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para a reserva, nos termos da lei; 
 
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IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a 
greve; 
V - o militar, enquanto em serviço ativo, não pode 
estar filiado a partidos políticos; 
"Se o militar da ativa é alistável, é ele elegível (CF, 
art. 14, § 8º). Porque não pode ele filiar-se a partido político (CF, art 42, § 6º), a filiação 
partidária não lhe é exigível como condição de elegibilidade, certo que somente a 
partir do registro da candidatura é que será agregado (CF, art. 14, § 8º, II; Cód. 
Eleitoral, art. 5º, parágrafo único; Lei nº 6.880, de 1980, art. 82, XIV, § 4º)." (AI 135.452, 
Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 14/06/91) 
VI - o oficial só perderá o posto e a patente se for 
julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível, por decisão de tribunal militar 
de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de 
guerra; 
"É tradição constitucional brasileira que o oficial das 
Forças Armadas só perde posto e patente, em virtude de decisão de órgão judiciário. 
No regime precedente à Emenda Constitucional nº 1, de 1969, a perda do posto e 
patente podia decorrer da simples aplicação da pena principal privativa de liberdade, 
desde que superior a dois anos; tratava-se, então, de pena acessória prevista no Código 
Penal Militar. No regime da emenda Constitucional nº 1, de 1969, a perda do posto e 
patente depende de um novo julgamento, por tribunal militar de caráter permanente, 
mediante representação do Ministério Público Militar, que venha a declarar a 
indignidade ou incompatibilidade com o oficialato, mesmo que o oficial haja sido 
condenado, por Tribunal Civil ou Militar, a pena privativa de liberdade superior a dois 
anos, em sentença transitada em julgado. Não se pode equiparar a decisão prevista no 
art. 93, §§ 2º e 3º da Constituição, à hipótese de decisão de Conselho de Justificação 
(Lei nº 5.836, de 05/12/1972). Por força da decisão de que cuida o art. 93, §§ 2º e 3º, 
da Lei Maior, pode ser afastada a garantia constitucional da patente e posto. Nesse 
caso, a decisão possui natureza material e formalmente, jurisdicional, não sendo 
possível considerá-la como de caráter meramente administrativo, à semelhança do que 
sucede com a decisão de Conselho de Justificação. Cabe, assim, em princípio, recurso 
extraordinário, de acordo com o art. 119, III, da Constituição contra acórdão de 
Tribunal Militar permanente, que decida nos termos do art. 93, §§ 2º e 3º, da Lei 
Magna. Aplica-se idêntico entendimento, em se tratando de oficial de Polícia Militar e 
de decisão de Tribunal Militar estadual." (RE 104.387, Rel. Min. Néri da Silveira, DJ 
09/09/88) 
 
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VII - o oficial condenado na justiça comum ou 
militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos, por sentença transitada em 
julgado, será submetido ao julgamento previsto no inciso anterior; 
 
"A EC nº 18/98, ao cuidar exclusivamente da perda 
do posto e da patente do oficial, não revogou o art. 125, § 4º, do texto constitucional 
originário, regra especial nela atinente à situação das praças." (RE 358.961, Rel. Min. 
Sepúlveda Pertence, DJ 12/03/04) 
VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, 
incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV e no art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV; 
X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças 
Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de transferência do 
militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e 
outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas 
atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e 
de guerra. 
"Princípio Isonômico. Código Penal e Código Penal 
Militar. O tratamento diferenciado decorrente dos referidos Códigos tem justificativa 
constitucionalmente aceitável em face das circunstâncias peculiares relativas aos 
agentes e objetos jurídicos protegidos." (RE 115.770, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 
21/02/92) 
 
9.8 - Da Segurança Pública: 
A Segurança Pública, conforme preceitua a 
Constituição Federal, é dever do Estado e direito e responsabilidade de todos, devendo 
ser entendida como o conjunto de atuações destinadas a preservar a ordem pública 
interna, sendo esta a razão das forcas armadas não estarem elencadas neste capítulo, 
pois elas são responsáveis pela segurança nacional, ou seja, a segurança externa, deste 
modo a segurança pública é exercida pelos seguintes órgãos: pública e da 
incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: 
\u201cAção de que não se conhece, quanto à impugnação 
do art. 4º do Decreto nº 2.632/98, dado o caráter regulamentar da norma em questão. 
Medida cautelar, no restante, por maioria indeferida, ante a insuficiência da relevância 
jurídica do pedido no que concerne à alegada inconstitucionalidade da criação da 
Secretaria Nacional Antidrogas, à qual compete a integração e coordenação de órgãos 
um amplo sistema de ação governamental, abrangente de órgãos de diversos 
Ministérios, sem confundir-se, portanto, essa função, com a atividade policial prevista 
 
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no art. 144, e seus parágrafos, da Constituição.\u201d (ADI 2.227-MC, Rel. Min. Octavio 
Gallotti, DJ 07/11/03) 
\u201cNão sendo apanágios da Polícia Civil e da Militar os 
princípios da unidade e da indivisibilidade, inexiste relevância jurídica suficiente para a 
 
suspensão do dispositivo constitucional que inclui a Coordenadoria-Geral de Perícias 
entre os órgãos da Segurança Pública do Estado.\u201d (ADI 146-MC-MC, Rel. Min. Maurício 
Corrêa, DJ 19/12/01) 
\u201cIncompatibilidade, com o disposto no art. 144 da 
Constituição Federal, da norma do art. 180 da Carta Estadual do Rio de Janeiro, na 
parte em que inclui no conceito de segurança pública a vigilância dos estabelecimentos 
penais e, entre os órgãos encarregados dessa atividade, a ali denominada \u2018Polícia 
Penitenciária\u2019.\u201d (ADI 236, Rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 01/06/01) 
\u201cEm face do artigo 144, caput, inciso V e parágrafo 
5º, da Constituição, sendo a segurança pública, dever do Estado e direito de todos, 
exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do 
patrimônio, através, entre outras, da polícia militar, essa atividade do Estado só pode 
ser sustentada pelos impostos, e não por taxa, se for solicitada por particular para a 
sua segurança ou para a de terceiros, a título preventivo, ainda quando essa 
necessidade decorra de evento aberto ao público. Ademais, o fato gerador da taxa em 
questão não caracteriza sequer taxa em razão do exercício do poder de polícia, mas 
taxa pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, o 
que, em exame compatível com pedido de liminar, não é admissível em se tratando de 
segurança pública.\u201d (ADI 1.942-MC, Rel. Min. Moreira) 
- Órgãos responsáveis pela segurança pública: 
I - polícia federal, que deve ser instituída por lei 
como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, 
destinada a apurar ar infrações penais contra a ordem política e social ou em 
detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e 
empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão 
interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei; 
prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando 
(mercadorias proibidas) e o descaminho (mercadorias sem pagamento dos tributos), 
sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de 
competência; exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; 
exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União. 
 
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II - polícia rodoviária federal, órgão permanente, 
organizado e mantido pela União e estruturado
Alberto
Alberto fez um comentário
muito bom.
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