BasesBiológicasdoCpto
252 pág.

BasesBiológicasdoCpto


DisciplinaBases Neurais de Processos Psicológicos9 materiais75 seguidores
Pré-visualização50 páginas
neu rô nios estão 
38
Neurofisiologia
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
pro va vel mente envol vi dos na trans mis são de estí-
mu los de dor.
A substância cin zenta peria que du tal em ratos 
con tém um agrupamento celu lar que ori gina uma 
via ascen dente de neu rô nios con tendo subs tân cia P, 
que se projeta a regiões rostrais atra vés do feixe pro-
sen ce fá lico medial. As fibras desta via pro je tam-se 
para o núcleo sep tal late ral e regiões mediais do 
cór tex fron tal. Uma sig ni fi ca tiva con cen tra ção de 
subs tân cia P do encéfalo também existe nas fibras 
de pro je ção do estriado para a subs tân cia negra pars 
reti cu lata. A con cen tra ção deste neu ro pep tí dio na 
subs tân cia negra está apre cia vel mente redu zida em 
pacien tes com Coréia de Hun ting ton e em pacien tes 
com síndromes par kin sonóides. O meca nismo sub-
ja cente a esta redu ção parece ser dife rente nas duas 
doen ças. Enquanto na coréia de Hun ting ton a redu-
ção é pre su mi vel mente asso ciada à dege ne ra ção 
neuronial no estriado, no Par kin son o estriado está 
 intacto e a redu ção na con cen tra ção da subs tân cia P 
pode ser uma con se qüên cia secun dá ria da dimi nui-
ção dos neu rô nios dopa mi nér gi cos na subs tân cia 
negra. Vias des cen den tes, de sig ni fi cado fun cio nal 
ainda des co nhe cido, são cons ti tuí das de fibras que 
se ori gi nam na substância cin zenta peria que du tal 
e no núcleo magno da rafe, e pro je tam-se para a 
 medula espinal. Nes tas últi mas projeções, a subs-
tân cia P parece coe xis tir com a sero to nina. Evidên-
cias recentes apontam para um papel da Substância 
P localizada na substância cinzenta periaquedutal 
dorsal na mediação de estados aversivos associados 
à ansiedade.
2.6.4.2. Neu ro ten sina: Trata-se de um tri de ca pep tí-
dio que foi ori gi nal mente iso lado de extra tos hipo-
ta lâ mi cos bovi nos. Estu dos de radioi mu noen saio 
con fir ma ram pos te rior mente a sua pre sença no 
hipo tá lamo e trato gas troin tes ti nal. Atual mente, 
sabe mos que a neu ro ten sina está dis tri buída em 
 várias estru tu ras do SNC e em várias delas já foi 
detec tada sua coe xis tên cia com a dopa mina. Den-
tre os seus papéis fun cio nais des ta cam-se os efei-
tos neu roen dó cri nos influen ciando a libe ra ção de 
diver sos neuro-hor mô nios na pitui tá ria ante rior, 
hipo ter mia, alte ra ções na pres são arte rial e uma 
anal ge sia que parece não ser de ori gem opióide, 
uma vez que não é afe tada pela admi nis tra ção de 
um anta go nista espe cí fico de recep to res opiói des, 
como o nalo xone.
2.6.4.3. Glu ca gon, Poli pep tí dio Intes ti nal Vasoa-
tivo e Cole cis to ci nina: Vários pep tí dios que se ima-
gi nava serem pro du zi dos ape nas no intes tino e nas 
glân du las endó cri nas têm sido tam bém detec ta dos 
no SNC. O poli pep tí dio intes ti nal vasoa tivo (PIV) e 
a cole cis to ci nina (CCK) são con si de ra dos inte gran-
tes da famí lia do glu ca gon tendo em vista a ele vada 
homo lo gia das suas molé cu las. O glu ca gon é secre-
tado pelo pân creas e está pri ma ria mente envol vido 
no con trole do meta bo lismo gli cí dico e lipí dico 
 durante o jejum. A CCK é sin te ti zada na mucosa 
duo de nal, e esti mula a secre ção pan creá tica e a pro-
du ção e eje ção da bile. O PIV é tam bém pro du zido 
no duo deno e, além de apre sen tar um potente efeito 
vaso di la ta dor, tam bém esti mula a con ver são de gli-
co gê nio em gli cose e poten cia liza a pro du ção de 
insu lina pelo pân creas. Mapas rela ti va mente deta-
lha dos têm sido obti dos de neu rô nios do SNC con-
tendo estes pep tí dios atra vés da uti li za ção de tes tes 
de imu nor rea ti vi dade ao anti-soro dos mes mos.
2.6.4.4. Opiói des Endó ge nos: Des ta cam-se no grupo 
dos opiói des endó ge nos três gran des famí lias: a 
pró-opio me la no cor tina, a pró-ence fa lina e a pró-
dinor fina, que exis tem em cir cui tos neu rais inde-
pen den tes. Estes pre cur so res dão ori gem, res pec-
ti va mente, às endor fi nas, ence fa li nas e dinor fi nas. 
Todas com par ti lham de algu mas ações sobre os cha-
ma dos recep to res opiói des envol vi dos na regu la ção 
pelo SNC de vários pro ces sos fisio ló gi cos que vão 
desde o con trole da dor até ajus tes da fun ção car dio-
vas cu lar. Exis tem tam bém evi dên cias que impli cam 
estes pep tí dios na media ção dos efei tos do estresse, 
nos dis túr bios do humor e do pen sa mento.
2.7. TRANS MIS SÃO SINÁP TICA MUL-
TI ME DIADA 
Estu dos his to quí mi cos, imu no ci to quí mi cos e 
rá dio-auto grá fi cos têm demons trado que um ou mais 
pep tí dios podem estar pre sen tes nos mes mos neu rô-
nios que con têm um dos neu ro trans mis so res clás si cos 
(por exem plo, sero to nina ou dopa mina). A mediação 
sináptica compartilhada por dois ou mais neurotrans-
missores é também conhecida como cotransmissão.
Assim, tem sido demons trado que a subs tân cia P coe-
xiste com a dopa mina, a ace til co lina e a sero to nina. 
Nesta con di ção, este pep tí dio pode, por exem plo, 
impe dir a des sen si bi li za ção do recep tor nico tí nico à 
ace til co lina nas célu las cro ma fins da medula supra-
renal. A neu ro ten sina coe xiste com a dopa mina em 
ter mi nais ner vo sos dos núcleos da base, onde pode 
modu lar os efei tos dessa amina bio gê nica sobre a ati-
vi dade loco mo tora. Tem tam bém sido rela tado que a 
CCK coe xiste com o GABA e a dopa mina. Inú me ros 
estu dosvêm sendo rea li za dos no sen tido de inves ti-
gar um pos sí vel papel fisio pa to ló gico da CCK e da 
neu ro ten sina na esqui zo fre nia, o que faz sen tido na 
 medida que dis fun ções nas vias neu rais dopa mi nér gi-
39
Substância P
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
cas, onde estes neu ro pep tí deos têm sido encon tra dos, 
estão cla ra mente impli ca das nesta pato lo gia. 
2.7.1. Ação pré e pós-sináp tica
As ações de trans mis so res sobre os sis te mas de 
comu ni ca ção sináp tica podem ser con ve nien te-
mente orga ni za das em cate go rias pré e pós-sináp-
tica. A cate go ria pré-sináp tica inclui todos os even-
tos no peri cá rio e ter mi nal ner voso que regu lam 
a sín tese do trans mis sor ( incluindo a aqui si ção 
de subs tra tos ade qua dos e co-fato res), arma ze na-
mento, libe ra ção, recap ta ção e cata bo lismo. Dois 
fenô me nos impor tan tes que ocor rem a este nível 
são a ini bi ção e a faci li ta ção pré-sináp tica. Ini bi ção 
e faci li ta ção pré-sináp tica refe rem-se a pro ces sos 
que envol vem outras célu las ner vo sas que fazem 
sinap ses com o ter mi nal sináp tico, influen ciando a 
libe ra ção do neu ro trans mis sor (Fig. 2.4). Elas cons-
ti tuem as cha ma das sinap ses axo-axô ni cas ou pré-
sináp ti cas, que regu lam a trans fe rên cia de infor ma-
ções entre os neu rô nios pré e pós-sináp ti cos atra vés 
de neu ro trans mis so res que vão atuar em recep to res 
loca li za dos nos ter mi nais ner vo sos (recep to res pré-
sináp ti cos). O neu ro trans mis sor pré-sináp tico ini-
bi tó rio mais conhe cido é o GABA. A ini bi ção pré-
sináp tica ocorre quando o ter mi nal de um axô nio 
afe rente (ter mi nal 1), que libera um neu ro trans mis-
sor exci ta tó rio, tem um outro ter mi nal jus ta posto a 
ele (ter mi nal 2). O ter mi nal 2 inibe a libe ra ção do 
neu ro trans mis sor do ter mi nal 1, o qual passa a exci-
tar menos a célula pós-sináp tica sobre a qual atua.
 Alguns neu rô nios