BasesBiológicasdoCpto
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DisciplinaBases Neurais de Processos Psicológicos9 materiais75 seguidores
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e dá ori gem ao sis tema mesoes tria tal 
(nigroes tria tal). A doença de Par kin son é carac te-
ri zada pela perda pro gres siva de neu rô nios dopa-
mi nér gi cos na subs tân cia negra. O A10 situa-se na 
área do teg mento ven tral e dá ori gem ao sis tema 
meso lím bico. Suas fibras ascen dem no feixe pro-
sen ce fá lico medial e dis tri buem-se no bulbo olfa-
tó rio, hipo campo, núcleo sep tal late ral, núcleo 
accum bens, núcleo do leito da estria ter mi nal e 
com plexo amig da lóide. A hipe ra ti vi dade do núcleo 
A10 pode repre sen tar um impor tante fator asso-
ciado à fisio pa to lo gia da esqui zo fre nia. Em nível 
de dien cé falo existe um grupo com pacto de célu las 
dopa mi nér gi cas (A12), situado no núcleo infun-
di bu lar, cons ti tuindo o sis tema de mesmo nome. 
Há for tes indí cios de que a dopa mina libe rada das 
 fibras túbero-infun di bu la res seja trans por tada até a 
pitui tá ria, via sis tema porta hipo tá lamo-hipo fi sá-
rio, para ini bir as célu las secre to ras de pro lac tina 
na ade no i pó fise. As dro gas antip si có ti cas, ao blo-
quea rem os recep to res de dopa mina neste sis tema, 
aumen tam os níveis cir cu lan tes de pro lac tina, resul-
tando na secre ção ina pro priada de leite (galac tor-
réia), mesmo em homens. Um sis tema deno mi nado 
meso cor ti cal tam bém se ori gina no núcleo A10 e 
ter mina em áreas cor ti cais incluindo a parte medial 
do lobo fron tal, os cór ti ces pré-piri forme, piri forme 
e do giro do cín gulo. Estas regiões tam bém têm sido 
con si de ra das parte do sis tema lím bico.
2.6.2.2. Nora dre na lina: Em nível peri fé rico, a 
nora dre na lina é o prin ci pal neu ro trans mis sor das 
 fibras adre nér gi cas. Acre dita-se que cerca de 80% 
dos ter mi nais adre nér gi cos tenham como neu ro-
trans mis sor a nora dre na lina. No SNC, neu rô nios que 
sin te ti zam nora dre na lina estão res tri tos às regiões 
bul bar e pon tina. O grupo mais impor tante é o grupo 
A6 situado no locus coe ru leus, núcleo situado no 
assoa lho do IV ven trí culo, na tran si ção entre o bulbo 
e a ponte. O locus coe ru leus é o mais impor tante 
núcleo nora dre nér gico do encéfalo. Seus efe ren tes 
cons ti tuem dois sis te mas ascen den tes de fibras, um 
feixe nora dre nér gico dor sal (o mais proe mi nente) e 
uma via peri ven tri cu lar dor sal. O pri meiro atra vessa 
o teg mento mesen ce fá lico pró ximo à substância 
cin zenta peria que du tal, para onde envia pro je ções, 
como tam bém para os colí cu los supe rior e infe rior, 
e núcleos da rafe. Na altura do fascículo retro flexo, 
o feixe arqueia-se dorso-ven tral mente, e envia pro-
je ções para o tálamo e hipo tá lamo onde se junta ao 
feixe pro sen ce fá lico medial. Daí suas fibras diri-
gem-se para a região sep tal, amíg dala, for ma ção 
hipo cam pal, bulbo olfa tó rio, banda dia go nal de 
Broca e o neo cór tex. O braço ros tral da via peri ven-
tri cu lar ascende ao dien cé falo atra vés da parte ven-
tro me dial da substância cin zenta peria que du tal, for-
mando parte do fas cí culo lon gi tu di nal dor sal. Este 
sis tema de fibras pro jeta-se prin ci pal mente para o 
hipo tá lamo.
As célu las do locus coe ru leus são ati va das por 
estí mu los estres san tes e amea ça do res. Sua esti mu-
la ção pro duz uma rea ção com por ta men tal e car dio-
vas cu lar carac te rís tica de medo. Com base nisto, 
D. E. Red mond e cola bo ra do res pro pu se ram que 
o locus coe ru leus fun cio na ria como acio na dor de 
um "sis tema de alarme". Em outras pala vras, acre-
dita-se que esta estru tura pro mo ve ria uma moni to-
ri za ção con tí nua do ambiente quanto aos even tos 
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Neurofisiologia
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impor tan tes e pre pa ra ria o orga nismo para enfren-
tar situa ções de emer gên cia.
2.6.2.3. Adre na lina: A adre na lina é a cate co la-
mina pre do mi nante na medula supra-renal. São 
bem conhe ci dos os efei tos peri fé ri cos da ati va ção 
sim pá tica decor rente de sua libe ra ção durante o 
 estresse. Entre tanto, muito pouco é conhe cido em 
rela ção às ações da adre na lina no SNC. A ori gem 
des tes neu rô nios situa-se no rom ben cé falo cau dal, 
no núcleo do trato soli tá rio e adja cên cias, onde se 
acre dita este jam envol vi dos na regu la ção car dio-
vas cu lar. Em ratos com hiper ten são arte rial espon-
tâ nea, os níveis da enzima res pon sá vel pela sín tese 
da adre na lina (PNMT) nes tas áreas rom ben ce fá li-
cas estão mais ele va dos que em ratos nor mo ten sos. 
A iner va ção adre nér gica do hipo tá lamo dor so me-
dial tem sido impli cada na regu la ção da inges tão de 
ali men tos. As dro gas que inter fe rem nas sen sa ções 
de fome e sacie dade (ano re xí ge nos) inter fe rem com 
a neu ro trans mis são adre nér gica no hipo tá lamo.
2.6.2.4. Sero to nina: Neu rô nios con tendo sero to nina 
ocor rem no mesen cé falo, ponte e medula oblonga, 
mas em todas estas par tes do encéfalo eles estão 
essen cial mente con fi na dos às zonas mediana e para-
me diana. Os neu rô nios sero to ni nér gi cos estão dis-
tri buí dos prin ci pal mente den tro de enti da des citoar-
qui te tô ni cas espe cí fi cas, conhe ci das como " núcleos 
da rafe". Os núcleos da rafe estão situa dos em um 
con tí nuo den tro do tronco encefálico, sendo que os 
prin ci pais são: os núcleos obs curo, pálido, magno, 
pon tino, mediano (tam bém conhe cido como cen tral 
supe rior) e dor sal. Os núcleos da rafe não con têm 
ape nas neu rô nios sero to ni nér gi cos.Como evi dên cia 
disso, o núcleo dor sal da rafe pos sui a maior pro-
por ção de neu rô nios sero to ni nér gi cos (70%) mas 
o núcleo rafe-pon tino pos sui ape nas 10% dos mes-
mos. As vias sero to ni nér gi cas ascen den tes seguem 
um estreito para le lismo com as vias nora dre nér gi cas 
no seu curso ascen dente.
As vias sero to ni nér gi cas ascen den tes ori gi nam-se 
do núcleo mediano da rafe e do núcleo dor sal da rafe. 
Do nú cleo mediano da rafe, as fibras pro je tam-se para 
o tálamo e áreas iner va das pelo feixe pro sen ce fá lico 
 medial, com des ta que para o hipo campo. Estas vias 
estão envol vi das na tole rân cia ao estresse per sis tente, 
na ini bi ção com por ta men tal indu zida por estí mu los 
aver si vos e na impul si vi dade. Do núcleo dor sal da 
rafe, as fibras pro je tam-se para os colí cu los, subs-
tância cin zenta peria que du tal, amíg dala e neo cór-
tex. Acre dita-se que estas vias sejam esti mu la das por 
even tos aver si vos e atuem na regu la ção do com por ta-
mento defen sivo. Em razão disso, estas vias podem 
estar envol vi das na mani fes ta ção de cer tas doen ças 
men tais como a ansie dade, pânico e depres são. De 
fato, pacien tes com depres são endó gena apre sen tam 
bai xos níveis do prin ci pal meta bó lito da sero to nina, 
o ácido 5- hidroxi-indo la cé tico (5-HIAA).
Como as vias sero to ni nér gi cas ascen den tes iner-
vam as arte río las cere brais, acre dita-se que a sero-
to nina esteja envol vida na etio lo gia de dis túr bios 
cére bro vas cu la res, como a isque mia e a enxa queca. 
Estas vias tam bém têm sido impli ca das na regu la-
ção do sono.
As vias sero to ni nér gi cas des cen den tes ori gi-
nam-se no núcleo magno da rafe, no bulbo, e pro-
je tam-se ao corno dor sal da medula, onde a sero to-
rima exerce um papel regu la dor sobre a trans mis são 
de impul sos dolo ro sos que pene tram e ascen dem 
na medula dor sal. Estas vias cons ti tuem, por tanto, 
um impor tante sis tema des cen dente de con trole da 
dor.
Exis tem vários tipos