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Constituição manteve a tradição do controle ser exercido pelo 
Poder Judiciário, portanto, nosso Controle da Constitucionalidade dos Atos Normativos é o 
Jurisdicional, muito embora abrigue a possibilidade de haver um controle pelo Poder 
Legislativo, como no caso da CCJ e pelo Executivo como no caso do veto Presidencial. 
 
\u2022 Desta forma podemos identificar duas formas distintas de Controle da 
Constitucionalidade: 
 
A - CONTROLE PREVENTIVO 
 Nesta espécie de controle busca-se prevenir a entrada em vigor de Lei ou ato 
normativo, já maculado pela inconstitucionalidade. É exercido pelo Poder Legislativo, 
através das comissões permanentes existentes no Congresso, como também em suas 
casas (Art. 58, C.F./88), sendo a Comissão de Constituição e Justiça a responsável. 
Pode-se efetuar este controle também através do Poder Executivo, e se dá 
exclusivamente pelo chefe do Poder Executivo em exercício, a quem cabe o direito de Veto 
total ou parcial, como está posto no Art. 66, § 1°, da Constituição Federal: 
"Se o Presidente considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou 
contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, 
contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao 
Presidente do Senado Federal os motivos do veto". 
B - CONTROLE REPRESSIVO 
Esta forma de controle busca atacar a Lei ou ato normativo que confronta-se com a 
Constituição, pois sendo assim não pode sobreviver na ordem jurídica. 
Analisando nossa atual Constituição, concluímos ser nosso controle o Jurisdicional 
(muito embora haja o Controle Preventivo), e ele combina dois critérios: 
 
a) Critério Difuso - seu exercício é de competência de todos os juízes e tribunais 
pertencentes ao quadro do Poder Judiciário. Neste caso, o controle da 
inconstitucionalidade se dá por via de exceção (ou caso concreto), e a declaração de 
inconstitucionalidade é incidente, ou seja é conseqüência, pois o objetivo real, é a 
solução do caso concreto, não sendo portanto análise de lei em tese. 
É competência do Supremo Tribunal Federal, segundo dispõe o Art. 102, III, "julgar, 
mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a 
decisão recorrida: 
a) contrariar dispositivo desta Constituição; 
 
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b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; 
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição." 
\ufffd Caso a questão chegue ao S.T.F., em decorrência da interposição de Recurso 
Extraordinário, e este decida pela inconstitucionalidade, deverá cumprir o que dispõe o 
art. 52, X, da CF/88 : 
"Compete privativamente ao Senado Federal: 
X- suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão 
definitiva do Supremo Tribunal Federal". 
No que diz respeito aos efeitos da Declaração Incidental de Inconstitucionalidade, por ser 
caso concreto, atinge apenas a relação jurídica posta em juízo, desde seu nascimento, ou seja, 
efeito inter partes, continuando a lei a produzir efeitos normalmente até que o Senado suspenda 
sua execução, quando então produzirá efeitos ex nunc. 
 
b) Critério Concentrado - seu exercício é deferido ao órgão máximo do Poder Judiciário, 
ou seja, ao Supremo Tribunal Federal. Neste caso, o Controle da Constitucionalidade se dá 
por Via de Ação (lei em tese), buscando-se a invalidação de lei ou ato normativo em tese, 
portanto não há caso concreto posto. 
\ufffd O controle por via de ação comporta o pedido de medida cautelar, que será processado 
e julgado originariamente pelo S.T.F., quando então pode-se obter a concessão de uma 
liminar. 
 
Sendo assim podemos destacar as seguintes características adotadas no caso da regra 
geral para diferenciar o controle difuso do concreto: 
 
\ufffd Controle Difuso 
 
\u2022 Competência de qualquer juiz ou Tribunal. 
 
\u2022 Via de Exceção. 
\u2022 Caso concreto. 
\u2022 Questão incidental. 
\u2022 Efeito ex nunc. 
\u2022 Efeito inter partes. 
 
 
\ufffd Controle Concentrado 
 
\u2022 Competência do STF. 
\u2022 Via de Ação. 
\u2022 Caso Abstrato. 
\u2022 Lei em tese. 
\u2022 Efeito ex tunc. 
 
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\u2022 Efeito erga omnes. 
 
4.3 \u2013 Espécies de Ações Diretas de Inconstitucionalidade e seus Efeitos - 
ADI 
A Ação Direta de Inconstitucionalidade te pode ser de 3 (três) tipos: 
- ADI Genérica (legitimados arrolados no art. 103, da C.F/88). 
- ADI Omissiva (legitimados arrolados no art. 103, da C.F/88). 
 
- ADI Interventiva (legitimado Procurador Geral da República). 
 
A \u2013 ADI GENÉRICA \u2013 Segundo o doutrinador Pedro Lenza, o que se busca com a ADI 
genérica é o controle de constitucionalidade de ato normativo em tese, abstrato, marcado pela 
generalidade, impessoalidade e abstração. Ao contrário da via de exceção ou defesa, pela qual o 
controle (difuso) se verificava em casos concretos e incidentalmente ao objeto principal da lide, no 
controle concentrado a representação de inconstitucionalidade, em virtude de ser em relação a 
um ato normativo em tese, tem por objeto principal a declaração de inconstitucionalidade da lei ou 
ato normativo impugnado. O que se busca saber, portanto, é se a lei (lato sensu) é inconstitucional 
ou não, manifestando-se o Judiciário de forma específica sobre o aludido objeto. A ação direta, 
portanto, nos dizeres da Professora Ada Pellegrini Grinover, "tem por objeto a própria questão da 
inconstitucionalidade, decidida principaliter" . 
Em regra, através do controle concentrado, almeja-se expurgar do sistema lei ou ato normativo 
viciado (material ou formalmente), buscando-se, por conseguinte, a invalidação da lei ou ato 
normativo. 
 Quando se tratar de Adi Genérica (lei em tese), a decisão do S.T.F., em regra possui eficácia 
erga omnes, e efeito ex tunc. Porém é prevista na Lei 9.868/99, em seu art. 27: 
 
" Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, e tendo em vista razões de 
segurança jurídica ou de excepcional interesse social, poderá o Supremo Tribunal Federal, por maioria 
de dois terços de seus membros, restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha 
eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado." 
 
B - ADI OMISSIVA \u2013 Nas palavras de Pedro Lenza, trata-se de inovação da CF/88, inspirada no 
art. 283 da Constituição portuguesa. O que se busca através da ADI por omissão é combater uma 
"doença", chamada pela doutrina de "síndrome de inefetividade das normas constitucionais". 
O art. 103, § 2.°, da CF/88 estabelece que, declarada a Ínconstitucionalidade por omissão de 
medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência JD poder competente para a 
adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em 
trinta dias. O que se busca é tornar efetiva norma constitucional destituída de efetividade, ou seja, 
somente as normas constitucionais de eficácia limitada. 
 
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 Nesse sentido, devendo o Poder Público ou órgão administrativo regulamentar norma 
constitucional de eficácia limitada e não o fazendo, surge a "doença", a omissão que poderá ser 
"combatida" através de um "remédio" chamado ADI por omissão de forma concentrada no STF. 
 
\ufffd Atenção: na ADI por omissão temos o controle concentrado; através do mandado de 
injunção, o controle difuso, pela via de exceção ou defesa. 
 
Em se tratando de ADI por omissão, o efeito é uma sentença declaratória dirigida ao 
responsável pela omissão, e caso se trate de órgão administrativo, terá também um efeito 
mandamental, buscando suprir a omissão. 
Art.103, § 2°, C.F. - "Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para 
tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das 
providências necessárias
Alberto
Alberto fez um comentário
muito bom.
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