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DisciplinaBases Neurais de Processos Psicológicos9 materiais75 seguidores
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tân cia cin-
zenta a eli mina len ta mente, e a subs tân cia branca a 
eli mina de maneira mais rápida). O FSC pos sui a 
van ta gem de expor o paciente a menos radia ção do 
que a TEP, além de ter um custo mais baixo. Em um 
indi ví duo nor mal, o estado de vigí lia carac te riza-se 
por um débito san güí neo maior no cór tex fron tal em 
rela ção ao resto do encéfalo. Da mesma forma que 
na tomo gra fia por emis são posi trô nica, a esti mu la-
ção de um órgão sen so rial par ti cu lar pro move um 
 aumento da radioa ti vi dade ou do fluxo san güí neo 
na região do cére bro que o repre senta. Por exem-
plo, após apre sen ta ção de estí mu los lumi no sos a 
um indi ví duo, a área 17 do cór tex occi pi tal torna-se 
mais visí vel com o uso des ta téc ni ca.
1.11.4. Ima gem por Res so nân cia Nuclear Mag-
né tica
A ima gem por res so nân cia mag né tica (RM) uti-
liza ondas mag né ti cas, ao invés de radia ção X, para 
a pro du ção de ima gem. A RM pos sui uma reso lu-
ção espa cial melhor e maior apli ca ção poten cial do 
que a TC e a TEP, sendo um método exce lente para 
dife ren cia ção entre subs tân cia branca e cin zenta, 
 estudo do fluxo san güí neo cere bral e esti ma tiva 
do tama nho dos ven trí cu los. O prin cí pio básico da 
RM está em que cer tos núcleos atô mi cos apre sen-
Neuroanatomia
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tam res so nân cia e emi tem sinais de radio fre qüên-
cia quando situa dos em cam pos mag né ti cos. O 
hidro gê nio da água está entre os prin ci pais áto mos 
detec ta dos pela RM, de forma que quanto maior 
o con teúdo em água de um dado tecido cere bral 
 melhor a sua ima gem será con fi gu rada pela téc-
nica de RM. Ossos den sos que não con têm água 
livre não pro du zem qual quer ima gem. Por outro 
lado, ede mas ou morte celu lar alte ram a dis tri bui-
ção de água em uma deter mi nada região do cére-
bro e, con se qüen te mente, a sua ima gem. A RM 
funcional tem sido muito utilizada para determi-
nar as estruturas ativadas durante determinados 
estados motivacionais, tarefas cognitivas ou em 
resposta a certos estímulos ambientais.
1.12. BIBLIO GRA FIA
1. Ama ral DG. The ana to mi cal orga ni za tion of 
the cen tral ner vous system. Em: Kan del ER, 
 Schwartz JH e Jes sell TM (Eds.). Prin ci ples 
of neu ral scien ces. New York: McGraw-Hill, 
p. 317-336, 2000. 
2. Bear MF, Con nors BW, Para diso MA. Intro-
duc tion to neu ros cience. Em: Neu ros cience: 
Explo ring the Brain. Bal ti more: Wil liams & 
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3. Beatty J. Prin ci ples of Beha vio ral Neu ros-
cience. Dubu que: Brown & Bench mark, 
1995.
4. Bro dal A. The cen tral ner vous system: struc-
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ver sity Press, 1992.
5. Eccles JC. O conhe ci mento do cére bro. São 
Paulo. Livra ria Athe neu-EDUSP, 1979.
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Mac Mil lan, 9a edi ção, p. 103-140, 1996.
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Kan del ER, Schwartz JH, Jes sell TM (Eds.). 
Prin ci ples of neu ral scien ces. New York: 
 McGraw-Hill, p. 5-18, 2000.
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cia: Uma apre sen ta ção do sis tema ner voso. 
Em: Lent R (Ed.) Cem bilhões de neu rô nios: 
Con cei tos fun da men tais de Neu ro ciên-
cia. Rio de Janeiro: Edi tora Athe neu, 1-25, 
2001.
10. Machado A. Neu roa na to mia fun cio nal. Rio 
de Janeiro: Livra ria Athe neu, 4a edi ção, 
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1979.
12. Nieu we nhuys R, Voogd J, Van Huij zen C. 
The human cen tral ner vous system. Ber lim: 
Sprin ger-Ver lag, 1988.
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14. Van der AJ, Sher man JH, Luciano DS. Human 
Physio logy: The mecha nisms of body func-
tion. Bos ton: McGraw-Hill, 1994. 
BIBLIOGRAFIABibliografia
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CAPÍTULO II
 NOÇÕES BÁSICAS DE 
NEU RO FI SIO LO GIA
O sis tema ner voso fun ciona como um dis po-
si tivo capaz de per ce ber varia ções ener gé ti cas do 
meio externo ou interno no orga nismo, ana li sar 
essas varia ções quanto à sua qua li dade, inten si dade 
e loca li za ção para, final mente, orga ni zar com por-
ta men tos que cons ti tuam uma res posta ade quada 
ao estí mulo que foi apre sen tado ao indi ví duo. Este 
ciclo de ati vi da des é nor mal mente refe rido como 
arco reflexo. As varia ções ener gé ti cas (por exem-
plo, a luz, o som, a varia ção da con cen tra ção do 
O2 no san gue) são cha ma das de estí mu los, pois são 
per ce bi das por estru tu ras espe cia li za das do sis tema 
ner voso: as célu las sen si ti vas ou os recep to res sen-
si ti vos. Às vezes, as célu las sen si ti vas for mam parte 
ou mesmo cons ti tuem a tota li dade de um órgão 
deno mi nado apro pria da mente de órgão sen so rial 
(como o olho, por exem plo). Os com por ta men tos 
mani fes tos por um indi ví duo frente a um estí mulo 
(a reti rada de mem bro exposto a estí mulo noci cep-
tivo, a cons tri ção pupi lar em res posta à expo si ção 
do olho a um foco de luz, etc.) resul tam da ati vi-
dade de célu las efe to ras que podem estar agru pa-
das for mando teci dos, tais como os mús cu los ou 
as glân du las. Os recep to res sen si ti vos fun cio nam 
como trans du to res de ener gia, isto é, trans for mam 
os vários estí mu los por eles cap ta dos em uma des-
carga codi fi cada de impul sos ner vo sos. Cada um 
des tes impul sos cons ti tui um \u201cpoten cial de ação", 
cujas carac te rís ti cas vere mos mais adiante neste 
capí tulo. Em geral, pode-se afir mar que a inten-
si dade do estí mulo é codi fi cada como fre qüên cia 
de des carga de poten ciais de ação no nervo. Desta 
forma, os sinais cap ta dos pelos órgãos recep to res 
são trans mi ti dos pelos ner vos aos cen tros supe rio-
res do cére bro, prin ci pal mente o cór tex cerebral, 
onde são ana li sa dos, resul tando deste pro cesso as 
expe riên cias cons cien tes da visão, tem pe ra tura 
e tato, por exem plo, com a con se qüente res posta 
ao estí mulo (Fig. 2.1). Atual mente, o desen vol-
vi mento de téc ni cas sofis ti ca das que con tro lam a 
pre ci são e a sele .tividade da estimulaçao sensorial 
tem permitido o registro e o acompanhamento da 
atividade dos neurônios isolados através do uso de 
microeletrodos. 
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Considerações gerais
Fig. 2.1 - Esquema de um arco reflexo com plexo envol vendo o cór tex cere bral. Um estí mulo na pele é cap tado por 
recep to res sen si ti vos, levando à pro du ção de poten ciais que irão tra fe gar até a medula espi nal via neu rô-
nio sen si tivo. A seguir, estes impul sos serão trans mi ti das ao tálamo pelas vias sen so riais ascen den tes. Do 
 tálamo, os estí mu los são dis tri buí dos para dife ren tes regiões do cór tex, onde serão ana li sa dos com rela ção à 
sua loca li za ção, inten si dade e qua li dade e a con se qüente ela bo ra ção de uma res posta apro priada. A res posta 
tra fe gará até o neu rô nio motor medu lar atra vés de vias des cen den tes. A con tra ção mus cu lar será pro du zida 
pela des carga do neu rô nio motor nas jun ções neu ro mus cu la res. As setas indi cam o sen tido de pro pa ga ção 
do poten cial de ação. Acres cente-se que o reflexo de reti rada pres cinde do cór tex cere bral, embora possa 
ser modu lado por ele.
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