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DisciplinaBases Neurais de Processos Psicológicos9 materiais75 seguidores
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ri zar a loca li za ção de uma 
deter mi nada estru tura é neces sá rio pri meiro situá-la 
em rela ção a esta jun ção ou fle xão, ou seja, se está 
acima ou abaixo dela. Se esti ver acima, ros tral quer 
dizer em dire ção ao nariz, cau dal em dire ção à nuca, 
dor sal em dire ção ao topo da cabeça, e ven tral em 
dire ção à man dí bula. Se a estru tura que que re mos 
loca li zar está abaixo da jun ção, as asso cia ções fei tas 
são: ros tral/pes coço, cau dal/cóc cix, dor sal/cos tas e 
ven tral/ abdome. Observe que neste último caso os 
ter mos seguem uma defi ni ção simi lar à que des cre-
ve mos acima para os ver te bra dos infe rio res.
A forma como o sis tema ner voso se apre senta 
deve-se a uma orga ni za ção par ti cu lar de suas 
célu las. Se gundo a dis po si ção dos cor pos celu la-
res (soma) e dos pro lon ga men tos (axô nios) dos 
neu rô nios sur gem as diver sas estru tu ras neu rais 
carac te rís ti cas do sis tema ner voso cen tral. Os cor-
pos celu la res podem cons ti tuir núcleos quando 
for mam aglo me ra dos mais ou menos esfé ri cos, 
como o núcleo rubro, ou alon ga dos, como o núcleo 
cau dado; cór ti ces ou pálios quando se reú nem em 
forma de lâmi nas, casca (do latim cór tex) ou manto 
(do latim pal lius); subs tân cias, aglo me ra dos maio-
res que os núcleos, mas ainda bem deli mi ta dos em 
uma deter mi nada região, como a subs tân cia cin-
zenta peria que du tal e a subs tân cia negra ou com-
ple xos, um con junto de núcleos, como o com plexo 
amig da lóide. 
As pro je ções axo nais tam bém se orga ni zam 
de modo bas tante pecu liar, cons ti tuindo os tra tos 
 quando se agru pam em grande número de axô nios, 
com ori gem e final comuns, como o trato cór tico-
espinal ante rior, com ori gem no giro pré-cen tral e tér-
mino no corno ante rior da medula espinal. Quando 
estas pro je ções são mais modes tas elas rece bem o 
nome de fas cí culo (do latim fas ci cu lus = dimi nu tivo 
de feixe), como os fas cí cu los grá cil e cunei forme. 
Um aglo me rado de tra tos e fas cí cu los resulta em 
funí culo (do latim funi cu lus = pequena corda). Às 
vezes, as pro je ções axô ni cas orga ni zam-se de modo 
a se asse me lha rem a fitas (em latim lem nis cus). 
Como exem plo de lem nisco cita mos o lem nisco 
 me dial, con junto de fibras inicialmente arquea das 
que ligam os núcleos grá cil e cunei forme ao tálamo, 
 levando infor ma ções cons cien tes, de tato epi crí tico 
e da sen si bi li dade vibra tó ria para os cen tros supe-
rio res. Se as pro je ções axo niais, em seu tra jeto, per-
cor rem um estreito espaço entre vários núcleos, sua 
dis po si ção colu nar passa a adqui rir um aspecto lami-
nar, como a lâmina medu lar late ral loca li zada entre 
o putame e o globo pálido. Se che ga rem a envol ver, 
mesmo que em parte, um ou mais núcleos, este con-
junto de fibras recebe o nome de cáp sula, como a 
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Considerações gerais
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cáp sula interna, pren sada entre o corpo estriado e 
o tálamo, for mada por pro je ções des cen den tes dos 
tra tos cór tico-espinal e cór tico- nuclear, vias moto-
ras que con du zem impul sos aos moto neu rô nos 
do corno ven tral da medula espinal e aos núcleos 
motores dos ner vos cra nia nos do tronco ence fá-
lico, res pec ti va mente. San gra mento ou trom bose 
na cáp sula interna cons ti tui-se em uma das cau sas 
mais comuns de hemi ple gia (para li sia da metade 
do corpo). A cáp sula interna tam bém con tém fibras 
ascen den tes que levam infor ma ções soma to ssen-
so riais ao cór tex. Se, ao con tor nar um deter mi nado 
 núcleo o conjunto de fibras faz um dobra mento ele 
é deno mi nado de joe lho, por exem plo o joe lho do 
corpo caloso. Quando um aglo me rado de axô nios 
pro jeta-se no lado oposto do neuroeixo recebe o 
nome de comis sura, como a comis sura ante rior que 
 conecta os lobos tem po rais.
Os neu rô nios podem tam bém cons ti tuir fai xas 
 quando se inter põem entre estru tu ras nuclea res, 
como a zona incerta e o claus tro (do latim claus-
tra = clau sura); colu nas e cor nos, como as colu nas 
ante rio res, pos te rio res e inter mé dio-late rais e cor-
nos dor sais e ven trais da medula espinal. A Fig. 1.1 
mos tra um deta lhe do neuroeixo, com alguns exem-
plos da orga ni za ção geral do sis tema ner voso.
Como vere mos no decor rer deste livro, ape sar da 
com ple xi dade apa rente, enten der o sig ni fi cado dos 
ter mos usa dos para desig nar as diver sas estru tu ras 
do SNC, a par tir de suas ori gens na lín gua grega e 
no latim, faci lita, con si de ra vel mente, a nossa com-
preen são dos papéis fun cio nais de cada uma delas.
1.2. DIVI SÃO DO SIS TEMA NER VOSO
1.2.1. Cri té rios ana tô mi cos
Do ponto de vista ana tô mico, o sis tema ner voso 
é cons ti tuído pelos sis te mas ner voso cen tral e peri-
fé rico (Fig. 1.2). O sis tema ner voso peri fé rico é 
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Neuroanatomia
Fig. 1.1 - Foto gra fia de um corte trans ver sal do mesen cé falo humano, pas sando pelos colí cu los supe rio res, com 
vista dorsal. 1 - giros e sul cos do cór tex cere be lar; 2 - colí cu los infe rio res; 3 - colí cu los supe rio res; 4 - subs-
tân cia cin zenta peria que du tal; 5 - núcleo rubro; 6 - subs tân cia negra; 7 - base do pedún culo cere bral, com 
os tra tos cór tico-espi nal e cór tico-nuclea r. O diagrama menor indica o nível da seção no SNC (linha) e a 
posição do observador (seta).
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Divisão do sistema nervoso
Fig. 1.2 - Divi são do sis tema ner voso, segundo cri té rios ana tô mi cos.
Fig. 1.3 - Super fí cie medial da metade direita do encé falo humano. Visão esque má tica indi cando o telen cé falo, 
dien cé falo, mesen cé falo, ponte, bulbo, medula espi nal e cere belo. 
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Nota
CÉREBRO
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Nota
TRONCO ENCEFÁLICOnull
cons ti tuído por ner vos, gân glios e terminais nervo-
sos. Os gân glios são aglo me ra dos de cor pos celu-
la res de neu rô nios. Os ner vos são cor dões esbran-
qui ça dos que ligam o SNC aos órgãos peri fé ri cos. 
 Quando a sua ori gem se dá no encé falo, ele é cha-
mado de nervo cra niano. se sua ori gem ocorre na 
 medula espinal, ele é cha mado de nervo espinal. 
Na extre mi dade das axônios situam-se as ter mi-
na ções ner vo sas que fazem con tato com as célu las 
efe to ras ( célula mus cu lar ou glan du lar) ou com 
outra célula ner vosa.
O SNC está loca li zado den tro da cavi dade cra-
niana (encé falo) e do canal ver te bral ( medula es-
pinal) (Fig. 1.3). O encé falo é, ainda, sub di vi dido 
em cére bro, tronco ence fá lico e cerebelo.
1.2.2. Cri té rios embrio ló gi cos
Do ponto de vista embrio ló gico, o sis tema ner-
voso divide-se em pro sen cé falo, mesen cé falo, 
rom ben cé falo e medula espinal (Fig. 1.4). 
O pro sen cé falo, que cor res ponde ao cére bro na 
divi são ana tô mica, é ainda sub di vi dido em telen-
cé falo e dien cé falo. O mesen cé falo não sofre divi-
são. O rom ben cé falo sub di vide-se em meten cé falo 
(ponte e cere belo, na divi são ana tô mica) e mie len-
cé falo (bulbo, na divi são ana tô mica). Estes nomes 
deri vam das estru tu ras embrio ló gi cas das quais 
estas áreas se ori gi nam.Vamos agora ana li sar mais 
deta lha da mente estas estru tu ras do SNC a par tir da 
 medula espinal.
1.3. MEDULA ESPINAL
É a estru tura mais cau dal do SNC, rece bendo 
infor ma ções da pele, arti cu la ções, mús cu los e vís ce-
ras, cons ti tui a esta ção final para o envio de coman-
dos moto res. Lon gi tu di nal mente,