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sequer estruturada.\u201d (MI 627-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 07/02/03).No mesmo 
sentido: MI 545, DJ 02/08/02. 
§ 4º - às polícias civis, dirigidas por delegados de 
polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de 
polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. 
 
\u201cPolícia Civil: direção: inconstitucionalidade da regra 
impositiva não só de que a escolha recaia em Delegado de carreira \u2014 como 
determinado pela Constituição da República \u2014, mas também de que seja o escolhido 
integrante da sua classe mais elevada.\u201d (ADI 132, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 
30/05/03) 
§ 5º - às polícias militares cabem a polícia ostensiva 
e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das 
atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil. 
\u201cPolícia Militar: atribuição de \u2018radiopatrulha aérea\u2019: 
constitucionalidade. O âmbito material da polícia aeroportuária, privativa da União, 
não se confunde com o do policiamento ostensivo do espaço aéreo, que \u2014 respeitados 
os limites das áreas constitucionais das Polícias Federal e Aeronáutica Militar \u2014 se 
inclui no poder residual da Polícia dos Estados.\u201d (ADI 132, Rel. Min. Sepúlveda 
Pertence, DJ 30/05/03) 
§ 6º - As polícias militares e corpos de bombeiros 
militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as 
polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. 
\u201cPolícias estaduais: regra constitucional local que 
subordina diretamente ao Governador a Polícia Civil e a Polícia Militar do Estado: 
inconstitucionalidade na medida em que, invadindo a autonomia dos Estados para 
dispor sobre sua organização administrativa, impõe dar a cada uma das duas 
corporações policiais a hierarquia de Secretarias e aos seus dirigentes o status de 
secretários.\u201d (ADI 132, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 30/05/03) 
 
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10 \u2013 Dos Direitos e Garantias Fundamentais 
10.1 \u2013 Noções Gerais 
 Atualmente tem-se cobrados nas provas de Direito Constitucional do Exame da 
OAB a análise, conhecimento e interpretação dos Direitos e Garantias Fundamentais. 
 Desta forma, toda leitura destes direitos fundamentais deve partir do 
pressuposto fático de que os direitos e garantias fundamentais constituem um dos 
pilares do tripé do Estado de Direito, ao lado do enunciado da Legalidade e do 
Princípio da Separação de Poderes. 
 Segundo José Afonso da Silva para quem \u201csão aquelas prerrogativas e 
instituições que o Direito Positivo concretiza em garantias de uma convivência digna, 
 
livre e igual de todas as pessoas\u201d . Exatamente devido à esta natureza essencial se faz 
mister reconhecer as seguintes características: 
\u2022 Historicidade \u2013 observa-se sua existência nas constituições anteriores. 
\u2022 Inalienabilidade - não é possível a transferência de direitos 
fundamentais, a qualquer título ou forma (ainda que gratuita). 
\u2022 Irrenunciabilidade - não está sequer na disposição do seu titular, abrir 
mão de sua existência. 
\u2022 Imprescritibilidade - não se perdem com o decurso do tempo. 
\u2022 Relatividade ou Limitabilidade - não há nenhuma hipótese de direito 
humano absoluto, eis que todos podem ser ponderados com os 
demais. 
\u2022 Universalidade - são reconhecidos em todo o mundo. 
Por outro lado, nem todo direito fundamental sempre foi 
expressamente previsto nas Constituições, ainda que a grande maioria ali esteja. 
Neste sentido, extrai-se da Carta de 1988 o exemplo de que a mesma não trata de 
alguns direitos da personalidade, como o nome. Exatamente para que não fosse 
entendida tal previsão como uma lacuna, o próprio art. 5° contemplou o §2° com a 
admissão de que existiriam outros decorrentes dos sistemas adotados pelo país. 
Ademais, esta discriminação não se deu na Constituição de forma 
exaustiva ou taxativa, ex vi o parágrafo segundo do próprio artigo. Trata-se, na 
verdade, de rol apenas exemplificativo: 
\u201c§2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não 
excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos 
tratados internacionais em que a República Federativa seja parte.\u201d 
 
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10.2 \u2013 Evolução Histótica 
Como estes direitos fundamentais foram sendo reconhecidos pelos 
textos constitucionais e o ordenamento jurídico dos países de forma gradativa e 
histórica, os autores começaram a reconhecer as gerações destes, podendo assim ser 
sintetizado tal pensamento: 
Direitos de primeira geração: Surgidos no século XVII, eles cuidam da 
proteção das liberdades públicas, ou seja, os direitos individuais, compreendidos como 
aqueles inerentes ao homem e que devem ser respeitados por todos os Estados, como o 
direito à liberdade, à vida, à propriedade, à manifestação, à expressão, ao voto, entre outros. 
Como afirma ALEXANDRE DE MORAES, \u201cessas idéias encontravam 
um ponto fundamental em comum, a necessidade de limitação e controle dos abusos 
 
de poder do próprio Estado e de suas autoridades constituídas e a consagração dos 
princípios básicos da igualdade e da legalidade como regentes do Estado moderno e 
contemporâneo\u201d. 
Direitos de segunda geração: os ora chamados direitos sociais, 
econômicos e culturais, onde passou a exigir do Estado sua intervenção para que a liberdade 
do homem fosse protegida totalmente (o direito à saúde, ao trabalho, à educação, o direito 
de greve, entre outros). Veio atrelado ao Estado Social da primeira metade do século passado. 
A natureza do comportamento perante o Estado serviu de critério 
distintivo entre as gerações, eis que os de primeira geração exigiam do Estado 
abstenções (prestações negativas), enquanto os de segunda exigem uma prestação 
positiva. 
Direitos de terceira geração: os chamados de solidariedade ou 
fraternidade, voltados para a proteção da coletividade. As Constituições passam a tratar da 
preocupação com o meio ambiente, da conservação do patrimônio histórico e cultural, etc.. 
A partir destas, vários outros autores passam a identificar outras 
gerações, ainda que não reconhecidas pela unanimidade de todos os doutrinadores. 
 Direitos de quarta geração: o defensor é o Professor PAULO BONAVIDES, para 
quem seriam resultado da globalização dos direitos fundamentais, de forma a universalizá-los 
institucionalmente, citando como exemplos o direito à democracia, à informação, ao comércio 
eletrônico entre os Estados. 
 
 Direitos da quinta geração: defendida por apenas poucos autores para tentar 
justificar os avanços tecnológicos, como as questões básicas da cibernética ou da internet. 
 
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Vale observar que ainda que se fale em gerações, não existe 
qualquer relação de hierarquia entre estes direitos, mesmo porque todos interagem 
entre si, de nada servindo um sem a existência dos outros. Esta nomenclatura adveio 
apenas em decorrência do tempo de surgimento, na eterna e constante busca do 
homem por mais proteção e mais garantias, com o objetivo de alcançar uma sociedade 
mais justa, igualitária e fraterna, como defendia NOBERTO BOBBIO. Por isto, a mais 
moderna doutrina defende o emprego do termo dimensões no lugar de gerações. 
Ainda para prestigiar sua importância, em geral, os direitos e 
garantias fundamentais têm aplicabilidade imediata (art. 5º §1º CRFB), dependendo 
naturalmente da forma que foi enunciada pela Constituição para que seja afirmada se a 
mesma será de eficácia plena ou limitada. 
 
 
 
10.3 \u2013 Características da CF/88 
Além da classificação acima, podemos reconhecer que a 
estrutura constitucional de 1988 tratou dos direitos fundamentais no título II de forma 
a separar o objeto de cada grupo. Assim, temos: 
\u2022 Direitos individuais: (art. 5º); 
\u2022 Direitos coletivos: representam os direitos
Alberto
Alberto fez um comentário
muito bom.
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