei delegada. Isso, pois, a lei delegada tem status de lei ordinária. 
 
O Congresso Nacional de forma bicameral (Na Câmara dos Deputados e no Senado 
Federal), por maioria simples, vai aprovar uma Resolução para fixar as condições, os limites e os 
termos da delegação, permitindo ao Presidente da República elaborar a lei delegada dentro desses 
parâmetros, art.68, §2°, CR/88. 
\ufffd Características: 
1 - A resolução do Congresso Nacional que aprova a delegação pode ou não 
fixar prazo para a delegação. Esse prazo poderá ser prorrogado no máximo até o término da 
legislatura. Se não foi fixado o prazo, a delegação tem até o término da legislatura. 
Entretanto, em qualquer caso a delegação não poderá ultrapassar o final da legislatura, se 
ultrapassar, será caso de usurpação legislativa. 
 
2 - O Congresso Nacional concede a delegação mediante resolução, mas ele 
poderá sustar a delegação (retirar a delegação) a qualquer momento, independentemente da 
concessão ou não de prazo. 
 
 
3 - Mesmo que tenha havido delegação do Congresso Nacional para o 
Presidente da República elaborar lei delegada, O Congresso Nacional poderá produzir, 
elaborar uma lei ordinária sobre o mesmo tema, objeto da delegação, pois O Congresso não 
perdeu a função típica de legislar. 
 
4 - Concedida a delegação, o Presidente da República não estará obrigado a 
produzir a lei. Mas, se elaborar a lei delegada, o Presidente da República estará vinculado 
às condições, aos termos e aos limites estabelecidos pelo Congresso Nacional através da 
resolução. 
 
\ufffd Espécies 
 
1 - Delegação típica (própria): E aquela na qual o Congresso Nacional delega 
ao Presidente da República sobre a forma de resolução a autorização para este elaborar o 
projeto de lei e, posteriormente, promulgar e publicar a lei, sendo que o Presidente estará 
vinculado apenas aos parâmetros estabelecidos pela resolução. 
2 - Delegação atípica (imprópria): art. 68, §3°, da CR/88. É aquela na qual o 
Congresso Nacional delega ao Presidente da República sobre a forma de resolução, 
autorizando o mesmo a elaborar o projeto de lei e, posteriormente, deverá voltar ao 
 
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Congresso Nacional, para que este aprove ou não o mesmo, que se dará em votação única, 
vedada as emendas, com o quorum de maioria simples (o quorum é de maioria simples, 
pois a lei delegada tem status de lei ordinária). 
 
Então, esse projeto de lei poderá ser aprovado ou rejeitado pelo Congresso Nacional: 
- Se for rejeitado, o projeto de lei será arquivado e só poderá ser objeto de 
novo projeto na sessão legislativa seguinte, exceto mediante proposta de maioria absoluta 
dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional, art. 67 da CR/88. 
- Se o projeto for aprovado, ele será encaminhado ao Presidente da República 
para que promulgue e publique a lei. Atenção: não haverá sanção, pois o próprio Presidente 
da República que elaborou o projeto. 
D) Medidas Provisórias - A medida provisória é uma espécie normativa primária, elaborada e 
editada pelo Presidente da República, com "força de lei", sob o fundamento de relevância e 
urgência, que deve ser apreciada pelo Congresso Nacional (Senado Federal e Câmara dos 
deputados) no prazo de 60 (sessenta) dias, prorrogável por mais 60 (sessenta) dias. Essa espécie 
normativa, embora tenha força de lei, não é uma lei. 
 
\ufffd Diferenças entre: Antes (de 1988 a 2001) e depois (após 2001) da 
Emenda Constitucional 32/01 
 
1- Antes: O prazo da medida provisória era de 30 dias. 
Depois: O prazo da medida provisória é de 60 dias, prorrogável por mais 60 dias. A 
prorrogação somente não ocorrerá se o Presidente da República se manifestar expressamente 
nesse sentido, se não houver manifestação, haverá prorrogação do prazo. 
2- Antes: Era permitida a reedição das medidas provisórias, por decisão do 
STF. Se a medida provisória não fosse apreciada no prazo de 30 dias, ela era reeditada até 
ser apreciada, já houve medida provisória que foi reeditada 80 vezes. 
Depois: A reedição de medida provisória foi proibida. Se não houver sua apreciação 
dentro de 60 dias, prorrogável por mais 60 dias, haverá a rejeição tácita da medida provisória. 
3- Antes: O prazo de validade da medida provisória era contado no recesso, ou 
seja, o prazo tramitava no recesso e devia haver convocação extraordinária para votação da 
medida provisória. 
Depois: O prazo de contagem de medida provisória é suspenso no recesso, porém a 
medida provisória continua valendo. Então, a medida provisória pode vigorar muito mais que 
120 dias, pois além do prazo de 60 dias, prorrogável por mais 60, terá o prazo do recesso. 
Somente se houver convocação extraordinária o prazo da medida provisória volta a 
correr e, nesse caso, ela deverá ser votada no recesso, art. 57, §8°, da CR/88. 
 
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4- Antes: Não existia regime de urgência para as medidas provisórias. 
Depois: Existe regime de urgência para as medidas provisórias, art. 62 da 
CR/88. A partir do 45° dia, estando na Câmara dos Deputados ou no Senado
Alberto
Alberto fez um comentário
muito bom.
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